
Eu sou o Barbosa, eu sou alumínio e fiz parte da, ainda faço parte da IFMSA Brasil, que é a Federação Internacional dos Estudantes, das Associações dos Estudantes de Medicina, hoje atualmente sou médico. Generalista, plantonista, a voz está um pouco embargada, porque é um tópico ainda muito sensível para mim. E o relato da senhora Grazi me trouxe... essa memória que hoje ela está aqui para falar de sua superação, mas a paciente que eu assisti há não mais do que seis meses, Obrigado. em que eu realmente fiz De tudo. De ir na casa, de caçar latinhas de cerveja em todos os locais, de falar com o síndico do prédio relacionado ao acesso ao mercadinho. esse reconhecimento do final de semana de ser um momento realmente que existe essa fissura, existe esse momento em que a grama de álcool consumida é muito maior. Essa paciente, infelizmente, desenvolveu uma síndrome de abstinência e eu fui atender o pai dela, para fazer uma diferenciação de uma lesão dermatológica e quando vi, ela estava com uma situação, com uma condição. que vem em decorrência do uso abusivo de álcool, que é a Pelagra, a deficiência da vitamina B1. Então, Foi uma situação muito triste porque... Eu fui atrás de... tudo que vocês imaginarem de medicações, de curativos especiais, de coisas que nem no mercado haviam sido lançadas ainda. Então... Ela chegou na atenção terciária, os médicos até desconheciam, acabaram suspeitando eu. com os relacionamentos, tentei acompanhar o prontuário para ver se estava indo por um caminho que ela precisava, porque o sistema inevitavelmente falhou, falhou em muitos momentos, não só na atenção... mas na atenção secundária e, infelizmente, na terciária. uma mulher que eu tô falando de 47 anos e que tinha como seu cuidador o seu pai de 80 anos Então, eu que ligava para lembrar os horários das medicações. Foi um caso bem emblemático. Só para vocês terem noção, eu sou do Nordeste. vim pra Goiás que são inevitavelmente as regiões que mais são acometidas pelo problema. E em Goiânia eu pude perceber algo... que pra mim foi muito assustador. Eu já morei em algumas capitais do Nordeste, mas em Goiânia, esse hábito do consumo de álcool, o uso abusivo é... É... absurdo e a notificação eu sei que o tratamento de dados com certeza é feito com excelência mas é muito subnotificado e eu falo isso porque eu era um dos únicos médicos que preenchia a ficha de notificação de violência interpessoal da minha unidade. Então, é um problema que, muitas vezes, nos dados que vocês verificam, ele ainda está muito maior. O iceberg é muito maior. Então, essa medida é muito urgente. São muitas vidas impactadas. Não são só pessoas acometidas, são vidas impactadas, núcleos familiares. Obrigado. Obrigada, Raul. Passar para o deputado Feliciano. Senhora Presidente, Érica Cocanha, todas as palestrantes aqui.
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