
Olá a todos, meu nome é Raílene Cardinho Eu moro em Imperatriz, estado do Maranhão. Mas eu não estou aqui. pelo meu estado. Eu estou representando... Essa moça aqui, ó. que era minha sobrinha, que foi vítima de feminicídio em Belém, no estado do Pará. Já vai fazer 11 anos, dia 27 de maio, que a gente luta por justiça e o acusado... O avô dele foi só governador do estado do Pará, foi senador, foi muitas coisas. Então, é muito difícil você lutar contra um sistema e pedir justiça, gente. Porque a gente não está mais nem clamando, a gente está gritando por justiça há 11 anos. Então, é muito tempo. E... Para descobrir a verdade, A minha irmã teve que pedir exumação do corpo da minha sobrinha. E a minha irmã chamou médicos do Rio de Janeiro e viajaram até Belém para exumar o corpo da Renata e descobriu que ela não morreu de aneurisma da horta abdominal. Ela morreu por asfixia mecânica, sufocação direta. Inclusive, o laudo, o acusado, recorreu do laudo e a primeira turma do STF reconheceu a causa-morte da minha sobrinha, asfixia mecânica, por sufocação direta, em 2018. ajuda dos direitos humanos, não só para minha sobrinha, como para mim também. Vocês acham que eu não sou ameaçada? Ou vocês acham que minha família não é ameaçada? Eu não posso dizer na internet onde eu estou em tempo real. Eu fiz, o caso foi adiante, porque eu resolvi entrar nas redes sociais e começar a contar a história da minha sobrinha em todas as redes sociais. E começou a viralizar em todas as redes sociais os vídeos, né? Se vocês puderem seguir, é caso Renata Cardin. E aí tem sofrido muito, E é muito triste você ver uma mulher santa, Sendo... vítima de feminicídio e você ter que lutar contra um sistema, um sistema e tem sido muito, muito difícil. Eu estou aqui porque a Renata não está aqui presente e eu estou aqui representando ela. sendo a voz da Renata, E tem sido muito, muito difícil, porque quando você luta por justiça... Você é penalizado, você que é o ruim, é você que não presta. Então, o que eu peço para a Comissão dos Direitos Humanos, Não, não. Me ajudem, eu estou precisando de ajuda, seja ajuda jurídica, ajuda de proteção, porque não é fácil, gente, não é fácil. Eu não posso nem ir para a Imperatriz, porque eu tenho medo de chegar lá e vocês entendem o que eu quero dizer, eu não preciso falar muita coisa para que vocês entendam. E, infelizmente, não só a Renata, toda morte suspeita, a gente tem que tratar com um olhar mais rápido, mais... Tem um caso de uma moça lá em Cuiabá que o corpo dela está seis meses esperando uma perícia, num freezer, a mãe dela está pagando diária. Sabe o que é diária? Então, eu acabo absorvendo a dor. Eu fiz um vídeo na minha rede social sobre o caso da Viviane Fidelis, que eu também estou representando outras vozes. Acabei criando o caso Renata Cardin e acabei representando outras vítimas de feminicídio que não tem como se defender. O caso da Viviane Fidelis também o ex-namorado, o tio dele é senador. Foi... É, já acabou meu tempo e eu agradeço. Mais 30? Pois é. Senador, foi governador do Mato Grosso e a mãe dela tá sendo altamente massacrada, ameaçada também. Eu falo com a mãe dela, a mãe dela quer se matar. Do mesmo jeito, gente, eu também penso em pensamentos de tirar minha vida porque eu já não aguento mais lutar por justiça, no caso da minha sobrinha. E quando eu só senti um... só senti... O gripado, a dor de um gripado, o outro gripado, porque aí você entende. Enquanto vocês... É muito bonitinho falar do feminicídio, é bonitinho, né? Mas só que quando você sofre na pele o que é feminicídio, vocês sabem o quanto a vida é cruel com a família, de quem fica. Não só com a família, não só com a minha sobrinha que está debaixo da terra, que não pode se defender, mas a gente também, a gente sofre demais retaliação, não só eu como a minha irmã, os meus sobrinhos, Eu quero agradecer a cada um de vocês. Muito obrigada, eu só queria ter um pouquinho de voz e... Eu peço a ajuda de vocês. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Raílena, leve nosso apoio.
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