
O Presidente da Associação Nacional de Empresas de Medicina Nuclear (ANAEMN) presta uma homenagem póstuma ao seu avô, José Augusto, ressaltando o esforço diário para honrar seu legado.
Bom dia a todos, bom dia deputado Raymond pelo convite, por estar aqui, por convocar essa celebração aos demais integrantes da mesa, os deputados que já se foram, mas talvez voltem, a secretária. da Ministra de Ciências e Tecnologia. Muito obrigado pela sua presença e pela senhora. Meu nome é Marcos Villela Pedras, eu sou médico nuclear, Eu sou sócio da Clínica de Medicina Nuclear Vilela Pedras, que é a clínica que foi fundada em 1954. E eu sempre friso isso porque eu tenho muito orgulho que foi meu avô Quem fundou a clínica e foi o primeiro médico nuclear do Brasil. Eu vou... fazer uma pequena exposição, hoje é dia de celebração, não vou me alongar. Mas, assim, eu vou tentar relembrar algumas coisas que eu vivi até quando eu era criança, quando meu avô falava: Tá? Aqui é a Vilela Pedrasi. Anaen, atualmente eu sou presidente da ANAENSO, fundador também. Anaim, é uma instituto é uma associação Daí... clínicas de medicina nuclear pelo Brasil. Hoje já somos 71 clínicas 85% dessas clínicas atendem SUS, mas dependendo da tabela de 2009 que não está reajustada, dependendo dos valores que a gente pode trabalhar, 100% desejariam atender SUS. Eu, inclusive, formei em faculdade pública lá na oeste do Rio, Fiz residência no Unicamp, pública também. Então, eu atendo o SUS com orgulho. Faça o trabalho lá no Supercentro Carioca, que é da Prefeitura do Rio. onde é 100% SUS, com muito orgulho, é um projeto do Paz, do Daniel Soranjo, Deputado Reimo Jarpon. Convido o senhor, a todos da mesa, para conhecer, porque é espetacular, tem um PET-CT. no município, eles fazem alta complexidade. Eu estive lá na inauguração, é uma coisa espetacular. Não parou nenhum dia desde que foi desde que foi inaugurado. Tá? São 71, mas aqui da Anaís já falei. Bom, eu vou separar em três tópicos, assim, que seriam muito relevantes para a Senem nesses 70 anos. O reator multipropósito, como já foi falado por todos aqui, que palestraram, que citaram, isso realmente, esse quadro ilustra bem, eu acho que a independência da gente do Brasil. A Argentina... Tem um... reator A Argentina faz seis exames, seis vezes mais exames. do que o Brasil, não é per capita, é em números absolutos. Então, se você jogar per capita, o valor é muito maior. Então, realmente, o Brasil tem a capacidade muito grande de poder utilizar mais a medicina nuclear, com todo esse território que nós temos e com todas essas mentes, que nós temos. Meu avô sempre falou que a Senem, o IPEM, era o celeiro das melhores mentes do Brasil. Tá? E a gente tem essa força mental, capacidade... produzir lá dentro. Então, seria muito bom ter esse reator, chamar o reator, ter o nosso reator para produzir, ter uma independência. São mais de 600 mil exames. Realmente, o que o Dr. Rondinelli falou, é muito complicado semanalmente importar e fracionar, dar problema. A gente depende de África do Sul, depende de Argentina, depende se o reator do Canadá vai ter manutenção, se não vai ter manutenção. A gente fica realmente muito à mercê, do que a gente não tem controle nenhum. E essa aqui é um aparelho de medição nuclear convencional, uma gama-câmara, ao contrário da tomografia, O paciente entra, a gente liga a tomografia, a tomografia emite raio-x e faz a imagem. Na medicina nuclear, o paciente... é injetado com material radioativo, deita no aparelho e o aparelho capta. Então, sem material radioativo para injetar, não tem imagem. Então, não tem o que fazer. Ah, faz estoque. Não tem como fazer. Não é igual contraste, onde eu compro mil frascos, gastei 100, tenho 900. A medicina nuclear não é assim, como o Dr. Indinei também falou. A gente importa uma tonelada da Sibéria e chega aqui um frasquinho de gelo. A medicina nuclear é a mesma coisa. Semanalmente a gente recebe o gerador e, se não receber, não tem como trabalhar na semana seguinte. Então, olha a importância. O Dr. Isolda, apesar do tamanho, é uma gigante. Porque é um trabalho constante. Já mando mensagens para sábado de manhã, domingo, madrugada. Marcos, estou no voo aqui, estou no Divinheira, já vou resolver já. É impressionante, porque, não vou falar o médico nuclear, não. O setor nuclear é um setor que gera disponibilidade. A gente está sempre disponível para poder resolver, porque o decaimento não para. E aí Esse aqui é um PET-CT, que já é a medicina nuclear evoluída. Um trabalha com tecnes, esse aqui já é o flúor. O flúor depende dos ciclotrons. O flúor é produzido nos cígotros e aí sim a questão que dificulta muito esse exame no Brasil é a logística. Ontem tive reunião com a ANAC, de novo, a questão logística é imprecedível para poder difundir o PET-CT pelo Brasil. esse aqui é todo mundo fala de um acidente de goiânia eu botei até o nome diferente o heroísmo em goiânia eu acho que foi o momento o tchete lá com o walter no evento que teve lá no rio doutor marcos oi me perdoe claro pé o pet o sus cobre o pet tem o rol do sus tem um rol da ns para alguns tipos histológicos O SUS cobre. O rol da ANS, essa é uma discussão, já que o senhor botou a bola no pente, vou chutar. Eu tenho pouca coisa para fazer, aí eu fico querendo entrar nas lutas. Por que o rol do SUS? É menor que o rol da ANS. É tudo ser humano. se para a INS foi válido, foi estudado, foi avaliado para esses tipos histológicos, por que o Pulsus é menor? Porque os roles são diferentes. Salvo engano, são dez... tipos histológicos para o INS e menos para o SUS. Por que não pode ser automático? E o da INS já está defasado. O PET tem ainda outras vantagens para tipos histológicos que não estão no rol do INS. Então, tem muita coisa para crescer. Lá no Rio de Janeiro, mas aí foi o Daniel Soranjo brigando, a gente faz PET-CT para todo pedido que aparece, desde que tenha realmente comprovação científica de que vai funcionar. A gente não se guia, não se limita pelo rol. Isso foi uma atitude pioneira do supercentro. É a... Eu fiquei fã dele, eu não conhecia ele, mas fiquei fã dele. Então, aqui no meu momento, o Tietch, com o Walter, realmente ele agora é todo dia convite para filmar alguma coisa. Esse evento... Talvez vá muito o que o deputado Inácio falou, 400 pessoas na plateia, 3 horas ninguém indo embora. Porque você estava falando com a população. É a população ávida por escutar uma coisa que nunca tinha passado na cabeça dela, o quão sério foi aquilo. O Walter tinha também o Rosenthal Que, salvo engano, era o Paulo Gorgulho na série O Rosenthal era amigo do meu avô Eu lembro, deu moleque E ele irá comendo bolo, me enganando em casa. O vovô fez questão, já no colégio, levar meu avô num evento no Copacabana Palace, para ele poder falar no microfone e elogiar o Rosenthal, porque se não fosse o Rosenthal e o Walter, a gente não teria magnitude... de como é que seria o acidente. Então, esses são os heróis. E meu avô, que era meu ídolo, tinha o Rosenthal como ídolo, olha só... e estava na Senem. Então, por isso que ele falava que a Senem era o celeiro das mentes do Brasil. E aqui, o IPEM, eu vou falar um pouco... Mas sobre o IPEM, porque a medicina nuclear, a gente depende muito do IPEM. Secretária Andréia, botou o microfone na minha mão, vou ter que pedir: "Por favor, ajude o PEN". O IPEM está precisando de RH na produção, está precisando de recursos para a readequação, principalmente para as boas práticas. A gente viveu 50 anos com o IPEM, nunca tivemos um problema com o kit do IPEM. A gente tem um controle de qualidade rigorosíssimo. Nunca tivemos. Por questões regulatórias, o IPEM não pôde mais vender kit, não pôde mais vender radiofármico. O que durante 50 anos fizemos, há 3 anos eu não posso mais fazer, que é comprar kit do IPEM. Mas eu dependo dele porque o gerador de Tecnésio... que é o que chega semanalmente na clínica para poder iluir e fazer a marcação dos exames, Vem do IPEM. semanalmente. E assim, funciona muito bem, mas só tem duas pessoas na dispensação desses geradores. Meu físico foi lá fazer um treinamento, que a gente faz rotineiramente, e falou, doutor Marco, eu estou desesperado, só tem duas pessoas, e um é um senhor de idade que vai entrar na compulsória ano que vem. E só tem duas pessoas Se um fica doente e o outro está de férias, ferrou Entendeu? Então, assim, tá periclitante. E eu não combinei com o Dr. Isaldo, não. Daqui a pouco, ele me culturou assim: "Vai, pede lá, vai lá". Foi, não, porque realmente a gente depende, a medicina nuclear depende do IPEM. Eu posso afirmar, pelos dados que eu tenho da associação, se o IPEM... parar de produzir semana que vem, 95% da medicina nuclear quebra. Porque... O gerador de 2 mil miliquiri, que é o gerador talvez mais vendido, custa R$ 14 mil pelo IPEM. E na empresa privada que hoje tem, custa R$ 48 mil. Então, é impraticável a medicina nuclear sem o IPEM hoje. Agora o IPEM Vamos trabalhar para o IPEM voltar aos áureos tempos, de produzir kits de radiofármicos, de ter radiofarmácia, de ter ensino e pesquisa, como o Marfia falou. Isso tudo, o IPEM é capaz disso. Entendeu? E em relação ao histórico, quando fui fazer residência, doutora maricel me chamou, você que é o Marco, você é filho do José Augusto, não sou neto, neto, meu Deus do céu. Ovo. a primeira dose de iodo radioativo, como foi aqui mostrado em 1957, foi enviado lá para a clínica, para o Vilela Pedras. E ela lembrava, Maricel e doutora Constança, que nos deixou recentemente. Então, a gente tem um histórico muito grande. E a minha função, não é só médico nuclear, eu tenho que carregar esse legado da clínica para minha filha. Meu avô me deixou essa incumbência. Então, eu preciso do IPEM forte para a gente poder manter, não só a clínica, obviamente, mas a medicina nuclear no Brasil, viva viável, podendo atender SUS, pelo dado do Ministério da Saúde, a secretária Andréia, acho que foi a doutora Gadelha, 90% do SUS é atendido em clínica particular. através de convênio. Não é o UFRJ, o FMG, o UF não sei o que, não. É clínica particular que faz credenciamento com o SUS da região e atende E com muita, assim, a gente fez o juramento de Hipócrates, com muita felicidade que eu atendo o paciente do SUS. Entendeu? Entendeu? Então, queria destacar a importância do IPEM, que está embaixo da Senem, que é ligado, assim, um ponto... importantíssimo da Senem, que é a questão de pesquisa e produção, Eu preciso ajudar o IPEM de alguma forma, nem que seja pedindo. Porque eu não tenho poder para isso, mas eu preciso mostrar o quão importante ele é. Acho que tem mais um slide só. Obrigado. E isso aqui, acho que fica muito mais fácil quando a gente vê uma imagem, esse paciente é um câncer de próstata um adulto dos 65 anos, médico, colega até, ele já tinha tirado a próstata, já tinha feito o primeiro ciclo de químio, segundo ciclo de químio, Aí foi para a medicina nuclear. Ele chegou lá sem próstata, já operado, com um PSA de 988. O normal é até 5 com próstata. Sem próstata é indetectável. Chegou quase mil. Mil. multimetastático no PET-PCMA, e a gente vai fazer o teste do PCMA. O PSA dele caiu de 1988 para 0,5%. O paciente que ia... Ia falecer em três meses. ficou bem, não internou, em seis meses não internou, viajou para a Europa, casou a filha, Voltou o câncer. Voltou PSA de 547. O que a gente faz? Vamos repetir o Lutéspio e o PSMA. O que o... Tem um médico nuclear ali. Não é o padrão, não é o praxe. Mas repetimos a segunda linha. Caiu para 0,8. Em um ano e meio não internou e está vivo até hoje. Com o Lutécio para SMA. então assim é isso porque que tá Por que o Senem tem que ser enaltecido? Por que o IPEM tem que ser ajudado? Porque o final está ali. tudo é tudo para chegar aquilo ali passou pelo físico, Passou pela Senem, passou pelo IPEM. Passou pela NSN, que isso aí é regulado. e tem que ser regulado de forma muito veementemente para chegar no médico nuclear, para chegar no físico nuclear, para chegar no biomédico, para a gente ter esse resultado. É para isso aí que a gente trabalha. Entendeu? Então, esse paciente está vivo até hoje e eu não publiquei isso aí no New England, não sei o quê, na Journal, não, não, não. Eu botei isso aí no jornal O Globo. para todo mundo ver uma página assim do Globo do Rio... de literói, para o pessoal ver o que a medícia nuclear pode fazer. Entendeu? Isso pra tentar... Adorei a colocação do senhor. essa comunicação com a população tem que ser não só do ponto de vista médico, mas tem que ser mais aberta para poder desmistificar Essa questão nuclear. Acho que é só isso, o resto eu queria Parabenizar o Senem, que vem mais de 70 anos Por aí, e o IPEM também Eu sou eterno fã do de todas as instituições. Obrigado, gente.
© 2026 O Congresso.
Todos os direitos reservados.