Luciana Sardinha

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Vital Strategies

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05 de mai, 11:58

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

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Só para concluir, mostrar e reforçar... que essas mudanças profundas que o mundo e o Brasil seria diferente nos últimos 30 anos, mudanças sociais, culturais, econômicas, então a gente precisa se unir para trabalhar em prol da saúde, trabalhar em prol da população. Então, essas diferentes práticas do marketing, eu pude citar algumas delas, a gente precisa de regulamentação, regulação, para essa questão do marketing como algo unipresente hoje no mundo e que está acometendo cada vez mais as nossas crianças, os nossos adolescentes. Temos aqui pessoas do governo federal, onde a gente pôde escutar vários programas e a gente precisa se unir em prol desses programas, fortalecer para que a gente possa ter saúde, e saúde da população como um todo, para todos os produtos que fazem mal à saúde e ao meio ambiente. Dentre eles, o álcool. Então, não é uma parcela da população, precisamos estar juntos. Governo, sociedade civil e academia. Então, momentos como esse para discussão, para sensibilização da sociedade são sempre muito importantes. Obrigada. Obrigado.

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05 de mai, 10:59

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

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Todos, cumprimento a deputada, muito obrigada pelo convite de podermos estar aqui discutindo por um problema tão relevante, ao mesmo tempo que estamos comemorando 30 anos de uma lei que fez toda a diferença na sociedade, quando a gente pensa na questão do tabaco, mas que a gente precisa ainda avançar e vamos comentar um pouquinho. E aí Akinbaash. Tchau. Pronto, aqui. Eu passo? Ah, tá bom, pode passar. Então, a gente está aqui falando nesse marco legal de 1996, que já fez bastante diferença para a questão do tabaco, mas a gente tem... nesses últimos 30 anos uma profunda mudança social, cultural e a gente precisa então olhar para essa lei e ver a regulamentação de outros produtos nocivos como as bebidas alcoólicas. Essa lei tratava de um... determinado grau de álcool na bebida. Então, a gente deixa de fora nessa lei, por exemplo, a questão da cerveja, que hoje é consumido por mais de 90% do consumo no Brasil da cerveja. Então, a gente precisa regulamentar agora, diante dessas mudanças que a gente vem vivenciando na sociedade. risco para mortalidade, seja no Brasil, seja no mundo. Então, a gente tem hoje em torno de 105 mil mortes por ano, 80% em doenças, agravos como acidentes, sinistros de trânsito, câncer, violência, suicídios. Os jovens correm muito mais risco do que as pessoas de idade adulta ou de idosos no consumo alcoólicas, porque normalmente consomem ainda mais, uma quantidade ainda maior. Pode passar. Então, nós temos muitos problemas já elencados, já na literatura, comprovados dessa questão. E aí, a gente está aqui hoje discutindo sobre o marketing de álcool. Então, o esforço do marketing hoje, ele é quase onipresente. Ele está em todo o mundo, em todos os locais que você vai, de alguma maneira. relacionado ao convívio, à diversão, e assim como outros países no mundo. A gente tem o marketing hoje generalizado, como um elemento positivo e comum da vida cotidiana. A gente não vê uma propaganda dizendo dos malefícios dele. E aí a gente tem algumas práticas da indústria e que a sociedade acompanha ao longo desses 30 anos. E eu queria colocar aqui, porque eu acho que pode ser um suporte para a nossa discussão mais à frente, depois que as colegas também apresentarem. Uma das práticas da comercialização das bebidas alcoólicas são as campanhas integradas de marketing. Então, mensagens publicitárias consistentes em vários canais, incluindo a transmissão da mídia impressa, ou outdoors, ou malas diretas em massa, elas alcançam consumidores-alvo em momentos bastante específicos, incluem pesquisas, incluem números, incluem dados, mostrando que não é um grande problema de saúde pública, ou não é um problema de saúde pública, e a gente viu bastante isso na pandemia, nessa questão do marketing, das vendas de forma digital, online. Outra forma dessas práticas é o marketing digital. Para vocês terem a ideia, a indústria do álcool foi uma das primeiras a adotar no Facebook em 2011. Já em 2012, as bebidas alcoólicas tinham o maior índice de engajamento de todos os setores do Facebook. relacionado no nosso, nem no dia a dia, na nossa hora a hora do dia. Então, existe uma rápida expansão, né, dessa conectividade digital a nível mundial e hoje já se estima em 2020 que 49% da população de uma maneira ou de outra ao longo do dia já estava em contato com algum tipo de marketing digital. A outra forma, a outra prática é a imagem da marca por meio de patrocínios e extensão da marca. Isso aqui a gente nem precisa aprofundar muito, mas nos eventos esportivos, culturais, principalmente com apelo aos jovens. Isso reforça as marcas, a experiência no evento por meio de comentários esportivos, sinalização nas roupas, campos de futebol, estádios, shows, tudo isso. dessa imagem que é reforçada pelo marketing de patrocínios e de exposição. Pode passar. Uma outra prática é a exibição de produtos. Então, a Heineken, aqui um exemplo, a Heineken pagou cerca de 45 milhões pela exibição no filme do James Bond, em 2022, em troca do Martini pela Heineken. Não sei se vocês conhecem, mas a minha geração acompanhou todos os filmes do James Bond. E ele sempre estava tomando uma outra bebida, que era o Martini, a tomar uma Heineken. Então, isso é uma forma de exposição e isso rola muito dinheiro por trás disso. Então, a aparição em videogames, jogos online, e aí a gente pensa nas bets. Sei que não é o alvo específico do que eu vou falar, mas está completamente relacionado. Então, essa exibição dos produtos num campo de futebol, falando sobre bets, E aí Uma outra é o projeto de produtos. Aumento da conscientização sobre a saúde é percebido pela indústria. Eles não estão achando, a gente não fica insatisfeito achando que eles não estão vendo que a gente está se movimentando e que já tem dados o suficiente para mostrar essa relação com a saúde. Porém... Eles desenvolvem marketing de produtos em relação à prevenção de açúcar, conservante, adição de nutrientes, até cerveja com adição de algumas vitaminas já existe. Já tem essa prática, ainda não está amplamente disseminado, mas já existe e a indústria não é boba. Então, você não vai tomar cerveja, mas você vai tomar um suplemento vitamínico. Em 2019, no engajamento popular, nós temos o janeiro sem álcool. uma cerveja de muito baixo teor alcoólico, ela não chega a zero, mas ela é bem baixa nos Estados Unidos. Eles colocaram o slogan, por que parar totalmente de beber se você tem a cerveja X? Aqui não está aparecendo embaixo, mas você tem a cerveja X. Porque estava falando que você pode ficar sem o álcool, mas a cerveja é um marco, então é importante tomar. conexão, compras casadas, o designer desses produtos que mostram uma característica que influencia os jovens, os adolescentes. Então, na distribuição também do comércio é posta essa prática. Pode passar. Então, diante dessas práticas, a gente vê que essa lei tem ainda muito a avançar para contemplar tudo isso. Lá era uma parte, foi fundamental para o que a gente conquistou a nível do tabaco. Então, a gente precisa avançar agora para chegar na questão do álcool. Ela leva esse marketing agressivo, ele leva uma iniciação precoce, a colega do Ministério colocou aqui antes de mim os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, mostra essa iniciação precoce, essa aceitação social, aumento de consumo, consumo excessivo subsequente. Quanto mais novo essa pessoa começa a experimentar, mais chances, mais probabilidade dela se tornar frequente, um uso frequente, e fora a questão das violências, baixo desempenho escolar, quando a gente fala de jovens e adultos. Pode passar? Pode passar. Aqui, só para exemplificar alguns achados de literatura, onde o consumo excessivo no mundo é maior entre jovens do que a população adulta. A indústria, eles colocam muito essa questão de não nos opomos fortemente à comercialização ou venda dos nossos produtos a jovens menores de idade, mas estão atacando por outras vias, outros meios. de forma suficiente os nossos jovens nessa ação do marketing. Pode passar? Enfim, dizendo aqui que os jovens têm uma maior exposição à publicidade de álcool, têm maior propensão posteriormente a iniciar o consumo de álcool e se envolverem episódios de consumo excessivo. Isso já está bem registrado na literatura. A exposição, então... A conscientização, o envolvimento e a receptividade, ela faz com que a gente tenha esse início de consumo abusivo. Então, o que a gente precisa? Essa autorregulação da indústria realmente funciona? Beber com responsabilidade, o que significa isso? Então, a gente precisa trabalhar mesmo pela regulação. Restrições parciais, horários de... e públicos e controle de conteúdos, entre outras coisas. Aqui tem alguns exemplos que a gente pode dar, a apresentação pode ficar disponível. Pode passar. Então, o uso do marketing cruza fronteiras nacionais e ocorre em um ambiente internacional não regulado. Então, o Brasil pode ter esse protagonismo, no qual as cláusulas de comércio digital, em acordos internacionais de comércio e investimento, protegem a natureza opaca das mídias digitais. Então, a gente precisa celebrar essa data, dessa lei, mas nós precisamos avançar população brasileira. Obrigada. Aplausos.

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