
A juíza e idealizadora da Campanha Sinal Vermelho e do Instituto Nós Por Elas defende a tipificação do crime de misoginia, argumentando que a classificação como discriminação permite tratar o problema em âmbito coletivo e difuso, para além da violação individual. Com base em sua trajetória de 28 anos na magistratura, destaca que interpretações religiosas e ideologias não podem impedir a proteção feminina contra o discurso de ódio e o feminicídio. Critica a ineficiência dos mecanismos atuais de proteção e a falta de centralização de dados sobre violência no Brasil, defendendo a unificação dos registros de ocorrência para um combate efetivo ao problema.
A Juíza e idealizadora da Campanha Sinal Vermelho e do Instituto Nós Por Elas defende a importância de combater a misoginia e a violência contra a mulher. Destaca a necessidade de avanços legislativos que superem as barreiras impostas por uma estrutura patriarcal histórica, ressaltando o papel da sociedade civil e do parlamento na construção de consensos. Relata sua experiência pessoal como alvo de ataques baseados em sua aparência para ilustrar como a violência e a desvalorização da mulher são utilizadas como mecanismos de punição e controle, defendendo um esforço coletivo para garantir a proteção efetiva e a igualdade de direitos para as mulheres brasileiras.
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