
Obrigada. Obrigada, deputada, inclusive pela apresentação do Instituto, que dispensa eu fazer novamente uma apresentação. Falo aqui também em nome da Coalizão Brasileira pela Educação Inclusiva. O PL, ele nos chama a atenção... justamente em relação a um aspecto o aspecto de trazer abordagem de saúde... para a sala de aula. Aqui, deputada... e demais colegas. Eu quero chamar a atenção basicamente para três pontos a questão da invasão terapêutica na sala de aula né de forma assim dizer da medicalização do histórico escolar e do abandono do modelo social de deficiência, O que o PL prevê? Ele prevê a necessidade de um acompanhante terapêutico no espaço pedagógico. Ora, a escola é lugar de mediação pedagógica, não de aplicação de protocolos clínicos. Ao permitir que um profissional de saúde execute um programa terapêutico sob supervisão médica externa dentro da classe, o PL retira justamente a autonomia ética. escolar. Isso é muito interessante porque a escola e o profissional que tem que ter nas escolas, eles devem servir para a retirada de barreiras e não para servir como cura dentro do ambiente terapêutico. Estamos muito hoje celebrando o dia da educação inclusiva, quando a gente está com um PL que, de uma certa forma, está diminuindo o a prerrogativa da educação e potencializando o espaço saúde. Não que a saúde não precisa ocorrer, mas ela tem um espaço adequado para isso. A educação inclusiva, ela vai cuidar de fato que esse jovem, que essa criança, receba todo o apoio pedagógico necessário. E eu, escutando a fala das pessoas que me antecederam, é bem interessante, porque hoje o que se clama dentro do ambiente... educacional já está garantido na lei brasileira de inclusão e no decreto. O que a gente precisa é que cumpra aquelas exigências. Então, quando a gente fala do profissional de apoio escolar, o que ele vai ajudar? Ele vai ajudar na locomoção, no acesso, na participação dos estudantes em todos os espaços e atividades pedagógicas, assistivos. Então, nos preocupa muito quando a gente pensa numa abordagem de saúde, porque a gente também não pode ignorar que quando a gente vai para a rede regular privada, justamente esse é o peso que começa a travar a as matrículas, porque as escolas acabam vetando por falar que vai ter um ônus. Imagina se a gente coloca que vai ter a necessidade desse profissional. Então, eu acho que a gente tem que ter muito cuidado nesse avanço. Todo avanço é necessário, mas eu chamo a atenção para esse grande impacto. A questão de colocar no currículo educacional que avanço. a esse jovem essa criança tem TEA o currículo educacional ele serve para falar da trajetória de aprendizagem dessa desse discente na escola e não para ser um prontuário médico então acho que são algumas nuances que a gente tem como melhorar para essa criança e se adolescente não ficar estigmatizado acaba sendo até capacitista. E também a questão do... Um terceiro ponto é a questão do abandono do modelo social. Existe o artigo terceiro, ele está falando que os professores têm que ter uma preparação para prevenção e cuidados durante crises disruptivas. novamente eu forço, os professores eles têm que ter uma abordagem para trabalhar justamente na garantia dos acessos, da permanência, da redução das barreiras físicas, arquitetônicas que existem nessa sala de aula. Me parece novamente um pouco de imprecisão técnica talvez e aí eu chamo atenção e conto com o apoio da deputada para fazer esse olhar, para a gente fazer o resgate de fato... da educação no projeto. Não é possível que crianças fiquem 11 anos, 16 anos e saiam somente com dois níveis do ensino fundamental durante toda a trajetória da vida acadêmica. Muito obrigada.
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