Ramon Goulart Cunha

Ramon Goulart Cunha

Representante - Confederação Nacional da Indústria (CNI)

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28 de abr, 16:13

COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES

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a todos, gostaria de agradecer que em especial... Obrigado. a deputada Rosana Valle pela iniciativa de trazer um tema tão relevante. Eu diria que não só para para a indústria brasileira como também para o país. Eu vou ser breve, até mesmo para não ser repetitivo, Mas eu gostaria de externar... Eu trouxe uma apresentação. preocupação, eu queria externar uma preocupação que é central hoje, que talvez não seja uma novidade para os senhores. Mas eu queria reforçar acho que é sempre importante a gente trazer essa informação. para entender um pouco a necessidade e urgência de avançarmos nesse processo de licitação do Tecundes. O Brasil, ele vive hoje um descompasso Se puder passar isso... A gente tem um descompasso hoje entre oferta e demanda. Em outras palavras, a gente tem um crescimento muito grande, observa um crescimento muito grande das cargas contenerizadas nos últimos anos em termos de movimentação. Mas a infraestrutura não tem acompanhado esse movimento. Os investimentos que têm sido realizados, as modernizações, elas têm sido insuficientes. Eu cito aqui, 2024, os senhores devem recordar, a gente teve um crescimento de 20% na movimentação de cargas contenerizadas. No ano passado, a gente também teve um crescimento de dois dígitos, um crescimento de 10% nas cargas containerizadas. Então, esse déficit estrutural... a CNI tem visto com muita preocupação, principalmente pelo que eu trago aqui nos slides, porque isso tem refletido, deputado, de alguma forma, em atrasos recorrentes, cancelamentos, omissões de escala. no país. Então... Esse slide 1, ele mostra que é um levantamento que foi realizado pela CNI, mas com dados de uma consultoria especializada, que é a Solving Ship. Obrigado. que dos... 6.600. 6.179 embarques previstos em 2025, A gente... Teve. 67% de atraso, cancelamento ou omissão. Ou seja, de cada três embarques previstos, dois, pelo menos, a gente teve algum tipo de problema. E isso vem ocorrendo principalmente porque a gente tem uma falta de capacidade. Então, se a gente passar aqui para o próximo slide, eu trouxe também rapidamente, Bom, aqui todos podem observar que a gente tem, em termos de utilização de berço, alcançado percentuais super elevados. Ou seja, aquela linha vermelha, ela representa nenhuma recomendação da OCDE, do que seria uma operação eficiente. Isso porque a gente precisa lidar com algumas adversidades, manobras de navios, enfim. Mas o ponto central é, a gente tem vários terminais do nosso país operando em um nível subótimo, ou seja, a gente não está sendo eficiente. Quando a gente... avança para o próximo slide, Obrigado. eu destaco a importância aqui da licitação do TECOM. Como eu mencionei, aqui uma projeção para os próximos anos, em termos de oferta e demanda, considerando ali os últimos 20 anos em que a gente teve um crescimento de demanda na ordem de 5% ao ano, Obrigado. e uma expansão da oferta com base nos investimentos que foram contratados, investimentos que giram, investimentos esses de modernização desses terminais, que giram em torno de 10 bilhões de reais até 2029, é muito nítido que iremos continuar operando em patamares, acima do desejável. Então, qual é a implicação disso? A implicação disso é que vamos acumular por mais alguns anos ineficiências que de alguma forma impactam não só a indústria, como também toda a sociedade brasileira. Eu gostaria de destacar, inclusive, que quando a gente fala de infraestrutura, a gente está falando de longo prazo. Então, o projeto, por exemplo, do TECOM, a gente vislumbra uma plena operação em 2034. Ou seja, Na melhor das hipóteses, a gente teria um terminal em plena operação em 2035. De certa forma, é um pouco frustrante para todos que de alguma forma convivem com esses problemas de falta de capacidade, de elevação de custos, de atraso das suas remessas. Tem aqui o colega Edion, do Sicafé, sempre trazendo estimativas de cargas, às vezes com mais de três meses para serem despachadas por falta de capacidade. Ou seja, Isso gera uma frustração muito grande. Esse é o ponto principal que eu gostaria de trazer aqui. A CNE entende que é fundamental que a gente tenha celeridade nesse processo de estação do TECOM. Mês passado, tive acesso a uma informação, um levantamento do Poder 360. Desde 2025, o TECOM 10 já sofreu algum tipo de suspensão, de atraso. Esse leão já foi adiado pelo menos sete vezes. Isso, de certa forma, nos preocupa muito. E uma notícia ainda um pouco mais triste: a gente já tem discutido com o Ministério, com a ANTAC, uma preocupação de que não só, como muito bem foi posto aqui pelos meus colegas, Sérgio Aquino, o próprio Josualdo, da necessidade também de a gente pensar nas questões de acesso, tanto acesso terrestre quanto acesso marítimo, de que mesmo com o TECOM, nos próximos anos, a gente ainda vai precisar pensar em alternativas. Então, a gente já tem trabalhado, por exemplo, uma delas é a questão de São Sebastião, e isso, De novo, eu gostaria de enfatizar... que é uma preocupação muito grande que a CNI tem, principalmente que a gente pode ter nos próximos anos um apagão logístico, por conta desse embrólio que virou o projeto do TECON10. Eu não vou me estender muito até pela questão do tempo, eu só queria, deputada, concluir que a... A CNI, em relação ao formato do leilão, a CNI já se manifestou publicamente na audiência pública que foi promovida pela ANTAC, audiência pública número 2 de 2025, no sentido de que não deveriam ser impostas restrições à participação dos incumbentes, contudo haveria a necessidade de desinvestimento, caso uma dessas empresas controladoras que tem terminais ali em Santos, vença o certame. Participação dos armadores, nenhuma restrição. Esse posicionamento que é da Confederação Nacional da Indústria, e ele é semelhante também ao posicionamento da Federação de Indústria de São Paulo, da Fiesp, eu ressalto que ele foi apresentado, inclusive... antes da publicação da nota técnica 51 da ANTAC, em que ela já revela que o nível de concentração ele seria semelhante tanto com a entrada de novos operadores, quanto com a vitória dos incumbentes sujeitos a desinvestimento. Então, eu finalizo aqui, só em reiterando que o foco do setor industrial é que a gente garanta celeridade para esse processo. Eu penso que o tempo da decisão é agora, e postergar isso vai gerar custos, e esses custos, eles... estão sendo pagos tanto pela indústria como também pela sociedade brasileira. Agradeço mais uma vez o convite pela participação. Obrigado. Muito obrigado.

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