
3 falas em 1 audiência da Câmara dos Deputados em 2026
Tocar nessa questão da licença, eu acho que é importante aproveitar esse espaço e trazer a importância da atividade sindical, né Lorena? Porque hoje as marítimas que estão gestantes... elas conseguem ir para casa ou fazer um trabalho A... administrativo, muitas vezes inclusive de forma virtual graças aos acordos coletivos de trabalho. Então, hoje, o único instrumento legal que garante a mulher marítima ter a sua gestação, fazer todo o seu pré-natal e mais, não perder nenhum benefício que ela tem estando embarcada, são os acordos coletivos de trabalho. Isso é uma questão importantíssima. Isso é vital para o ingresso e permanência das mulheres na profissão. Mas é importante, embora seja um trabalho muito importante, é importante que a gente traga esse assunto novamente para a sociedade. É importante que a gente consiga seguir com esse projeto ou outros, enfim, que possam olhar para esse ponto de maneira mais estrutural. suas carreiras. são os acordos coletivos de trabalho. Hoje, falando especificamente sobre o Sindimar, que é um sindicato que você conhece, é muito amiga há muitos anos e é uma pessoa importantíssima para o Sindimar, para a Contimaf, nós temos hoje essa cláusula, que a gente chama de cláusula da marítima gestante, em 100% de onde direto dos nossos acordos coletivos de trabalho. E aí em paralelo com a sua vida profissional, mas hoje o que garante isso são os acordos coletivos de trabalho. Seria muito um avanço, um passo muito importante que a gente consiga trazer essa... conversa para a sociedade, debate para a sociedade trazer de forma mais institucional. Obrigado. Obrigada, Cecília. Até dizer que...
Temos professores, temos o corpo... no corpo docente. Temos também instrutoras mulheres, que é muito importante para as alunas também verem instrutoras e terem no dia a dia mulheres oriundas da profissão é muito importante para essa questão de reconhecimento e pertencimento. Ciaga também tem. Ciaga também. Ótimo.
Aqui é o contrário, vermelho é o toque. É verdade. Bom, Jandira, nossa querida deputada, boa tarde a todas e a todos. Queria agradecer a sensibilidade e o compromisso em acolher esse nosso pleito, que é tão significativo para nós mulheres. Cumprimentar também as demais parlamentares, representantes das entidades, né? A Lilian, que a gente, como ela já comentou, estamos sempre juntas no trabalho que é sempre tão importante para o setor. em especial as trabalhadoras e trabalhadoras do setor marítimo. Também cumprimento a Lorena, minha colega, que estamos nessa mesma... É... O Sindimar procurou a deputada Jandira como pedido de apoio para instituir essa data comemorativa, porque achamos que é preciso dar mais visibilidade à atividade marítima e incentivar a participação feminina nesse setor. Essa proposta carrega um simbolismo importante, mas vai muito além dele. Além de reconhecimento e visibilidade, ele trata de orientar uma direção segura para o nosso futuro. O setor marítimo, meus amigos, ele é responsável e estratégico para o desenvolvimento do país. Ele sustenta boa parte da cadeia de sofrimentos essenciais, movimenta quase todo o comércio exterior e tem um papel central na garantia da soberania nacional. Um tema que é tão caro pra gente nesse momento, né, Jandira? E esse setor, ao longo da história, ele sempre foi estruturado com base na participação masculina. A presença das mulheres por muito tempo foi proibida, desencorajada e, quando se tornou possível, enfrentou um preconceito e uma resistência gigantesca por boa parte mais conservadora da sociedade. Por muito tempo, inclusive, existia a ideia de que Mulher a Bordo dava azar, né, Lorena? Pois é, meus amigos, o pessoal achava que mulher a bordo dava azar. Obrigado. É verdade. E tem apenas um quarto de século, 25 anos, que nós mulheres passamos a ocupar de forma mais significativa. postos de trabalho a bordo. Já tínhamos outras mulheres a bordo, claro, mas em número muito menor Jandira sabe bem disso, mas de forma mais significativa tem apenas 25 anos, é muito recente. E hoje, quando vemos mulheres atuando como oficiais de náutica, oficiais de máquinas, eletricistas, comandantes, chefes de máquinas, pesquisadoras, profissionais da indústria naval, trabalhadoras portuárias, especialistas em energia offshore, docentes marítimas e lideranças sindicais, é uma coisa muito nova e muito gratificante para a gente. Mas, apesar desse avanço, a gente sabe que tem muito a fazer ainda. Os dados da Organização Marítima Internacional, que é a instituição que a Lília acabou de citar, e Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes, a ITF, indicam que as mulheres representam menos de 2% da força de trabalho global. Isso é muito, é ínfimo, é muito pouco. No Brasil, a gente tem cerca de 15%. É um número bastante maior, mas ainda assim muito pequeno. E por isso a gente enfrenta desafios estruturais e comportamentais. E essa luta por respeito, não raro, temos que combater, inclusive, o assédio. Instituir esse dia, o Dia Nacional das Mulheres do Setor Marítimo, é reconhecer essa trajetória e, ao mesmo tempo, lançar luz sobre esses desafios. É uma parte muito importante. É afirmar que o Brasil entende que a diversidade não é apenas um valor social, mas um ativo estratégico para o nosso desenvolvimento em condições justas. Os ambientes que respeitam a diversidade são mais inovadores, a gente sabe disso, são mais seguros e mais eficientes também. Tem estudos, inúmeros estudos internacionais que associam a diversidade a melhores resultados organizacionais e maior capacidade de adaptação em setores complexos. E quer um setor mais complexo que o setor marítimo? Difícil, né? Tem alguns, mas é um setor bem complexo. O dia 18 de maio foi adotado pela Comunidade Marítima Internacional como o Dia das Mulheres no Setor. E o Brasil, nesse sentido, vai se posicionar de forma coerente com os compromissos globais na promoção da equidade de gênero com esse alinhamento. E mais do que isso... Fortalece uma imagem institucional e demonstra maturidade institucional a tratar o tema como política pública. Mas é importante destacar que uma data por si só não transforma as realidades, não muda a vida da marítima que está lá a bordo ou trabalhando com um navio. Ele precisa ser acompanhado de ações concretas. Eu trago aqui algumas reflexões que eu considero fundamentais. Precisamos avançar na formação e no acesso, garantir que mais mulheres ingressem nas carreiras marítimas. E para isso precisamos que a profissão e as condições de trabalho sejam atrativas. para que novas gerações, que outras gerações, novas gerações se interessem pela profissão, e isso nos leva ao próximo ponto dessa... dessa trajetória, olhar para a permanência. Essa permanência envolve desde infraestrutura adequada a bordo, porque Não sei se alguns de vocês já souberam, mas, por um tempo, não tinha nem condições de infraestrutura adequada para mulheres a bordo. Só tinha homem. Então, muitas embarcações tiveram que ser adaptadas para não se receber. Até políticas que considerem, por exemplo, a maternidade, o ciclo de carreira e o desenvolvimento profissional contínuo. Lembrando que temos aqui, né, Jandira, nessa casa há muito tempo, um PL que trata sobre o tema e aguarda a apreciação. Precisamos também enfrentar questões culturais. Ambientes historicamente masculinos exigem mudanças intencionais, que passam por formação de lideranças, combate a práticas discriminatórias e promoção de uma cultura de respeito. E precisamos, sobretudo, garantir que essas mulheres não apenas ocupem espaços, mas que possam crescer, liderar e influenciar os rumos do setor. Ao longo da minha trajetória no setor marítimo e também na atuação do sindical, eu tive a oportunidade de acompanhar de perto esses avanços e também... Mais ainda, os desafios. O que eu vejo é muito claro. Temos mulheres extremamente qualificadas, comprometidas, resilientes, mas também vemos barreiras que ainda precisam ser enfrentadas e superadas. E é justamente por isso que esse projeto é tão importante. Ele dá um sinal, Jandir. Ele mostra para a sociedade e para as instituições, e principalmente para as novas gerações, que o setor marítimo também é um espaço para mulheres. Ele inspira jovens que muitas vezes nem consideram a carreira porque não se veem representadas. profissão, né? Ela reconhece também as que vieram antes de nós, que abriram caminhos, muitas vezes enfrentando condições muito difíceis. E ele cria um momento todos os anos para a gente parar e refletir, avaliar o que avançou, mas principalmente renovar os nossos compromissos com o que está por vir. Celebrar o Dia Nacional das Mulheres no Setor Marítimo. É não somente prestar uma homenagem, é mudar a forma como o setor é visto, é ampliar o olhar sobre quem pode estar ali, é reafirmar que esse espaço também nos pertence. E mais que isso, é contribuir para um setor marítimo mais justo, mais diverso e mais adequado para os desafios que temos pela frente. Eu quero encerrar aqui, reforçando o meu agradecimento à deputada Jandira Feghali pela condução desse tema e por abrir esse espaço de diálogo que para a gente é tão importante e tão caro, tá, Jandira? de um compromisso contínuo com a transformação, porque quando a gente amplia a participação das mulheres, a gente está não somente corrigindo... uma desigualdade histórica. A gente está fortalecendo todo o setor, independente dele. Muito obrigada. Obrigado.
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