Lucilene Barbosa Gomes

Lucilene Barbosa Gomes

Diretora de Educação Inclusiva e Especial da - Secretaria de Estado de Educação do Governo do Distrito Federal (SEEDF)

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26 de mai, 16:36

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO

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É, agradecer a oportunidade, parabenizar por esse momento tão importante de discussão. sobre o tema tão importante como a doutora Olga já colocou, meu cumprimento aqui à doutora Olga, à deputada, à nossa secretária Iedes, à nossa subsecretária Vera, à nossa chefe de unidade, a Dulce Alve, são pessoas que sempre buscando fazer políticas educacionais em relação a altas habilidades de superdotação, E meu cumprimento também a todos que estão no plenário e as nossas itinerantes, Saran, Gisele. e a gerente de altas habilidades de superdotação, que está aqui presente também, Tatiana de Paula. Então, meu cumprimento também à mesa, ao Rafael, ao Lucas, à Monique. A nossa querida doutora Denise Fleit. E... a Joyce. Hoje nós vamos falar sobre a doutora Alga colocou todo toda essa política pública que existe em relação ao atendimento aos estudantes com altas habilidades de superdotação. E o que a Secretaria de Educação tem feito... ao longo dos anos. Dizer pra vocês que... Deputada, nesse ano a gente faz 50 anos de atendimento aos estudantes com altas habilidades de superdotação. Esse atendimento começou em 1976. Então, o DF já é pioneiro nesse atendimento. Há muito tempo a gente faz esse atendimento e um atendimento com qualidade. Temos alguns desafios? Temos. E vou falar sobre esses desafios hoje. Mas temos também muita coisa boa. Obrigado. ficar aqui mais do lado. Tá pronto os slides? que não está indo aqui. Sim. Como que o Distrito Federal identifica os estudantes com comportamento sugestivo de altas habilidades? Nós utilizamos a teoria do Dr. Joseph Renzulli. Essa teoria, dentro da teoria, nós temos a perspectiva dos três anéis. Esses três anéis, ele vem... a capacidade acima da média, a criatividade e o envolvimento com a tarefa. Vocês vêem que no desenho, Tá aparecendo os slides? Não? Ah, tá. Ele é a intersecção desses três círculos. Por quê? A criança vai apresentar ali, no comportamento sugestivo de altas habilidades, essas características que tem. Dentro do anel. Tá? Então, vamos lá. E como acontece esse fluxo de atendimento? A criança, alguém identificou, porque essa identificação pode ser feita pela família, pela mãe, pelo pai, por um tio, por alguém que tenha conhecimento em relação a altas habilidades de superdotação, né? E pode ser feito na escola pelo professor. Dentro da Secretaria de Educação, nós temos uma ficha de indicação que fica disponibilizado no site para... todo e qualquer cidadão, fazer a impressão preencher e entregar na coordenação regional mais próxima de sua localidade. A regional de ensino entra em contato com o itinerante, mais à frente eu vou falar sobre como é a constituição das nossas equipes, ela entra em contato com o itinerante e o itinerante ele faz essa ponte entre o estudante, a família e o atendimento. Esse estudante é encaminhado para o período de avaliação. Esse período de avaliação vai de 4 a 16 encontros, que esse estudante fica ali desenvolvendo as atividades juntamente com a equipe, e aí ele é efetivado. A partir do momento que ele é efetivado, Ele é colocado nos nossos registros, né? A IEDUCAR, o EDUCADF, que a gente tem mudado do IEDUCAR para o EDUCADF. Então, é lançado ali no IEDUCAR, depois desse processo, a altas habilidades de superdotação daquele estudante, tá? Essa avaliação é feita por uma equipe especializada. Quem é essa equipe? na área, tá, deputada? E o itinerante e o psicólogo que a gente tem, que é um psicólogo escolar. Então, essa equipe é formada por esses três profissionais. Após... Após ele... Desculpa, ali eu queria mostrar para você, não sei se eu não estou conseguindo visualizar, né? Mas a ficha de indicação... Tudo bem, a ficha, quem precisar dos slides a gente passa depois. A ficha de indicação, ela fica disponível no site. Tá? Como acontece esses encontros? Eles acontecem com cinco horas aulas, Oi? Já está? Ah, tá bom. Mania de professor. Eles acontecem. 5 horas aulas de 48 minutos, que dá em torno de 4 horas relógio. E ali o estudante, ele vai desenvolver o seu potencial. O professor da sala de recursos busca descobrir qual o potencial daquele estudante. E aí a gente entra dentro da questão das altas habilidades, da superdotação. Às vezes o aluno tem um desenvolvimento artístico. com pintura de telas, às vezes ele tem um olhar para a ciência, gosta de estudar matemática. Então, dentro da potencialidade dele... o professor da sala de recursos vai desenvolver projetos com esse estudante. Então, a gente entra... no nosso atendimento, é dentro... Ah, desculpa. Aí são... Deixa eu só voltar. Aqui, a gente tem a perspectiva, como funciona hoje no Distrito Federal, nós temos 14 regionais de ensino. Nessas 14 regionais de ensino, todas elas têm os polos de altas habilidades e superdotação. Esses polos são escolas que recebem os estudantes identificados da própria instituição e das instituições Nós temos 113 salas hoje específicas em funcionamento e 30 instituições polos. A O estudante, eu já até falei, ele passa por um período de avaliação, com o objetivo de registrar o comportamento sugestivo de altas habilidades dele, o desempenho, analisar os indícios das altas habilidades dele e mapear as áreas de interesses pessoais. Quem é essa equipe? Lembra que lá no início da minha fala eu falei sobre a nossa equipe? São profissionais habilitados, especializados na área, que têm aptidão. Hoje, o Distrito Federal, a gente tem um caderno, inclusive, de concessão de aptidão. Então, esses profissionais passam por uma análise de concessão de aptidão e formação permanente. Como se dessas formações permanentes, além dos encontros setorizados que é feito junto à coordenação regional de ensino, Junto à Secretaria de Educação, nós temos também, na EAP, um curso de altas habilidades de superdotação, que é oferecido pela nossa escola, a UniAP, a... É app. E... disponível aos professores da rede. Então, o professor pode fazer a inscrição e fazer esse curso. Além disso, e para isso, nós temos também um apoio da UNB, a gente tem uma parceria com a UNB e o MEC, em relação a um curso de atendimento educacional especializado aos estudantes com altas habilidades e superdotação, que inclusive estava no slide lá da Olga, um dos cursos que foi promovido. o ano consecutivo, a gente tem sempre conseguido vagas para que os nossos professores... passem por essa formação, tenham essa formação também. Só adiantar aqui, aqui nós temos como funciona essa sala de recurso. Ah, tá lá a sala de recurso, mas como ela funciona? Então, nós temos a sala de recurso para atividades que atende os alunos da educação infantil ao quinto ano, então, os anos iniciais. Quando chega do sexto ao ensino médio, é... Nós temos a área acadêmica e a área de talentos. E dentro da área acadêmica, nós temos a área... de códigos e linguagens e de ciências humanas e matemática. Então, nós temos isso de forma específica e o aluno vai sendo atendido ali de acordo com o potencial dele. E temos a nossa área de talentos que mais à frente vocês vão ver. não dá para trazer tudo, porque é muita coisa que a gente tem mesmo. Aqui a gente fala sobre as atividades de enriquecimento. Essas atividades... é feito lá no atendimento da sala de recursos. Como seriam essas atividades de enriquecimento? E está dentro da teoria que nós adotamos no Distrito Federal do Josefim Rezulio. Seria... a primeira exploração seria disponibilizar aos estudantes todos os conteúdos possíveis ali dentro da área de potencial dele e além da área potencial dele. Quando a gente chega no tipo 2, que é o desenvolvimento das habilidades, aí o professor vai trabalhar de forma mais pontual, com materiais, com técnicas, para que esse estudante... desenvolva ainda mais os potenciais dele. E, por fim, nós temos o enriquecimento do tipo 3, que é a investigação dos problemas reais, que aí ele parte mais para problemas reais, e aqui os alunos criam projetos, resolução de situações... sociais mesmo. Continuando aqui, tenho que falar muito rápido, quais as demandas que nós temos, porque nem tudo, né? A gente sabe que o atendimento hoje é um atendimento de qualidade, temos professores excelentes no atendimento, uma equipe preparada para atender. E por ser um... Excelente atendimento, nós temos hoje uma demanda que é a ampliação do atendimento de altas habilidades de superdotação. Porque existe uma demanda, uma fila. A comunidade, seja ela de escola particular ou pública, ela quer o atendimento. Hoje a nossa demanda reprimida é mais das escolas particulares. Por a Secretaria de Educação ter esse atendimento. Coisa que falta muitas das vezes nas instituições particulares. Então, a nossa demanda reprimida, como eu coloquei, a ampliação do nosso processo de identificação, E a importância da identificação precoce. Porque o que acontece? Tem pessoas que, às vezes, ouvindo uma palestra sobre altas habilidades... fala eu tenho algum traço aí e depois já de adulto deputado descobre que tem altas habilidades superdotação e passou por N situações na vida sem saber que que tem esse potencial né então a nossa preocupação hoje a identificação precoce hoje mesmo nós estávamos conversando que nós vamos instituir um grupo de trabalho e vamos promover uma formação de forma geral aos professores que estão nas salas regulares. Porque é algo que a gente precisa rever até na formação do professor, lá quando ele ainda está nas universidades, nas faculdades, porque muitas das vezes o tema é falado de forma muito rápida. Eu, inclusive, comecei a investigar a área quando eu estava na faculdade, porque eu sou curiosa, e eu falei assim, o que é isso aí? sobre o tema. Então, assim, a gente sabe que precisa avançar para que os professores do Regulares consigam ter o olhar sensível de identificar naquele estudante que, às vezes, está se comportando de uma forma de interpelá-lo sobre uma explicação de conteúdo, que é um estudante, provavelmente, com comportamento sugestivo de altas habilidades, superdotação. Então, a gente tem essa demanda reprimida, muito, deputada, de 2015 pra cá, a gente tem uma pessoa que já está fazendo um estudo de um artigo e... no artigo que ela vai publicar, tem essa crescente demanda, já cresceu 120% de 2015 para 2025. A quantidade de estudantes já identificados. Então, isso já é algo positivo, mas a gente sabe que precisa melhorar. Então, a garantia de políticas públicas permanentes é o que a gente precisa e o fortalecimento desses atendimentos, deputado. A gente precisa fortalecer o atendimento que o Distrito Federal faz hoje, o atendimento que os NASFAs, Nas outras regiões, nós temos os NAS, como a doutora Olga já colocou, a gente precisa fortalecer esses atendimentos. Então, como eu falei, a importância da identificação, a necessidade de formação continuada para os professores e o combate aos mitos sobre superdotação, porque às vezes ainda se tem muito mito achando que o superdotado é bom em tudo. Não, muitas das vezes ele é bom em alguns aspectos. aí algumas ações exitosas do atendimento. que eu vou mostrar para vocês. Aqui, passou esses dias no jornal, que foi o nosso querido professor Marlon, lá da Escola 64 de Ceilândia. É uma escola do meu coração, porque eu me formei nessa escola magistérica. Então, é uma escola que eu tenho com muito orgulho do atendimento que eles fazem lá. Ele recebeu, tanto ele como os estudantes que ele acompanha. Ele foi premiado nas Olimpíadas Brasileiras Matemática. Aqui estão as meninas do atendimento dele. boa em matemática, menina é muito boa em matemática e a gente pode provar isso, né? E uma outra coisa também, deputada, existe já estudos que há altas habilidades, muitas das vezes quando você vai em relação a índice numérico, mais meninos do que meninas identificados, é uma coisa que o atendimento no Distrito Federal tem tido esse olhar em relação às meninas, que muitas das vezes não é identificada, é só se destaca e não se verifica. Às vezes é dedicada demais e não se verifica a superdotação dessa menina. Temos depois... Para isso, a premiação no Circuito de Ciências, aqui é o polo de altas habilidades do plano piloto, da nossa... aqui quem faz a itinerância é a Ananda, ela está ali na foto, e a Claudinha Weber. A publicação da nota técnica, hoje eu estava conversando justamente com as meninas aqui do Instituto, sobre a importância dessa nota técnica, ela é uma nota que fala sobre aceleração e avanço escolar. Então, é uma nota muito importante, principalmente aquelas instituições privadas, aquela escola que quer avançar o estudante com altas habilidades, superdotação, a gente tem essa nota técnica já publicada pelo Conselho de Educação. Tivemos uma moça honrosa aos profissionais que atuam na altas habilidades de superdotação e... o mais importante vem... Aqui, dos nossos estudantes. Eu gosto sempre de trazer. Aqui foi uma parceria com o SESI na robótica educacional. Em 2024, o SESI nos convidou, nós fomos com oito equipes. Em 2025, o SESI nos convidou novamente. Fomos com 19 equipes. E das 19 equipes, várias com várias premiações. Em 2024, tivemos premiações também. E 2025, não vou falar aqui porque eu posso esquecer. A publicação da cartilha de altas habilidades e superdotação, justamente no intuito de que? De ampliar É, sim. Processo de identificação, entendimento em relação a estudante com altas habilidades de superdotação. tá? Então a cartilha ela tá bem elaborada, é... Fica aí a critério de vocês. E, além de falar da cartilha, não posso esquecer de falar que a Subim lançou, e sou ruim nos meses, mas acho que foi janeiro ou fevereiro, Tati, não lembro, mas foi agora, no início do ano, a Subim lançou o Observatório da Educação Especial Inclusiva. Então, quem tiver interesse, é só entrar lá, tem todos os dados, inclusive esse deputado de altas habilidades sobre dotação, onde são os polos, todos os cidadãos, tá? Então, convido vocês a conferir o Observatório da Educação Especial, inclusiva da Secretaria de Educação. Obrigado. Aqui é uma obra de arte que eu sempre coloco nos slides que eu vou apresentar. Aqui é o Polo de Itaguatinga. O professor Fábio Travassos faz um trabalho de excelência com os estudantes de lá, juntamente com os outros professores, a itinerante Marta Mendes. Olha esse desenho. Deputada, esse desenho feito a lápis de cor. Parece uma foto? Parece uma foto, gente? É feito a lápis de cor, tá? Ali ele desenhou, para quem não conhece, o centro de Itaguatinga, quando estava em obra. do túnel ali, Rei Pelé, aquela parte estava toda em obra. Então, o estudante desenhou, ele é um estudante perfeito, ele é um estudante, um morador de Itaguatinga, e um estudante do atendimento. E ali ele desenhou um edifício que fica na QNL, QNJ, um edifício conhecido lá, ele desenhou o Porro do Sol que ele contemplou. Então, assim... São esses, são... E... Esses estudantes que nós temos e que nós temos buscado dentro das nossas políticas públicas, o atendimento a esses estudantes, nós sabemos da importância, mas sabemos também da nossa demanda, que é grande, que precisamos ampliar esses atendimentos, mas que nós estamos buscando e vamos buscar sempre. Me despeço da minha fala, desculpa a delonga, e investir no estudante com altas habilidades é investir no progresso do país. Bem. Obrigado. Muito obrigada, Lucilene.

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