
Então, boa noite a todos e todas. Eu falo aqui em nome do Fórum Amazônia por Verdade, Justiça e Reparação. E eu gostaria de falar um pouquinho, num sentido um tanto quanto diferente do que nós falamos até aqui. E por que eu quero falar um pouquinho diferente? Porque eu acho que a gente tem que reivindicar também a força desses que estão aqui. A força dessas representações sindicais... quilombolas, camponesas e dos nossos povos originários. Tá? Nós já choramos muito. Em particular, nós que estamos conduzindo algumas investigações, junto com o Ministério Público, o Federal, o Ministério Público do Trabalho, a doutora Cristiane, que está ali, particularmente com os Tenharim, os de Arrui, choramos juntos, colhendo depoimento deles várias vezes, choramos juntos... quando chegamos a um caso de uma menina de nove anos que foi levada para ser a mulher do capataz da empresa. Vocês sabem o que significa isso. para ser levada e ser transformada na mulher do capataz da empresa. essas empresas... Elas têm as suas mãos sujas de sangue. e continuam suja de sangue. de sangue, eu acho que a gente tem que dizer isso. Agora, mais do que Esse momento, que tem que ser um momento de lamentação... Nós queremos discutir os processos de reparação. Isso aqui é muito importante. E nós temos que dar continuidade a esses processos de reparação e celeridade a esses processos de reparação. E eu gostaria de dizer... que mais do que lamentar, a tortura e a morte, e a violação, em particular das mulheres, Eu gostaria aqui de resgatar exatamente essa força desses povos. Os Yanomami, eles nos falam, Yatemi Shoa. Yatemishoa significa eu ainda estou vivo, nós ainda estamos vivos. E se esses povos e se essas representações ainda estão vivas, é porque não deixaram de lutar em nenhum momento, e elas continuam lutando, e é com essa força dos que resistiram, dos que sobreviveram e sobrevivem até hoje, porque não deixaram de lutar, não deixaram de sonhar, é que nós temos que dizer que nós não perdoamos passado, nem os golpistas do presente e por isso mais do que nunca nós gritamos, ditadura, nunca mais, reparação, já. Obrigado.
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