André Jácomo

André Jácomo

Diretor de Pesquisa da Nexus - FSB Holding - Nexus - FSB Holding

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09 de jun, 15:38

COMISSÃO EXTERNA SOBRE OS ATOS DE PIRATARIA E A AGENDA DO "BRASIL LEGAL"

Transcrição automática

Bem, obrigado, deputado Júlio. Obrigado, Cássio. Obrigado, doutor Fernando Pimentel. Gente, eu vou começar aqui a minha apresentação Com um resumo... dessa pesquisa que a CNI divulgou hoje, junto com a gente da Nexus, para medir a insegurança patrimonial que a indústria brasileira vive hoje. Como o Dr. Cássio comentou bem, o Dr. Fernando Pimentel esteve conosco aqui nesse grupo de trabalho que esteve debatendo essa pesquisa, debateu o questionário, teve um grande desafio, que era o seguinte, precisamos medir, precisamos quantificar precisamos trazer um número sobre Quantas indústrias no Brasil hoje sofrem com a insegurança patrimonial? E a insegurança patrimonial aqui, gente, que eu vou apresentar para vocês os dados... Vou mostrar dados sobre a insegurança em relação... a crimes cibernéticos, Vou falar para vocês aqui em relação à insegurança relacionada ao transporte de carga. Vou falar aqui com vocês também sobre a insegurança relacionada à própria instalação física, à própria planta industrial. para a gente trazer esses números aqui, falar sobre essas questões que são inéditas, né, Cássio? Nunca teve uma pesquisa no Brasil que trouxesse esses números. E a gente falar aqui sobre qual é o custo que isso envolve para a indústria brasileira, e qual é o custo que isso envolve também no custo Brasil. Enfim, quanto que isso é uma medida que agrava o custo Brasil na nossa produtividade. Então, pessoal, os resultados que eu vou apresentar para vocês aqui agora são relacionados a uma pesquisa de opinião que a gente fez com os empresários industriais no Brasil, em que eu vou apresentar logo para vocês aqui de cara alguns dos principais números e vou montando aqui para vocês depois qual é a narrativa que a gente encontrou aqui com essa pesquisa. Acho que, primeiro, quando a gente fala sobre o custo Brasil e tudo o que envolve o custo de produzir no Brasil, quando a gente perguntou para os empresários e para as empresárias industriais do país, 81%, 8 em cada 10, concordam, então, que a insegurança contribui para o custo Brasil. Além da questão tributária, além de outras várias questões que contribuem para o custo Brasil, a segurança ou a insegurança também é um fator que adiciona um custo a mais à nossa produção. E, além disso, 45% dos empresários e das empresárias industriais hoje no país dizem que qualquer tipo de custo que se tenha, seja para colocar uma câmera na sua indústria, para ter algum tipo de rastreio da frota, para poder ter algum tipo de segurança de dados, isso acaba encarecendo, de um modo geral, os produtos que eles ou que elas produzem. E por fim, gente, um outro dado que também é bem impactante aqui na pesquisa, que eu vou mostrar para vocês, é que seis em cada dez indústrias dizem, e aí relacionado ao transporte, que a insegurança também aumenta o custo final do produto. Ou seja, a gente está falando aqui, de fato, que a insegurança... é uma variável que importa muito para a nossa produtividade, importa muito para o nosso custo. E trazendo, gente, três grandes números, que são os três principais aqui da pesquisa. Porque a gente perguntou para esses empresários, a gente perguntou para essas empresárias que participaram da pesquisa, sim ou não? Você já sofreu algum tipo de dano de ataque cibernético? 17% disseram que sim. Não tinha um número no Brasil sobre isso, não é, doutor Cássio? É a primeira vez que a gente tem isso. E quando a gente coloca que 17% já tiveram perto de 20% das indústrias que já falaram que também sim, sofreram com roubo de cargas rodoviárias, e que 16% também sim, sofreram algum tipo de crime dentro... da sua planta, pode ser algum tipo de roubo, furto ou dano, a gente está falando que é um ou outro ou outro. A gente está falando de um contingente grande. Se a gente fosse colocar aqui, em termos percentuais, do tanto... de CNPJs, de empresas que a indústria no Brasil hoje representa. E esses números, pessoal, a gente chegou aqui falando um pouquinho sobre como foi feito esse trabalho, numa pesquisa que a gente entrevistou, então, mil empresários e mil empresárias da indústria numa amostra que representou o que é o retrato da indústria brasileira, de acordo com a RAIS, de acordo com a Receita Federal, pelo porte da indústria. Então, a gente entrevistou aqui 500 donos, sócios de indústrias de pequeno porte. e outros 500 de indústrias médias e grandes, que vocês vão ver aqui, a comparação desses resultados. Sempre tem ali a anotação, o quadradinho pequenininho com as indústrias de pequeno porte, o quadradinho maior com as indústrias de grande, médio e forte. E também vou mostrar para vocês aqui os resultados, sempre Brasil, mas também olhando para segmentações regionais, porque também a gente vai encontrar aqui um degradê sobre como a indústria no Brasil sofre com a insegurança a partir das regiões. Tem diferença do sul, tem diferença para o sudeste, tem diferença para o nordeste. Então, vocês sempre vão ver ali as setinhas indicando esses resultados a partir... das regiões. Então, vamos lá apresentar para vocês os dados. Primeiro, falando sobre essa questão de segurança de dados sensíveis. Mostrando para vocês um dado aqui, que eu já tinha apresentado, que 17% das indústrias do país disseram que sim, já sofreram com algum tipo de dano, de dados digitais sensíveis, como vazamentos ou ataques de hackers, sequestros de dados. E a gente vê isso, que isso é um pouco maior. nas indústrias da região sul e nas indústrias de pequeno porte, Porque, obviamente, tem a ver com o investimento. Tem a ver com o prejuízo também, que o impacto principal foi de perda financeira direta, com esse tipo de... insegurança cibernética, ou pegar aqui a segunda, mas o que ocorreu com maior frequência, que foi até mesmo a interrupção da produção, paralisação de produção, ou seja, um tipo de dano até mesmo incalculável, além da questão da perda financeira direta. E para falar ainda mais também sobre a insegurança cibernética, a gente perguntou para as indústrias do país O que as indústrias hoje fazem para garantir a segurança dos dados sensíveis e a sua segurança digital? E a gente está vendo ali, pessoal, que as duas coisas que as indústrias mais fazem hoje são questões que estão relacionadas, primeiro... a backup de dados, que faz parte do padrão, faz parte da rotina de segurança de dados. Mas tem um investimento associado aí também. Dr. Castro, a gente vai falar muito aqui sobre o que a indústria tem que absorver de custo em relação a suprir o problema da insegurança patrimonial. Ali também o investimento em softwares como antivírus, fires ou qualquer outro tipo de coisa. entra como uma questão de custo, junto com outras que foram citadas também, como a implementação de políticas de acesso a senhas robustas, treinamentos de funcionários, contratação de uma equipe especializada, externa ou interna, em cibersegurança, enfim, isso vai aumentando os custos gerais, em que, se a gente fosse somar aqui tudo, a gente vai falar sobre cada um desses tipos de inseguranças, no plural, o custo que as indústrias no Brasil têm hoje, para poder torná-las mais seguras em relação à segurança de dados, gira em torno... de 0,5% do seu faturamento. Mas isso, gente, a gente está falando aqui primeiro da insegurança digital. A gente vai colocar de carga, a gente vai colocar mais uma pecinha em relação também a própria questão das próprias plantas industriais, e a gente vai tentar calcular o quanto que isso impacta de forma geral. Falando aqui agora sobre a segurança ou segurança, como as indústrias hoje estão lidando com a insegurança de carga rodoviária, O dado que eu tinha já apresentado aqui para vocês é que uma em cada cinco indústrias no Brasil já tiveram cargas rodoviárias roubadas ou furtadas, e isso é um pouco mais grave do que a média Primeiro, na região sudeste, com 21%. Por exemplo, na região nordeste, isso foi 12% do que a gente mensurou aqui na pesquisa. E também nas indústrias de médio e grande porte, que a gente está falando ali. Se a média é 20%, para esse público... Foi de 26%. Tá? E aí, Aonde? A gente perguntou. Mas onde que foi esse furto? Onde que foi o roubo da sua carga? Para 70% das indústrias que foram roubadas, que foram furtadas, isso aconteceu nas estradas brasileiras, que é relevante a gente pensar aqui sobre toda a questão logística que envolve transportar cargas no Brasil. Mas tem um detalhe importante. Soma mais de 100%, pessoal, porque pode ter o roubo na estrada ou dentro da cidade. E a gente está vendo ali que, em área urbana, ou seja, o caminhão saindo da planta, fazendo um transporte, ainda dentro de uma zona urbana, sem passar pelas rodovias, equivale a quase metade das indústrias que sofreram algum tipo de roubo. nesse período que a gente está conversando aqui sobre a pesquisa. Depois vem a questão de armazém, terminal de cargas e postos de gasolina, representa só 16%. Então, é na estrada e mesmo dentro da área urbana que tem um peso bastante relevante. E olhando para custo, a gente também perguntou para os empresários e para as empresárias, o que você está fazendo? para evitar, então, roubo e furto da sua carga. A gente está falando aqui que o custo principal é com seguro de carga, a gente vai falar um pouco sobre seguro de carga, logo, logo, aqui um pouquinho mais dentro da pesquisa, mas também vem em segundo lugar, com 31%, o investimento em equipamento de rastreio, treinamento de motorista, terceirização do transporte, contratação de segurança armada, ou seja, é mais um custo, que está sendo embutido aqui para se produzir hoje dentro do Brasil, Como eu falei, hoje muitas das indústrias recorrem, então, a frota de transportadoras terceirizadas, quase metade delas, até uma forma da questão de segurança. E qual é o grande ponto? Quanto isso impacta no custo final do produto produzido. Seis em cada dez indústrias no Brasil dizem que isso tem um impacto, seja ele um aumento significativo de 9%, ou moderado de 27, ou mesmo um pouco de 26, mas a gente precisa quantificar. Seis em cada dez indústrias, então, relatam um aumento dos custos finais, por conta da segurança de transporte. E num ponto, pessoal, que se isso está aumentando ou diminuindo ao longo do tempo, 56% das indústrias dizem que esse custo para aumentar a sua segurança em relação ao transporte de carga permaneceu igual nos últimos cinco anos, mas igual num patamar elevado, provavelmente, mas dentro da lógica entre aumentar e diminuir, 38% disseram que aumentaram nos últimos cinco anos, contra só 3% que falaram que diminuíram esse custo nos últimos cinco anos, para a gente falar um pouco dessa inflação que é a inflação, do medo, a inflação, da insegurança no país. Chegando quase no final aqui da minha apresentação, vou aqui também trazer o capítulo para vocês dos resultados sobre segurança nas fábricas e instalações, resgatando o número que 16% das indústrias no país hoje já relataram roubo, furto ou vandalismo, Isso é maior na região Norte e Centro-Oeste e maior nas indústrias de pequeno porte, porque, obviamente, isso envolve Um investimento. A gente vai falar logo, logo. Mas, olhar o que foi roubado, foi danificado, foi furtado dentro das indústrias do país. Principalmente, fio, cabo ou metal, para 60%. Logo em seguida, em segundo lugar, apareceu ferramenta, com 31%. e depois um conjunto que aparece numericamente muito próximo, que é máquina, equipamento de produção, computador ou matéria-prima, Mas o principal roubo hoje nas indústrias é em relação a fios, cabos, ou metais. que envolve... Um investimento alto também. Porque a gente perguntou, então, o que você, empresário ou empresária da indústria, faz hoje? para aumentar a segurança dentro da sua empresa, dentro da sua instalação. O dado que eu chamo a atenção ali embaixo é que só 4% diz que não tem nada. 96% diz que gasta dinheiro com alguma coisa. sendo 92% com um sistema de vigilância, 41% com equipe de segurança terceirizada, 20% com equipe própria, E 7% com algum tipo de transporte especial ou escolta para funcionários também. como sendo um tipo de custo, as fábricas sendo vigiadas. Também tendo a questão de seguro, mais um custo embutido aqui. onde a gente mediu que sete em cada dez indústrias no país tem algum tipo de seguro, para sua fábrica, para sua instalação, para qualquer tipo de roubo. que também vem relatando um aumento do prêmio desse seguro. Porque a gente também perguntou se nos últimos cinco anos o preço desse seguro aumentou, ficou igual ou diminuiu, Para mais da metade dos empresários e das empresárias da indústria, dizem que esse preço aumentou só 4%. Diz que diminuiu. Seguindo... E, dentro desse caso, colocando aqui mais uma pecinha, também o investimento que as indústrias no Brasil têm hoje para contratar seguro para o seu patrimônio físico está aqui colocado para próximo de 0,5%, ou seja, somadas as duas, dão 1% do faturamento. E aí, chegando no final da minha apresentação, falar sobre percepções gerais e o que os empresários e as empresárias da indústria demandam do poder público e demandam como ações de políticas públicas, não é, doutor Pimentel? para a gente falar aqui sobre como aumentar a segurança patrimonial. Primeiro dado, é um sentimento aqui, gente, relatado na pesquisa, de insegurança generalizada. Porque a gente perguntou, nos últimos cinco anos... Qual é a sua sensação de segurança? Se aumentou ou diminuiu? em relação ao período do passado. E a gente tem que só 4% das indústrias, das empresas, que relatam melhora no cenário de segurança. 25% falam que aumentou, ficou mais grave... esse problema. E que, nesse sentido, 8 em cada 10 indústrias no país... percebem, então, que a insegurança causa um impacto na competitividade. Seja ele 7% muito alto, 25% alto, 37% moderado ou mesmo baixo, mas 8 em cada 10 indústrias no Brasil relatam, então, um impacto na insegurança dentro da produtividade. Por quê? E onde está esse custo? A gente falar um pouco sobre aonde que, então, os empresários estão falando que ficou mais afetado. em relação a essa insegurança. principalmente no custo de segurança de vigilância, bem em primeiro lugar, até mais no custo logístico, de rotas mais longas, ou veículos blindados, ou escolta, ou mesmo por dano e furto. A questão que a gente está falando aqui, sobre a segurança interna, ou a segurança da própria instalação, sendo essa mais grave, ou aquela que os empresários dizem que foi a mais afetada nos últimos cinco anos, pela questão da insegurança. Como a gente está chamando aqui na pesquisa, pessoal, tem a ver um pouco com um combustível do crime. que vê com esse fomento tudo em relação ao mercado ilegal, como o senhor estava falando, deputado, em que, para mais da metade dos empresários e das empresárias da indústria, vê então que nos últimos cinco anos aumentou a circulação de produção ou de mercadorias no mercado informal ilegal, numa sensação, enquanto eles empresários, elas empresárias também. que tem uma percepção de efeito dominó. Quando a gente perguntou sobre essa questão do preço, do impacto... no custo Brasil 8 em cada 10 empresários do país dizem, sim, que a insegurança contribui dentre uma série de questões para o custo Brasil também. que é o que a gente está chamando aqui dentro da pesquisa da inflação do medo. e que também é um dado bem impactante, que 73% dos empresários e das empresárias dizem, então, que esses investimentos que acabam tendo que fazer em segurança, segurança da indústria, da planta, da carga de dados, impactam, então, o custo final do produto. impactam, afinal de contas, para o brasileiro, que consome os produtos produzidos na indústria. E, para acabar, o que que, então, hoje... o setor industrial demanda do poder público para falar de políticas públicas que resolvam o problema da insegurança. Em primeiro lugar, e na verdade a gente está falando de um primeiro e um segundo lugar que numericamente estão bem próximas, é, número um, o aumento do policiamento, em áreas industriais, e estamos vendo como essa questão do roubo em zona e também sobre a questão de danos físicos às instalações das indústrias, tão associadas a uma percepção de que isso é uma solução, viável E, em segundo lugar, vem também o reforço de segurança em rodovias e transporte de cargas juntas. 54, 53, está bem dentro da margem de erro da pesquisa, junto com uma série de outras questões. Por exemplo, Não é desprezível a gente falar que quase metade dos empresários e das empresárias que falam que esse investimento em infraestrutura logística do país, seja melhorar as estradas, iluminação, o monitoramento, ou mesmo uma questão que depende aqui de uma agenda regulatória, do país, que é aperfeiçoar a nossa legislação e as penalidades contra roubo e furto de cargas, também importante, mas uma demanda por policiamento, uma demanda por reforço de segurança de rodovias, sendo essas as principais demandas endereçadas aqui na pesquisa. Enfim, era isso. Como eu falei aqui, pessoal, a pesquisa foi divulgada hoje. Ela tem outros dados. Aqui é um pouco do que é o mais importante, do que, de fato, a gente quer trazer para o debate público. e para contribuir aqui com a audiência. Muito obrigado. Muito obrigado.

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