
Mas eu acho que eu vou um pouco chover no molhado, né? falar um pouco como o colega falou anteriormente, né? eu entendo que Acho que para as duas perguntas, algo que a gente tem observado é uma... de fato, uma melhor distribuição do espaço viário, Né? E esse espaço viário... também tendo ali seus limites de velocidade mais ajustados às características do local onde ela está alocada. Então, Acho que é importante, tanto em áreas de transbordo, como também em áreas comerciais, né? Tem muita gente andando na rua, nas calçadas, enfim. Há áreas que têm circulação de pessoas, né, mas que não estão dentro de veículos. É muito importante que a gente consiga definir os espaços para cada um dos... enfim, das pessoas circulando ali, independente do tipo de veículo que elas estão utilizando, e estabelecer, além de uma regulação, de velocidade, que seja uma... uma regulação que dê esse parâmetro, tem a fiscalização e tudo mais, também repensar as ruas de forma a induzir a redução de velocidade, né? Porque não é só a regulação em si, mas também o desenho da rua que vai definir se aquele motorista vai... se sentir encorajado a andar mais rápido ou não. E aí a mesma coisa se aplica a esses novos veículos nos espaços que forem destinados a eles dentro da regulação agora com esse cuidado também para não colocar essa população em risco é... em vias que são vias pouco seguras para a circulação, principalmente de quem trabalha, né, usando esses novos módulos transportes. Não sei se respondi, deputado. Agradeço a resposta e pergunto ao senhor...
Boa tarde a todos, todos. Ah, tá, exibindo por aí. Maravilha. Eu vou fazer a minha apresentação aqui muito voltada para a questão das velocidades, né? Porque a gente não consegue fazer uma redução Enfim Com a entrada desses novos modos de mobilidade, a exemplo do que fizeram aqui no Rio, né? Fim. colocar um uma lei que a galera vai ter que circular na rua, e se a gente faz isso sem uma gestão dessa velocidade nas vias urbanas, a gente vai eventualmente ter uma quantidade de sinistros muito maior. Próximo slide, eu sei o que passo aqui Só apresentando rapidinho, o ITDP Brasil é uma instituição internacional que trabalha com mobilidade sustentável e socialmente justa. Próximo, por favor. Então, começando a discussão, eu queria só falar por que a gente precisa tanto discutir a questão da velocidade quando a gente fala em reduzir a morte no prâncio. Próximo slide, por favor. A gente vive em cidades no Brasil que demandam viagens muito longas, né? São, de uma forma geral, cidades muito espraiadas e muito voltadas para a circulação a partir de veículos particulares motorizados. E isso, além de gerar uma série de problemas na saúde da população relacionada ao estresse... respiratório e tudo mais, gera também uma quantidade muito elevada de sinistros. Próximo, por favor. A gente tem... pode passar, por favor. A gente tem aí uma média de vidas perdidas por ano de mais de 37 mil pessoas, né? Que morrem todos os anos em razão de sinistros. Isso aí é mais do que a população de uma cidade pequena. E isso está muito relacionado com a questão das elevadas velocidades nas vias urbanas. E aí existe esse entendimento, que eu acho que é importante a gente comentar, que no passado a gente entendia que a questão das mortes no trânsito era algo inerente, quase como um efeito colateral. a partir de um determinado momento se entende que não é uma consequência inerente, que é evitável, mas se culpabilizava, se responsabilizava totalmente o indivíduo que está conduzindo. E atualmente a gente entende que existe uma responsabilidade que ela é compartilhada, e que cabe ao poder público direcionar a forma como as pessoas circulam, velocidades, enfim... de forma a tentar reduzir a quantidade de mortos e lesados permanentes no trânsito. Próximo, por favor. Então, falando sobre o conceito de sistemas seguros, próximo. É um sistema que vai considerar que o corpo humano é um corpo que não é preparado para esse tipo de atrito, como o de um atropelamento, o corpo ideal para um ser. ser resistente a atropelamento. é o corpo desse boneco que eu coloco aí na apresentação. E esse... as pessoas em circulação, elas cometem erros, né? Então, os sistemas, eles precisam também se flexíveis ao erro humano, porque é algo que acontece Então, a responsabilidade não pode ser sempre dada para o cliente, para o condutor ou para a pessoa que está caminhando, mas, enfim, é uma responsabilidade compartilhada. Próximo, por favor. Então, a gestão da velocidade é a ferramenta mais efetiva para a gente poder fazer esse cenário mudar no país. Próximo, por favor. A gente considera que as velocidades acima de 50 km por hora nas vias urbanas são muito altas, isso porque o tempo de frenagem, mesmo para... pessoas que dirigem muito bem, tem um reflexo muito bom, em pistas maravilhosas, que não estão molhadas, Ainda assim, acima disso, a gente vai ter um tempo de reação e frenagem de 62 metros, a partir de 62 metros, o que é muito tempo, muita distância para pouco tempo, e não vai conseguir, enfim, não atropelar a pessoa que está passando, ou o veículo que está passando ali do lado. Próximo, por favor. Eu vou precisar passar um pouquinho do tempo, tá, pessoal? Porque me passaram que era dez minutos, eu não tenho apresentação pensando em dez minutos. enfim, então, seguindo a recomendação do OMS, a velocidade que é considerada uma velocidade recomendada para áreas urbanas é de 50 km por hora, justamente porque é, aquela velocidade em que se houver a colisão a não é fatal né Eu gosto muito. E aí o que está sendo proposto na PL 2789 é justamente seguir essa orientação da OMS, né? com exceção das vias de trânsito rápido, as vias expressas, mas para vias arteriais, coletoras locais, a gente tem uma redução da velocidade 50, 40 e 30 km por hora... que reduziria aí... substancialmente a quantidade de sinistros fatais. Próximo, por favor. E aí eu queria só falar um pouco, rapidinho, antes de fechar, que existe um mito de que reduzir a velocidade impacta muito no tempo de viagem e na qualidade de vida das pessoas. Para o seu nome. e isso é uma falsa ideia que é uma ideia intuitiva, que parece uma ideia óbvia, mas que no final das contas é uma falsa ideia, porque dentro dos sistemas de trânsito, Você ter uma redução da velocidade vai fazer com que o fluxo melhore, né? Os seus carros vão ter mais espaçamento entre uns e outros. isso vai fazer com que o fluxo melhore e vai ter menos colisões, menos abarroamentos, enfim, com isso você tem menos congestionamentos ligados aos sinistros. o fluxo tende a melhorar também. Agora sim, por favor. E aí, quando a gente fala em redução da velocidade, é algo que eu acho que é muito interessante, eu acho que é um argumento que a gente precisa trabalhar mais com a população, campanha de comunicação, campanha de educação, é essa ideia de que se a gente reduz a velocidade, a gente ganha muito tempo de viagem, a viagem fica muito mais longa. Numa redução de 80 para 50, que pode ser algo muito importante no sentido de redução de morte no trânsito, a gente ganha por quilômetro só 27 segundos, menos de 30 segundos, uma redução de 30%. Tenta caindo por hora. Então, é... As campanhas de comunicação, as campanhas de educação precisam trabalhar mais esse argumento dentro do desenvolvimento desse tipo de política pública. Próximo, por favor. E aí, trazendo aqui um exemplo de Fortaleza, que está sendo um exemplo, enfim, de mobilidade em muitos aspectos, Eles fizeram a redução em 25 vias, de 60 para 50 km/h, e eles observaram um acréscimo só de 100 segundos por quilômetro rodado, mais uma queda nas mortes por sinistro de 68,1%. Ou seja, O benefício é muito grande em relação ao custo de ganho de tempo, que é basicamente irrisório. Próximo, por favor. Então, como o poder público pode atuar nessa frente? Estabelecimento de limites adequados à função da via e as características dessa via, cumprimento dessas velocidades, fiscalização, mas principalmente um trabalho de conscientização da população e educação. E também o redesenho de vias, onde a sinistralidade é mais alta. aumentando a largura dos cruzamentos, das calçadas dos cruzamentos, ou reduzindo a quantidade de faixas para carro e redistribuindo o espaço, garantindo que tenha espaço seguro. para ciclistas, para veículos que são que não entram na categoria que vai na ciclovia, mas também são mais lentos e mais desprotegidos. e, enfim, transporte público também, obviamente. É... Próximo, eu acho que já é para encerrar. É isso, pessoal. Obrigada. Espero que essa fala contribua um pouco na discussão, porque de fato a gente não tem como pensar... em formas de incluir esses novos modos de transporte no sistema viário, se a gente não discute a readequação das velocidades nas vias. Eu queria dizer. Agradeço a Lorena e convido
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