Fábio Augusto Pina

Fábio Augusto Pina

Gestor de Assessoria Econômica - Fecomércio SP

Últimos Discursos

06 de mai, 17:26

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

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Eu vou... terminar, começar onde o Carlos terminou. Se o Paraguai começou a ser um paradigma, a gente tem que começar a repensar o que a gente está fazendo no Brasil. sem nenhum demérito ao Paraguai, mas ele não era um país... relevante Não estava no sonho dos brasileiros, nem de morar, nem de constituir empresa há 10 anos. E hoje está. É... Então tem três coisas pra gente fazer também, não vou copiar o Carlos, mas a primeira é, nós temos que começar a discutir um teto de gastos de novo, de verdade, no Congresso. Temos que começar a discutir isso. É possível? Não sei, mas pelo menos a discussão tem que colocar em xeque o que está acontecendo agora. Senão nós não temos como reduzir juros, nem falando, esquece. A segunda coisa é nós temos que começar a avaliar as cidades e expor as cidades com relação... ao que é feito no ensino básico. A gente tem que começar a exigir algum retorno do dinheiro que é gasto no ensino básico. A gente fez contas lá, o Carlos também participou disso, dá para dar uma voucher com o gasto no Ministério da Saúde e com o gasto no Ministério da Educação, dá para dar vouchers relativamente grandes para cada família. Eu não estou propondo isso, mas só para ver como é que a gente está gastando mal o recurso. Não, porque a gente até pode propor, mas nem estou falando nesse sentido de propor. monta para dar vouchers para as famílias é porque a gente está gastando mal o resultado que a gente tem a gente só pode estar gastando mal. E o terceiro é o Vamos falar da discussão de jornada e carga, a 6x1 e a carga de trabalho semanal, fora de um ano eleitoral, acho que essa é uma discussão que a gente teria que colocar no Congresso. Não é o momento de falar sobre isso. Muito obrigada.

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06 de mai, 16:23

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

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Muito obrigado, deputada, é uma honra ter sido convidado. E um painel que tem o Carlos da Costa e o doutor Ordini, a honra aumenta bastante. O Carlos da Costa antecipou... muitas das coisas que eu ia falar, óbvio, nós trabalhamos juntos, ele foi meu chefe lá na CPEC, e a gente comungava, de muitas dessas ideias. Então, ele até facilitou, talvez eu não use todo o tempo, mas eu vou tentar fazer um wrap-up de tudo. Primeiro, acho que a discussão é É... Muito pertinente nesse momento discutir produtividade enquanto a gente está discutindo uma mudança, uma discussão de mudança de escala de trabalho e redução de jornada. Ou seja, ninguém discutiu se isso é viável e tem que ser viável através da produtividade. Eu fico imaginando uma pessoa que... Olha, eu estou ganhando pouco, acho que vou trabalhar menos. Eu nunca escutei esse tipo de argumento. Se eu estou ganhando pouco, eu vou trabalhar mais ou aumentar minha produtividade. Vou me qualificar, etc. E isso tem efeitos e teve efeitos que a gente vem estudando há muito tempo, no Brasil, a falta de produtividade, o ambiente de negócios, que já ocorreu uma tragédia e a gente nem percebe a tragédia, deputada. Na realidade, o ambiente de negócios não é tudo, mas ele é essencial e a gente não tem um ambiente de negócios adequado. Se a gente olhar o que aconteceu na China, é um caso extremo, nos últimos... 40 anos, vou arredondar, a China saiu de um PIB que era mil dólares, equivalente a mil dólares, para 13 mil dólares. A China era muito menor que o Brasil, PIB per capita, desculpe, e hoje é maior que o do Brasil. Mas não vamos pegar o caso da China, vamos pegar o caso da Coreia do Sul. Há 40 anos, o PI per capita do Brasil e da Coreia do Sul era o mesmo. Hoje a Coreia do Sul tem um PIB per capita de 45 mil dólares e o Brasil de menos de 10 mil dólares. Quatro vezes e meia, cinco vezes o tamanho. Claro que isso tem a ver com a produtividade, tem a ver com uma série de coisas, tem a ver com o ambiente de negócio deles. Tem a ver com tudo que a gente não fez aqui no Brasil. Na realidade, por um curto período de tempo, tentamos fazer, como foi mostrado pelo Carlos. E isso foi um pouco esquecido. Agora, a gente não percebe a tragédia, deputada, que isso já fez. em 40 anos a gente diluiu Essa perda... relativa de bem-estar. O Brasil ficou para trás. Se a Coreia cresceu quatro vezes meia, cinco vezes mais que o Brasil significa, seria o mesmo que eu pegar a nossa renda e o ano que vem ela dividir por 5. Então vocês estão ganhando 2 mil dólares. 10 mil dólares por ano, vamos ganhar 2 mil. Esse é o tamanho da tragédia que já aconteceu nos últimos 40 anos, mas foi diluído. Então as pessoas nem percebem que a gente foi ficando para trás. O Brasil perdeu 40 posições em ranking de renda per capita, o Brasil foi perdendo. E tudo isso tem a ver com produtividade. no mesmo período Um pouco menos, do ano 2000 para cá, os Estados Unidos que eram 25% do PIB é 26%. Ele não é um perdedor nessa história. Mas a gente tem... Muito do ambiente de negócios dele, como o Carlos falou, que é, favorece o negócio. Na China foi de 3% para 15%, na Coreia também cresceu. A participação no PIB desses países mais dinâmicos, ela cresceu. Não pode ser o acaso, não é possível ser o acaso. A Europa tomou um caminho diverso. mais razoável porque já tinha uma renda per capita de 30 40 50 mil dólares mesmo assim eles escolheram não crescer Há 20 anos, os Estados Unidos tinham uma renda per capita 15% superior à da Europa. Hoje é o dobro. O pior estado americano, Mississipi, o sul dos Estados Unidos, tem renda per capita igual a da França. Então, é claro que o ambiente de negócios tem algo a ver com isso. O Carlos já falou, não era 1.5, era 1.45 trilhão. Eu lembro porque a Mandela ficava na minha sala. E o ambiente de negócios, como eu falei, não é tudo, mas é muito. E a educação faz parte disso. Formação e educação. Eu tenho alguns dados, claro... falo da entidade que a Fê Comércio faz a gestão, que é o SENAC, sete em cada dez pessoas do SENAC saem empregadas. E a maioria delas, 50% diz que o Senac ajudou a aumentar o salário ou ajudou a conseguir o primeiro emprego. Eu não vou dizer todos os dados do Senac, mas é para dizer o seguinte. Formação tem alguma coisa a ver. com a produtividade. Isso já está atrasado, porque o que essas entidades como o Senai... O Carlos usou bastante no projeto que ele chamou, ele esqueceu de falar, Brasil Mais. Esse projeto era o Brasil Mais. Teve ZPE, gás mais barato, choque de energia, saneamento, a MP do Ambiente de Negócios. Tudo isso, ele usou bastante também do Senai, do Senac, etc. Mas nós estamos atrasados, porque A base é muito ruim. É uma coisa que a gente tem que se debruçar aqui, o ensino de básicas, e quando essas pessoas chegam no ensino médio, já estão com muitos anos de defasagem, deputado. Então é uma coisa que a gente tem que se atentar. Eu dou um exemplo da produtividade e como ela funciona. Eu não vou falar o nome da empresa, mas eu vou em restaurantes e isso é verdade. Eu faço uma aposta. Mais de três pessoas na mesa. Se vier tudo certo, eu pago a conta. Eu nunca paguei. Só não vale... Num determinado restaurante, que eu não vou falar qual é, mas ali tem treinamento. Porque se não vale lá eles acertam, é porque o treinamento, a qualificação tem algum sentido. E isso, certamente, acaba se refletindo nos números finais desse restaurante. Não tem que voltar pedido, não tem que jogar pedido fora, e assim por diante. Atende mais rapidamente, o fluxo das mesas é mais rápido. Faz sentido. No varejo, no comércio, a Federação representa comércio, serviço e turismo, Eu digo que muita gente não é vendedora, é informante de estoque. O nosso querido doutor Ordini também está no varejo, também conhece o varejo. Você entra em uma loja e pergunta assim, tem o sapato número 40? Ela fala, não. isso não é vendedor informou estoque não tem mas ele não fala qual sapato você quer pra que você precisa tem um outro assim assado seja até pra isso parece muito básico o brasil Não tem produtividade. Quem conhece, por exemplo, os Estados Unidos, que é um caso que eu gosto de citar, sabe como é que são feitas as vendas lá, o acompanhamento de vendas, o que as lojas preparam para atender o consumidor, para atrair o consumidor. Isso nem vou falar do ambiente de outros mercados. O ambiente regulatório no Brasil é tão complicado, deputada, que a senhora sabe, acho que ninguém mais viu o sonho de valsa, né? Ele está em uma embalagem diferente. Não sei se vocês sabem por quê, porque a tributação do bombom é diferente da tributação dele em outra embalagem. Não é possível um país dar certo com esse tipo de... De loucura. Isso é uma loucura, isso é uma loucura. Então o cara fala, olha, vou mudar. Por quê? É uma decisão de mercado? Não, é porque o tributo é mais baixo. Se eu embalar ele quadradinho, sai mais barato que eu embalar ele redondinho. Ou seja, a minha decisão da empresa deixa de ser uma decisão comercial para ser uma decisão tributária. Não é possível isso acontecer. Isso estava na nossa preocupação lá atrás. Aí eu vou falar de três aspectos para fechar. O Carlos falou em todos, mas eu vou falar as minhas sugestões. Primeiro, a reforma trabalhista, ela perdeu muito do efeito. E aí Em especial por conta da sucumbência. Isso foi dito aqui anteriormente. Mas lembrar que muito pior do que o custo de empregar, que já é alto, é a incerteza. Esse custo de empregar, a gente não sabe se é esse, ele pode ser muito maior. Eu não sei, eu tenho uma incerteza, um grau de incerteza enorme. E a sucumbência, ela causa um desvio, um incentivo perverso. Eu posso pedir qualquer coisa, dado que eu não tenho que ser responsável por aqueles pedidos que eu faço frente ao meu antigo empregador. Quando eu tenho sucumbência, eu vou pedir aquilo que de fato eu acho que é justo. Se eu não tenho, pede tudo, alguma coisa vem. Então, isso aumenta, não é só um problema para a empresa, pela incerteza, mas veja a carga de trabalho que vai para a justiça do trabalho, com base nisso. Então, esse é um primeiro ponto que a gente tem que reforçar, que eu não posso perder todo o esforço que foi feito na reforma trabalhista. As estatais. As estatais são ineficientes, de forma geral. mais ineficientes que a iniciativa privada. faz sentido O Carlos falou, escolher campeões? As estatais escolhem campeões. Com base em quê? Com qual critério? Será que realmente é muito bom para o Brasil ter essa quantidade estatal? Será que é muito bom para o Brasil ter a Petrobras? O petróleo é nosso, mas toda vez que eu chego no posto eu tenho que pagar. Se era meu, pelo menos que eu não pagasse. Não é verdade isso. O Delfim Neto falava uma coisa. Petrobras e o Brasil têm um problema que é o seguinte. Se é bom para Petrobras e bom para o Brasil, que sorte do Brasil. Se é bom para Petrobras e ruim para o Brasil, azar do Brasil. e financiar conta pública com juros. que isso também foi dito, enquanto a gente não fizer uma contenção das despesas, e vai lembrar que isso já foi feito no passado, não vou falar em qual governo, mas todo mundo sabe, foi reduzido o tamanho das contas públicas, do déficit. Quando foi feito isso, a taxa de juros caiu. E olha, começou antes, não foi quando eu trabalhei lá, foi antes, mas quando foi reduzida o custo, quando a gente deu um sentido... incrível de ajuste de contas públicas, a taxa de juros caiu, a taxa nominal e real. Então, só para terminar, acho que se a gente atacar... O problema da sucumbência, o problema da eficiência das empresas, exigir uma resposta das estatais ao setor privado, ao público, à sociedade, e exigir que a gente tenha responsabilidade com as contas públicas, faremos um enorme esforço e traremos um enorme benefício para a produtividade no Brasil. Muito obrigado.

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