
Obrigado, deputado. Obrigado... pela audiência, pelo convite, cumprimento aqui a todos os presentes, doutor Zancan aqui da ABCS, em nome de quem cumprimento a mesa também. Peço a apresentação na tela, por gentileza. Deputado. E... Meu nome é Fábio Lima, falo em nome da ABSAI, Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia, E a Abisai representa mais de 70 empresas deste setor, inclusive empresas... que investem tradicionalmente em energia termoelétrica, inclusive em empresas hidroelétricas Nós buscamos ser um elo do setor elétrico. Nós não... trazemos aqui qualquer visão de radicalidade, de rompimento. A gente traz uma visão de amadurecimento e de modernização do setor elétrico brasileiro. Passou. Só tem que estar aqui citando. Não, não, não, não, não, não, não, não. Só um segundo. Pronto. Nós trazemos aqui uma visão de amadurecimento do setor elétrico brasileiro e de modernização. Muito do que a Marisette, doutora Marisette Pelabrage falou, Está no que o governo falou mais cedo. Nós temos uma crise de flexibilidade e de potência. O que é que significa isso? Que parece um binômio meio etéreo. Significa ter a energia certa no momento exato. Nem antes, nem depois. E, para isso, esse é um problema que globalmente vem sendo enfrentado. A China, a Itália, a Argentina já vai para o segundo leilão de armazenamento. No tempo que a gente discute esse, a Argentina vai fazer o segundo. Porque o mundo todo percebeu que você precisa de soluções para transportar energia no tempo. Quando a gente estuda energia, a V. Exª estudou muito já esse tema, o primeiro axioma que a gente aprendia era, a energia tem que ser imediatamente consumida. E toda a nossa rede foi feita baseada nisso. Nos últimos 15 anos desenvolveram essa tecnologia extremamente modular para levar isso à frente. E eu vou apanhar de novo aqui. Então, esse aqui é um sistema de armazenamento, ele não tem nada de absolutamente... inovador nele. Essa aqui é uma foto real de um sistema que já existe no Brasil, e ali é uma maquete esquemática. Esse sistema é absolutamente modular. A doutora Marisette falou das hidrelétricas reversíveis, elas têm um papel importante. mas elas dependem que você ache o ponto exato no sistema, onde tenha um declive importante e faça todo o licenciamento ambiental. Esse contêiner pode ficar aqui dentro da Câmara, pode ficar na sua casa, pode ficar na minha, pode ficar numa indústria ou em grandes sistemas para todo o setor. elétrico brasileiro. Vamos lá. Vai dar certo. Tchau. E, quando a gente fala de planejamento do setor elétrico, a gente pensa sempre em três aspectos, que são os aspectos que estão... nesse índice de custo-benefício social. qual é o aspecto da segurança, como minimizar o custo e como minimizar o impacto ambiental. E todas as fontes têm algum papel nesse trilema. Todas as fontes têm algum papel nesse trilema. Mas o armazenamento consegue ajudar os três ao mesmo tempo sem piorar a situação do sistema. Ele provê segurança em tempo real, provê potência, provê controle de frequência, controla o vale de energia, Ele reduz o impacto ambiental reduzindo o acionamento termoelétrico e a emulsão de CO2, que vai para o índice de contabilidade social. Ele reduz o custo de acionamento e ele reduz o custo... custo fixo, porque a gente consegue prover potência a um custo fixo muito menor do que os demais. Obrigada. Obrigado. Então, já falei aqui que isso é um modelo globalmente instalado, Estou perdendo aqui para esse sistema. Mas o problema que nós temos hoje, deputado, é um problema de quê? Nós temos... Pronto. Perfeito, obrigado. Nós temos um problema grave. Vossa Excelência tem pontuado o corteio, mentir. Nós tivemos um trabalho como país gigantesco de colocar Belo Monte de pé. um custo ambiental incalculável. E nós jogamos fora um belo monte de energia por ano com o Corteio Wins. Marisette falou da rampa, hoje a gente tem uma rampa que beira 40 gigawatts, vamos chegar a mais de 70 gigawatts. Então, tudo aquilo que puder nos prover potência e flexibilidade, nós precisamos com urgência. Obrigado. E qual é o grande risco que nós temos hoje? nós temos um risco de perder o controle do sistema elétrico. o sistema elétrico é mais sensível do que esse meu apontador aqui. Qual é o grande problema do nosso sistema elétrico? nós cinco anos atrás tínhamos duas a três pontas diárias nós precisávamos de muita energia na base Hoje nós temos uma ponta e uma subida de 40 gigawatts. Essa curva vermelha é o dia dos pais do ano passado. O INS alardeou muito bem que nós podíamos perder o controle do sistema. pois o ONS informa que nós teremos até 12 dias dos pais em 2028. 12 dias de risco de controle do sistema operacional. Na base. por excesso de geração de energia. Então, eu acho que é uma resposta óbvia que nós precisamos de armazenamento. E é curioso, porque tanto o doutor Perim, quanto... a Sumara, quanto... quanto o Caio Leocádio, afirmaram que o governo conhece muito bem a necessidade de flexibilidade de armazenamento, que o governo tem compromisso de fazer o leilão de armazenamento ainda esse ano. Infelizmente, o governo tomou a decisão de fazer primeiro o leilão de capacidade térmica, e nós acreditamos, deputado, que o leilão de armazenamento poderia ter ajudado a balizar o preço. Porque se nós tivéssemos contratado o armazenamento primeiro, nós saberíamos, olha, naquilo que a gente precisa de energia na ponta, a gente contrata a um milhão de reais um megawatt ano. a 1 milhão e 200 megawatts ano. Esse preço, quando a gente fosse, na sequência, fazer um leilão de capacidade térmico, a sociedade não aceitaria pagar R$ 2,7 milhões. Ou teria que ser muito bem explicado por que é 2.700.000 se tem uma solução a 1.200.000. Mas a sociedade vai ter essa oportunidade de ver em breve o leilão de armazenamento a 1,200. Pode seguir, por favor. E aqui a gente traz um resumo do leilão que foi contratado agora em março, isso é um fato muito bem conhecido, 38 bilhões... de encargo fixo, e um custo variável, ou seja, a cada vez que for acionado, a gente vai pagar mais R$ 1.300,00 no megawatt-hora da térmica a gás ou a carvão e mais R$ 2.100 na térmica a óleo diesel. Isso pode ser necessário em algum momento. Mas o que nós pudermos fazer para reduzir esse gasto nós temos que fazer. Então, nas horas em que nós pudermos utilizar outra solução, nós vamos utilizar. Desistimos aqui do apontador. Pode seguir, por gentileza. E tudo isso, deputado, sem abrir mão da segurança. Porque existe, quando a gente começou a falar de bateria aqui na Câmara, dois anos atrás, na primeira audiência pública, A crítica que se fazia era: "Mas a bateria não dá inércia, não dá segurança." Não controla o sistema. Essa crítica já não era verdade naquele momento, mas ela é ainda menos verdade hoje. O Operador Nacional do Sistema, e a Sumara acompanhou muito esse processo, Sumara falou mais cedo: "O operador diz para o Ministério quais são os requisitos." E o operador disse: nós queremos baterias com a melhor tecnologia disponível, que é a tecnologia Gridforming, formadora de rede. Isso é uma tecnologia que está presente nos Estados Unidos, na Austrália, na Escócia, na Inglaterra. no Chile, com empresas presentes no Brasil, e que provê controle de frequência, controle de tensão, ilhamento, resposta, incidentes a partir da bateria. Então você consegue complementar e trazer mais segurança para onde você tem muito fotovoltaico e muito solar a partir da bateria. Na Espanha e na... Em Portugal, nós tivemos o apagão ibérico, completa dois anos agora, e os relatórios do apagão ibérico apontam que uma das necessidades que eles têm de investir é em colocar baterias de waveform. em compensadores síncronos e em outras soluções também, a gente sabe que não é bala de prata. Mas a gente reconhece ali que a bateria pode sim ser hoje um ativo de segurança. E aí, voltando para a pergunta de V. Exª, por que a gente tem um custo-benefício tão positivo para a sociedade? Porque desperdiçar energia custa. porque acionar uma nova fonte a 2 mil reais o megawatt hora custa. Quando a gente aciona a bandeira vermelha, nem sempre a população tem essa ciência. O que é a bandeira vermelha na conta de luz? Agora, em maio, a gente vai ter bandeira amarela. São as termoelétricas mais caras sendo acionadas, impactando a conta de luz. Então, o que nós pudermos fazer como sociedade para tirar esse custo variável, para reduzir esse custo fixo. para reduzir as emissões, é o que a gente vai somando esse custo-benefício. E a gente pode fazer isso muito rápido. grandes sistemas, hoje da ordem de 7 gigawatt-hora em um sistema, são implantados em 12 meses. Então, para o problema que o Brasil tem, que é um problema de hoje, um problema de amanhã, a bateria é uma solução presente e urgente. Então, o BES vem, deputado e a todos os colegas, para agregar flexibilidade, potência. com altíssima velocidade. Ao invés de aumentar o corteio, quando a gente coloca uma fonte que vai ficar ali 18 horas ligada, a gente vai reduzir o corteio de modo drástico. Com isso, a gente reabilita o crescimento da energia solar e eólica, a gente baixa o nosso custo médio de operação, a gente baixa... a nossa utilização de soluções térmicas que vão ter o seu espaço naturalmente. E a gente tem um sistema mais inteligente e mais seguro. Muito obrigado.
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