
Boa tarde a todos. Eu aproveito para cumprimentar toda a mesa através da senhora deputada Maria Rosas. Aproveitando para quem tem alguma dificuldade ou está assistindo em casa, eu sou homem de pele clara, estatura alta, porte físico atlético, cabeça do castanho dos curtos. fios grisalhos, a barba também semi-aparada. Eu utilizo o guardamento da Polícia Rodoviária Federal, uma camisa longa azul, uma calça caque, um coturno caque também, o brasão da instituição no peito. E é onde eu atuo há 22 anos. Eu utilizo o cordão, símbolo do autismo, em referência à minha própria condição. É um símbolo formado de quebra-cabeças. pela minha condição de autista nível 1 de suporte. Eu tenho dupla excepcionalidade, auto-sabilidade, superdotação e TDAH. E eu atuo na PRF, na promoção de políticas públicas e protocolos de atendimento humanizado. Ao longo dessas duas décadas na PRF, eu atuei tanto nessa área operacional quanto na área administrativa. Eu tenho experiência em gestão, educação corporativa, direitos humanos, corrigidoria, além da formação nas áreas de neurodesenvolvimento. Intervenção ABBA e terapia cognitivo-comportamental. Essas últimas foram após o meu diagnóstico. Então, eu trouxe um conhecimento pessoal para expandir, não só para a instituição, e hoje... conseguir abarcar toda a sociedade. Trago aqui uma fala que vai unir a vivência prática e essa formação técnica junto com essa experiência institucional. É exatamente essa reflexão que eu posso compartilhar hoje pela temática do autista adulto. como autista adulto, o lugar de fala. Seu certo. Quando a gente fala de autismo no Brasil, a gente fala muito de forma fragmentada. A gente fala de infância e esquece do adulto. A gente fala do adulto e esquece do idoso. Quando a gente fala de lei, Muitas vezes a gente ignora a prática, o que está sendo realizado e o que está na legislação. nesse ponto nós como instituição como estado eu me coloco junto nós estamos falhando Nós falhamos. Diariamente. Na segurança pública isso é muito evidente. Uma crise sensorial pode ser confundida, interpretada como uma resistência. Já tivemos problemas assim, já tivemos históricos assim. E a gente está aqui para difundir conhecimento. Como a senhora deputada falou. conhecimento traz luz não é margem de erro mas a gente não pode errar mais essa dificuldade de comunicação interpretada como uma desobediência ela não pode ser considerada às vezes uma falha do policial ela é uma falha estrutural na formação justamente para enfrentar esse cenário surgiu APRF Amiga do Autista. Certo? Justamente para a gente enfrentar esse cenário de falta de conhecimento, de falta de luz, na temática autista o que é uma resistência, o que a polícia pode efetivamente atuar... a gente sair da área da teoria, sair da legislação, e efetivamente atuar junto à sociedade. E eu afirmo, essa falha estrutural de formação surgindo após a nossa iniciativa da PRF Amigo do Autistas, diversas outras instituições seguiram o mesmo caminho. Detran, Polícia Militar, Polícia Judiciária. Semana passada a gente teve junto aqui com a CEJUS, nessa mesma casa, a Polícia Judiciária Amigos Autistas, a Força Nacional Amigos Autistas. Então o movimento está forte. A gente tem que aproveitar esse ponto. Esse ponto é muito importante, considerando, aproveitando a presença do doutor Eduardo, aproveitando a presença da doutora Renata, que está virtualmente conosco. Essa pauta exige integração institucional. Quem não conhece, eu sugiro pesquisar a Blitz do Autismo. É um dos pouquíssimos eventos que nós unimos toda a segurança pública do DF, entidade civil, junto, em prol do mesmo tema. É raro acontecer isso. Há mais de 20 anos. É um momento lindo. Eu fico orgulhoso de poder estar com colegas de farda de outras instituições, aplicando efetivamente o que a gente está aprendendo. Nós temos um manual de abordagem na PRF. Modéstia à parte, a gente também presta capacitação, cursos a outras instituições, e a gente tem que trabalhar dentro dessa integração. Quando a gente falha na base, na escola foi citado, foi citado na educação, na saúde, no acolhimento, na abordagem, Esse indivíduo chega mais à frente ao sistema de justiça. Ele vai pro judiciário muitas vezes em situação de quê? De vulnerabilidade. certo o curso social e humano institucional é muito maior a gente precisa discutir projetos de forma isolada Mais do que de forma isolada, a gente precisa avançar na construção de solução integrada, trabalhar como órgão estatal uno. com a mesma cabeça com a mesma intenção nesse sentido vou deixar uma sugestão aproveitar já foram vários pés eu tive no dia também que foi unificado os pés na no 3080 e a gente ainda tem um pl que precisa tá aqui junto nessa casa que é o PL 0570 de 2025. Esse PL também fala sobre autista idoso. sobre o autista idoso nas instituições de longa permanência Não está previsto no 3080. está faltando informação ainda, então a gente tem que trabalhar unificado. Eu deixo essa sugestão para a mesa... fazer um requerimento, ou desculpa, esse PL, ele está tramitando a comissão do idoso. E a nossa comissão 3080, eu digo nossa, por causa que fazemos parte do autismo, ela é interdisciplinar. Ela vai estar na assistência social, ela vai estar no idoso, ela vai estar na pessoa deficiente, ela vai estar nos direitos humanos, ela vai estar na segurança pública. Ela vai ter várias comissões. Esse PL está tramitando agora na comissão do idoso, ele deveria estar aqui, ele deveria estar junto com o 3080. O que a gente precisa não é mais de leis, várias leis, não. Vamos fazer algo decente, um serviço unificado e... uma preparação pra aplicação eu vou finalizar é desculpe se alguns segundinhos é com uma reflexão muito simples Quando as instituições estatais falham em compreender acabam produzindo exclusão Obrigado. Quando... essas instituições se preparam Quando a gente se prepara, a gente passa a garantir dignidade. É onde a gente tem que agir. não podemos mais E há quando essa escolha está diante de nós hoje podemos fazer essa escolha capacitar instituições trabalhar de forma integrada os autistas falo com lugar de fala, com propriedade, ele não precisa que o mundo seja mais fácil. ele precisa que o mundo seja mais compreensível. Isso é o que a família autista precisa, o que o pai e a mãe autista precisam. O autismo não limita potencial. Eu estou aqui hoje para provar para vocês que o autismo não limita potencial. Por mais que a minha instituição tenha dificuldade de aceitar o autismo. Ela não limita. O que limita o autismo é a falta de compreensão, preparo estatal e oportunidades. Então estamos juntos para fazer essa causa valer a pena. mudar essa condição. Se quisermos instituições mais eficientes, mais justas e humanas, precisamos começar por essa pauta, essa integração. Muito obrigado. Muito obrigada.
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