Markus Vlasits

Markus Vlasits

Presidente - Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia - (ABSAE)

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14 de abr, 11:05

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

Transcrição automática

A todos os demais senhores deputados aqui presentes, Joaquim Passarinho, Diego Andrade, Paulo Guedes, os senhores das agências reguladoras e demais setores, primeiramente agradeço a oportunidade de estar aqui com os senhores e poder contribuir para esse importante debate. E antes de mais nada, gostaria de deixar muito claro que a gente, a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia, nós nos solidarizamos com... com os pleitos que estão sendo feitos aqui. De fato, a questão da... pobreza energética em um país tão abundante como o Brasil é uma questão totalmente inadmissível. E, antes de entrar nos detalhes da minha apresentação, me permitam que eu, muito rapidamente, apresento a nossa entidade, E eu espero que em algum momento eu vou descobrir como operar esse... cursores Você passa para mim. A APSAI, ela é a associação, como eu disse, a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia. Nós representamos mais de 70 empresas que, de alguma forma ou outra, têm um elo do armazenamento de energia, sejam elas fabricantes de baterias, sejam elas empresas de geração de energia, que estão complementando suas atividades de geração com o armazenamento. Me permitam de fazer uma contextualização, por que esse tema de armazenamento é tão relevante, para a Amazônia e para sistemas isolados também em Minas. Aquilo que o Brasil tem de mais abundante, sem dúvida alguma, é o só. A radiação solar. E a gente sabe que hoje possuímos de tecnologias muito comprovadas de transformar essa radiação solar em energia elétrica. Pois bem, acontece que o sol é intermitente, ele se põe, nasce e se põe. para poder usar a energia elétrica gerada a partir de painéis fotovoltaicos, para atender essas comunidades, seja no interior do Amazonas, seja numa ilha no Rio São Francisco, eu preciso dessa bateria. que vai captar o excedente dessa energia solar durante o dia e disponibilizar para o atendimento da noite. Por isso, a gente está vendo que em todo o Brasil, tanto no norte do Brasil, como também em regiões de ilhas, essa solução do painel fotovoltaico com o armazenamento se configura como uma solução bastante adequada para atender essas necessidades energéticas. justamente sua flexibilidade e modularidade. Eu não preciso mais puxar quilômetros de linha de distribuição, onde eu não posso, ou onde essa solução de interligação tradicional talvez seja cara. Eu coloco esse mini gerador no lugar do consumo desse camarada, dessa família que ainda não foi devidamente atendida. Por isso, realmente, o tema da universalização de energia, para nós, é um tema tão relevante. Já falamos bastante, o senhor André Dias, os demais palestrantes já falaram bastante sobre o programa em si. Quero deixar registrado aqui também a nossa insatisfação com as morosidades no desenvolvimento e na implantação desse programa. Agora... Também é importante reconhecer que o programa Luz para Todos e dos demais programas de universalização de energia não deixam de ser um caso de sucesso no Brasil. Vamos reconhecer isso, senhores. Sabemos que temos muitas famílias não atendidas, sabemos que tem muito trabalho ainda a ser feito, mas também temos que reconhecer que tem mais de 130 mil sistemas instalados, mas, como já foi dito, temos bastante demanda não atendida. E essa morosidade no avanço desse programa, ele na verdade também prejudica não somente a população não atendida, mas também toda essa cadeia de suprimento e de serviço que está por trás, que está especializada para... fazer essas instalações e fazer esses projetos acontecerem. E certamente, também queria deixar registrado aqui um tema que talvez não seja tão evidente, mas que é muito importante para o nosso debate, que é o tema dos dados. Infelizmente, a EPE não está aqui representada, mas gostaria de deixar registrado que a EPE, a empresa de pesquisa energética, tem feito um trabalho muito importante de levantamento de dados, em parceria com a ANEL, em parceria com o Ministério de Minas e Energia. Então, esses dados são muito relevantes porque eles nos dão uma base objetiva de avaliar o tamanho do problema e o tamanho dos desafios que precisam ser resolvidos na Amazonia. Voltando aqui para o nosso problema, de fato temos um problema de execução. Isso é inegável. É... a população no estado de Amazonas tem sido bastante prejudicada, por essa amorosidade... na transferência de titularidade. Infelizmente, estávamos lidando com uma distribuidora de energia que, permitam-me a franqueza afirmar, que estava cronicamente inatemplente no cumprimento das suas obrigações. E é muito importante que nessa transferência de concessão, o tema da universalização de energia seja tratado como tema prioritário. E certamente, mais uma vez, me solidarizo aqui com os senhores que vieram de Minas Gerais, porque não é admissível que um Estado tão abundante, tão rico, ainda tenha que lidar com esses problemas. Mas isso, de fato, são problemas de execução. Saibam que, do lado dos agentes, das empresas que estão reunidas na nossa associação, a gente está disposto e a gente está pronto para atender essa demanda. específico da sua região do Amazonas, que é a questão do cronograma de contratação. Nós estamos falando aí de instalações em lugares muito remotos, onde, em muitos casos, o rio é o nosso único meio de transporte para chegar às nossas localidades. O que acontece? A gente não pode instalar esses sistemas em qualquer momento do ano. Tipicamente, o período mais adequado para instalação no Amazonas, pelo menos, é o verão. E geralmente é o início de verão a depender da vazão dos rios. O que eu quero dizer com isso? Infelizmente, com as morosidades que aconteceram, já perdemos 2026, boa parte de 2026. Para que a gente possa aproveitar de 2027, é de suprema importância que as contratações sejam feitas até o final deste ano. Porque senão corremos o risco de também ter uma redução muito significativa para as instalações em 2027, para a retomada desse programa. E permitam-me, por favor, também de ressaltar mais um tema que parece um tema técnico, mas ele não é. Vejam como a maioria desses sistemas de universalização estão sendo feitos. A sua grande maioria são sistemas para uma residência específica. A família tal que vai receber um sistema com alguns painéis e uma bateria. Como é o suplemento de energia aqui nas cidades? Aqui nas cidades, não é que cada prédio tem um gerador para seu atendimento. Aqui a gente tem um sistema de distribuição que interliga todos os consumidores. Quando um consome um pouco mais, outro um pouco menos, essa demanda vai se compensando. Então, é muito importante que a gente repensa a maneira como a gente realiza esses programas de universalização. até agora, aquilo que na grande maioria dos casos tem sido implantado são sistemas individuais, os chamados SICF, sistemas individual de geração a partir de fonte intermitente. Ou seja, se eu instalo na casa do senhor Paulo, e o senhor Paulo terá um aumento da energia porque ele está desenvolvendo alguma nova atividade, possivelmente esse sistema não vai atendê-lo. e ele vai ter uma limitação com relação ao seu atendimento, ao seu suprimento de energia elétrica. Por isso, estamos propondo que, além da retomada do programa, que deve e precisa ser prioridade número um, também seja repensada a maneira como essa universalização de energia acontece. Pensando aqui na situação das ilhas no Rio San Francisco, que foi pensado. Obrigado. onde a gente tem um gerador fotovoltaico um pouco maior, um sistema de armazenamento um pouco maior, e a gente tem casos onde isso tem funcionado. Vou mostrar para vocês alguns exemplos. e depois já vou encerrando a minha fala para não ficar fora do tempo, mas a gente tem... Nas próximas páginas, alguns exemplos. Por exemplo, Vila Restoração. Lá no coração do Acre, lugar extremamente remoto, onde efetivamente um sistema de 300 kWp, com sistema de armazenamento de 1 MWh, atende uma comunidade inteira. A mesmíssima solução seria transferível para uma ilha, ou para uma comunidade quilombola, para a gente ter uma solução comunitária para todo mundo. Vamos parar de fazer microsistemas em cada casa e... Daria, com certeza. Com certeza. Daria também fazer isso em assentamentos, e com isso a gente criaria uma solução de sopramento muito mais flexível, que vai além do atendimento de cada casa. de forma separada. Tem outros exemplos. Então, com isso, chegando no final da minha conversa, o que eu gostaria de deixar aqui como pleito, mas também como sugestão. É importante que o sistema... o programa seja retomado. Isso significa, no caso de Minas, como estamos vendo, uma solução dessa interface entre o trabalho de regularização fundiária e trabalho da concessionária. No caso do estado de Amazonas, claramente significa que o tema da universalização seja tratado como um tema prioritário na nova concessão. Quando a âmbara energia for assumir essa nova concessão, esse tema realmente tem que estar dentro das primeiras cinco prioridades. E fora isso, não posso deixar de lembrar os senhores, gostaria de deixar registrado aqui, que além da universalização, temos outros graves desafios no nosso sistema elétrico brasileiro, que precisam de uma solução. E um dos maiores desafios que hoje temos é o excedente de geração solar ao meio-dia, devido à mini-micro geração. O Estado de Minas tem sido um grande pioneiro, muito mérito, só que hoje temos tanta geração solar, que estamos correndo o risco de ter apagões por sobre-oferta de energia. Qual seria a solução? O Ministério de Minas e Energia vem debatendo há dois anos um leilão de armazenamento. um leilão de reserva de capacidade para o armazenamento. Precisamos da publicação dessa portaria de diretrizes para que esse leilão realmente possa acontecer. Não posso deixar de deixar registrado esse último pleito, senhores. Agradeço a atenção e permaneço aqui à disposição para responder perguntas e comentários. Muito obrigado. Obrigado. Obrigada. Próximo dia. Obrigado. Mas... Eu vou passar

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