
A Coordenadora do Programa de Doação de Corpos - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - UFCSPA esclarece que a doação de corpos não está vinculada a hospitais ou ao mesmo perfil de doadores de órgãos. O doador de corpo é uma pessoa instruída que toma a decisão de forma autônoma, por desejo próprio e após buscar informações sobre o processo.
A Coordenadora do Programa de Doação de Corpos - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - UFCSPA esclarece que os modelos de programas de doação de corpos utilizados no Brasil não são invenção local, mas inspirados em práticas internacionais, especialmente europeias e americanas. Destaca que, diante da escassez de corpos não reclamados em universidades públicas, buscou-se soluções já implantadas no exterior, como o programa da Universidade de Toledo, em Ohio, criado por um brasileiro. Ressalta que existe uma estrutura técnica e jurídica consolidada, validada pela Procuradoria, que serve de referência para outras instituições brasileiras.
A Coordenadora do Programa de Doação de Corpos - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - UFCSPA argumenta que modelos de centralização da distribuição de corpos doados, como os observados no Paraná e em Pernambuco, têm se mostrado ineficazes. Segundo a coordenadora, esses sistemas centralizados afastam os doadores voluntários, tornando o processo impessoal e insuficiente para suprir a demanda de todas as universidades vinculadas. Ela defende que, devido às diferenças de contexto entre a doação em vida e o recebimento de corpos não reclamados, a gestão descentralizada baseada em programas de doação voluntária direta tem apresentado resultados mais sólidos ao longo do tempo.
A Coordenadora do Programa de Doação de Corpos - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - UFCSPA explica o funcionamento da doação voluntária de corpos para fins de ensino e pesquisa, ressaltando o respeito à vontade manifestada em vida pelo doador. A especialista analisa um projeto de lei que visa consolidar as regras sobre a doação de corpos e a destinação de cadáveres não reclamados, sugerindo ajustes técnicos quanto à definição das instituições receptoras e ao destino final dos remanescentes biológicos, que podem passar por incineração ou cremação. A coordenadora enfatiza a necessidade de regulamentação clara para evitar o comércio de corpos e menciona que sua instituição prioriza a doação voluntária em detrimento do recebimento de corpos não reclamados.
A Coordenadora do Programa de Doação de Corpos - UFCSPA defende a regulação nacional da doação voluntária de corpos para ensino e pesquisa, destacando a escassez de corpos não reclamados e a importância pedagógica e ética do uso de cadáveres na formação médica, além de apresentar o perfil altruísta dos doadores.
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