
Bom, mais uma vez obrigado aí, deputado Carlos Gomes. Da minha parte aqui, só agradecer mesmo a oportunidade de falar em nome... da categoria... nobre né dos catadores e catadoras e mais feliz ainda em poder ouvir aqui eu acho que o horta foi bastante cirúrgico em dizer que audiência pública boa é aquela que cumpre com seu compromisso principalmente de levar conhecimento e das pessoas poderem ouvir, né? e para aprimorar a política pública como um todo. Então, da minha parte aqui, representando a ANCAT, Movimento, Unicatadores, deputado, é agradecer mesmo, e não podia deixar de falar o que... você trouxe aqui, é super sincero, porque inclusive essa sua jornada você já expressou em algum momento para nós catadores e é super legítima, verdadeira. Estamos na mesma jornada e vamos que vamos e a lei veio para ficar, para pegar e tenho certeza que a categoria como um todo tem muito a ganhar com isso.
A operativa fica aqui no interior de São Paulo, município de Orlândia. iniciamos em 2003 no antigo lixão, a cooperativa agora já está consolidada e conta com 50 cooperados hoje. Legal.
Deputado Carlos Gomes, Igualmente, cumprimento meu querido amigo Adalberto, bem como meu amigo também Cátilo, e agora deputada, mas nossa sempre e queridíssima ministra Marina Silva, e todos os demais deputados. participantes e ouvintes dessa audiência pública. Igualmente, aqui, para não deixar passar, meu querido amigo também, André Galvão, da Brema. no qual tem lá o Pedro Maranhão, sempre parceiro da ANCAT, dos catadores, sempre muito provocativo. Igualmente aqui o meu amigo que está acompanhando aqui, assim como eu e o Galvão, virtualmente. da CVM Antônio Carlos é Gostaria aqui de ressaltar em primeiro momento... como catador de materiais escláveis há mais de 23 anos, e parte dessa jornada minha em cima de um lixão a céu aberto aqui no município onde mora, não tenho dúvidas de que a lei de incentivo à resclagem, como bem foi colocada pelo Adalberto Maluf, que é, na verdade, o principal instrumento hoje econômico para fomentar a economia circular no país. E aí, quando a gente fala de economia circular, que a gente sabe que tem um contexto bastante amplo, não poderíamos deixar de falar aqui da importância do nosso papel enquanto catadores de materiais esclaves. numa cooperativa há mais de 20 anos, a gente sabe o desafio que é de estruturar a base da nossa cadeia, que precisa literalmente de investimentos e são investimentos muitas vezes contínuos, eu que estou numa cooperativa aqui, nunca imaginava o tanto que eu teria que me esforçar, junto com os demais companheiros, para trazer atualizações e estruturação aqui para a continuidade dos nossos trabalhos. E, na verdade, por mais que haja um esforço, dos entes federativos, seja ele a nível municipal, estadual e federal, e aqui um recorte federal, porque o retorno do presidente Lula nos trouxe, obviamente, um cenário de esperança novamente, porque desde o início do mandato, todos sabem aqui, eu acho que foi trazido até números aqui pelo Adalberto, ainda em decorrência do apoio do governo federal. Mas, obviamente, existem também apoios a nível estadual, que a gente não pode negar. Municipal muitas vezes ocorre, mas com as devidas limitações. E a lei de incentivo à reciclagem veio, digamos, para cobrir um pouco dessa lacuna, dessa falta de recurso financeiro que hoje é responsável por cerca de 90% da recuperação de embalagens pós-consumo no país. Então... eu aqui fico muito feliz deputado Carlos Gomes no qual já tive várias oportunidades e diversos outros companheiros também em participar de eventos com o deputado Carlos Gomes e aqui não preciso falar é muito porque o Carlos Gomes também assim como eu sentiu na pele verdadeiramente o que significa a qualquer instrumento econômico é importante, mas a lei de incentivo, confesso aqui, que nos dá um horizonte muito melhor daquilo que a gente pensava tempo atrás. Destaco aqui uma questão muito importante, que é fazer a lei chegar... para aqueles que têm o poder mesmo da dedução dos seus impostos para direcionar para projetos da lei de incentivo à reciclagem. E falo aqui... também de um aspecto importantíssimo, porque a gente trata, muitas vezes, a lei de incentivo à reciclagem criando um codinome ou um nome similar à lei Rouanet. E aí a gente sabe, e aqui fico muito... tranquilo em dizer, dos ataques que a própria Lei Rouanet sofre, vem sofrendo ao longo do tempo. Então, mesmo que seja uma lei similar, precisamos separar as coisas, porque na Lei Rouanet também tem projetos extremamente cegas, tem lá suas dificuldades, mas o que eu tenho acompanhado desde o início da lei de incentivo à reciclagem o carinho, o cuidado, o zelo, com o recurso do contribuinte para chegar na fase de captação que antecede a aprovação de projetos, é algo fantástico e fenomenal. porque dá muita credibilidade E aqui... enquanto representante nacional de uma categoria, continuo fazendo o apelo para que as empresas pessoas físicas direcionem os seus esforços aí para compreender no todo o que significa a lei da resclare e o que pode gerar de benefício para toda a sociedade brasileira mas principalmente para esse ente essencial na cadeia de resíduos do país, chamado catador e catadora de materiais reciclados. Eu, há mais de 23 anos, na catação... Só vou me dar por satisfeito. Primeiro quando não existe nenhum lixão a céu aberto no país. Porque eu já estive lá e sei... o tamanho da angústia que é você ter que sobreviver daquilo que todo mundo descarta de maneira incorreta, indiscriminada, em abundância. Mas isso, creio que em algum momento vai acontecer. Mas mais do que isso, esse cidadão chamado catador, catadora de materiais esclaves, para além dos incentivos fiscais e econômicos, Eu queria deixar também um recado bem claro aqui. todo o investimento que vier via lei de incentivo à reciclagem, será extremamente bem-vindo para uma cadeia que ainda tem as suas fragilidades. Mas mais do que isso, num ato posterior a esses investimentos, principalmente estruturais, que venha consigo também a valorização de fato do nosso trabalho. Não é possível conviver num país hoje com milhares de trabalhadores que trabalham gratuitamente para toda a sociedade brasileira. e muitas vezes não recebem nenhum centavo pelo serviço que a gente presta. Então é de suma importância ter no radar... todo e qualquer investimento que nos traga a estrutura, e aí a estrutura que nos dê conforto mesmo, o trabalhador, além de dar o sangue diariamente, ele precisa viver bem. E o que a gente tem visto atualmente é um ato até de sobrevivência, O nosso sonho é viver daquilo que a gente faz. que é catar materiais escláveis e dar o destino correto. Então, aqui, repito que para além de todo e qualquer investimento, que eu tenho certeza absoluta das pessoas que estão aqui nos acompanhando, as pessoas engajadas nisso, vai crescer o número de empresas e pessoas físicas interessados na lei de incentivo à reciclagem, apoiando bons projetos e projetos sérios Brasil afora. Mas, ao mesmo tempo, repito mais uma vez, que é preciso também mudarmos a chave do olhar que as pessoas têm para conosco. Eu acho que somos profissionais fundamentais nessa cadeia da reciclagem no país. E aqui, quando o André traz dados, em algum momento eu participei, não desse ano, do ano anterior... E a minha angústia era o seguinte, mas esse número de reciclagem no país não sai de 3%? será que estão oferindo mesmo todo o trabalho realizado por cerca de 500, 600, 800 mil trabalhadores que vivem na catação nesse país, E aí tivemos melhoras nos números, e eu não tenho dúvida, André e demais companheiros aqui, e isso foi sim em decorrência de começar a visualizar o trabalho dos catadores, que até então ficava na invisibilidade. Então, deputado Carlos Gomes, querida ministra, agora deputada Marina, meu amigo Adalberto Maluf, Cátio e demais, equipa dessa audiência, sabedor de que a lei de incentivo veio para ficar, veio para pegar e cada vez mais as cooperativas vão ser beneficiadas por esse instrumento legítimo e necessário para o avanço da cadeia de resíduos no país. Muito obrigado.
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