Carlos Costa

Carlos Costa

Economista

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06 de mai, 17:24

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

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Obrigado, deputada. Olha, é tão gostoso quando a gente reúne tanta gente boa que acredita no país para dedicar o seu tempo, porque todo mundo aqui acredita no país, a gente não estava dedicando o nosso tempo. Eu sou considerado otimista, só que como eu comecei minha carreira como economista, o cenário otimista de crescimento do PIB era 6%, Obrigado. e o pessimista era 4. Se a gente tivesse crescido 4% de 80% até hoje, Nossa! PIB seria quatro vezes maior do que a gente tem hoje. Então seria o terceiro maior PIB do mundo. A gente está da Alemanha. Obrigado. Nós temos que recuperar esse caminho, temos que recuperar o tempo perdido, e é possível. Eu fui conselheiro de uma das maiores empresas de café do mundo, e eu vi esse caso, tem até uma pessoa do sindicato aí, o caso que o Tina trouxe, Sim. e o que o Corona falou, né? Por que a gente não... A gente está industrializando, mas industrializando aos trancos e barrancos, aos trancos e barrancos com um custo enorme, Essa empresa, inclusive, só investiu em industrialização, café em cápsula, porque está acreditando que no futuro isso vai mudar, porque se continuar do jeito que está hoje, ela está fazendo uma grande besteira. Ela deveria ir para a Zona Franca do Paraguai. Tchau. que é onde muitas indústrias estão indo. Nós estamos indo para a Zona Franca do Paraguai. O Paraguai cresceu no passado 6,6%, esse ano vai crescer mais do que isso. terra da prosperidade do Paraguai. Então, o meu recado final é, por favor, número um, vamos recuperar uma agenda do Congresso de melhoria da competitividade e redução do custo do Brasil. Uma opção de união e priorização. Não acredito que dê para fazer muita coisa esse ano. Então, nesse ano, eu escolheria três coisas. Primeiro, conter a gastança. número 2 impedir o excesso de burocracia com a reforma tributária E número três, avançar na redução das distorções no setor elétrico. Eu acho que isso é possível fazer ainda esse ano. Muito obrigada.

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06 de mai, 16:12

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

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Muito obrigado, deputada Adriana Ventura, é um prazer estar aqui. com você, com os outros parlamentares e com representantes do setor. Nos orgulham, Fabina, um grande parceiro na trajetória de redução de custo do Brasil, Sr. Luiz Ramos, Corona, grande amigo na Fiesp, colega de muitas batalhas. É um prazer estar aqui com você discutindo esse tema, que para mim foi o principal tema da minha gestão na CPEC. A gente tinha um grande desafio, sabe, deputada, que era como é que nós uníamos o setor produtivo. porque até então o setor produtivo estava muito desunido. Nós tínhamos federações, associações, centros empresariais, que cada um tinha a sua bandeira. puxava a brasa para sua sardinha. Algumas grandes empresas também, e algumas delas foram inclusive escolhidas como campeãs nacionais, em detrimento do resto do país. O nosso grande desafio de liderança na CPEC era unir o setor produtivo em torno de uma agenda. E aí nós contamos com o apoio de várias associações do Movimento Brasil Competitivo para construir uma metodologia de cálculo de custo Brasil, porque nós tínhamos essa convicção de que se a gente tivesse algo que reunisse todo o setor produtivo, o setor produtivo tem muito poder político, consegue aprovar agendas importantes desde que unido. E aí Então, nós construímos uma metodologia, contratamos o BCG, o Boston Consulting Group, para nos ajudar, e essa metodologia resultou num valor... extremamente altos. 1,5 trilhão de reais, equivalente a 22% do PIB de custo Brasil. Como é que a gente fez? A gente calculou em várias dimensões... quanto custa a mais fazer negócio no Brasil do que custaria se nós estivéssemos num país mediano da OCDE. Não era o melhor, não, tá? num país mediano da OCDE. E aí E a gente chegou à conclusão de que custa? Custava 22% do PIB Esse adicional é como se todas as empresas brasileiras tivessem nas costas um peso de 22% do produto. E ao mesmo tempo, vamos pensar de outra forma, se a gente eliminasse o custo Brasil, que é o básico, o Brasil chegar na mediana da OCDE, é como se todas as empresas recebessem um subsídio de 22% do seu produto de um dia para o outro. Imagina o ganho de competitividade e, ao mesmo tempo, a perda de competitividade por conta do... do custo Brasil. Nós constituímos um grupo de trabalho, um processo e conseguimos reduzir em dois anos o custo Brasil em 2% do PIB. ele caiu para 20% do PIB, foi um grande esforço feito, muitas leis foram passadas, a lei do ambiente de negócio, por exemplo, teve um recorde de votos a favor, todo o setor produtivo se uniu, na época, se eu não me engano, só os deputados do PSOL votaram contra, todos os outros votaram a favor, a lei da liberdade econômica, marco do gás, marco de ZPS, marco do saneamento, passamos uma série de leis E E a senhora deputada Adriana Ventura foi uma grande parceira nossa, assim como muitos outros deputados que são hoje grandes defensores de quem produz no nosso país e não de sanguessugas. A grande maioria dos deputados é só que a gente precisa de união, a gente precisa unir forças. E foi isso que o projeto do Custo Brasil trouxe. Conseguimos em dois anos reduzir em dois pontos do PIB. harmonia com o setor industrial, as alíquotas, as tarifas de importação em 10%. O Custo Brasil caiu 10%, a gente reduziu tarifa de importação em 10%, ninguém reclamou, todo mundo concordou e a gente queria continuar esse trabalho, inclusive, até o final do governo a gente reduziu para 19,5% do PIB, que foi o valor total. que o atual governo, que inclusive o MEDIC manteve esse processo, eles mantiveram, dou até os parabéns por essa ação, só que ele perdeu força. Ele manteve o processo, manteve o cálculo, calculou em 19,5% do PIB, chancelou aquilo que a gente fez, mas... as medidas a partir daí... Pararam, elas estagnaram e o custo Brasil cresceu de lá para cá. Eu vou só comentar agora, eu acho que para concluir e fomentar o diálogo, o que são os principais itens do custo Brasil. Número um, empregar capital humano. Empregar capital humano custava, em 2023, de 310 a 360 bilhões de reais a mais do que custaria se estivéssemos na mediana da OCDE. Nós temos hoje uma mão de obra que, infelizmente, tem habilidades reduzidas, precisamos investir em treinamento dessa mão de obra, treinamento aplicado. risco trabalhista só vem aumentando com a judicialização, infelizmente, o que vai no sentido contrário do que essa casa decidiu quando fez a reforma trabalhista. Nós precisamos enfrentar o custo de empregar por capital humano, reduzindo encargos trabalhistas e fazendo valer aquilo que essa casa, que é a única casa legislativa federal que eu conheço, é essa, infelizmente. O judiciário não é legislativo, mas ele se rebela contra a decisão dessa casa. Esse é o principal. Precisamos continuar enfrentando. Ele tinha caído com a reforma trabalhista um pouco, ainda tinha que reduzir encargos, treinar mais a mão de obra e voltou a crescer nos últimos anos com judicialização. Isso que eu digo, aliás, que voltou a crescer, É uma coisa que o Congresso poderia cobrar ao Executivo, porque eles já deveriam ter divulgado o número mais recente do custo Brasil. Eles pararam de divulgar, talvez porque tenha aumentado durante o atual governo. Certamente o de empregar capital humano aumentou. O segundo maior custo é honrar tributos, por conta de toda a complexidade tributária, a carga tributária sobre a produção. Infelizmente, uma boa ideia, que é o IVA, ela acabou, está se tornando muito complexa. Isso é um outro desafio também que nós precisamos enfrentar, que é reduzir muito a complexidade da carga tributária e o imposto sobre a produção. Isso custa de 270 a 310 bilhões de reais. e aqui nós avançamos muito com o marco de telecomunicação em 2019, com o marco de saneamento, mas precisamos avançar urgentemente com o novo marco do setor elétrico, reduzindo todas as distorções do setor, nós temos hoje uma eletricidade que é limpa e custa menos do que a média do mundo, só que o preço dela é muito alto por conta de todas as distorções do setor. Precisamos realmente avançar para desonerar a produção de energia elétrica no Brasil, que é um insumo importante de tanto setores industriais, como setor de cerâmica, setor de aço e assim por diante. Vidro também. E eu queria deixar aqui, ao invés de falar de todos os outros, Lá sobre um que tem aumentado enormemente nos últimos anos, que é o custo de financiar o negócio, que era o custo seguinte, de 220 a 260 bilhões de reais, que tem a ver com o custo do crédito, e ele só fez aumentar. Isso estourou, está quebrando as empresas no Brasil, está destruindo a competitividade. Não dá para um setor industrial, Corona, como é que nós conseguimos competir internacionalmente custo de capital, com taxas de juros que são as maiores do mundo para a empresa, é a segunda maior para o governo, e é a maior para a empresa quando a gente considera o spread do mundo. Não dá para competir com isso, só aumentou nos últimos anos, e nós precisamos de um equilíbrio fiscal urgente, nós precisamos ter um marco fiscal que traga equilíbrio para o setor público, credibilidade, e com isso reduza o custo Brasil do ponto de vista de financiar o capital. É possível zerar o custo Brasil, e eu tenho plena confiança nessa casa Nos próximos anos nós vamos enfrentar isso, ter uma agenda vencedora e tornar o Brasil finalmente competitivo com os melhores padrões internacionais. Muito obrigado.

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