Renísia Filice

Renísia Filice

Representante - Redes Antirracistas (MIR/UnB)

Últimos Discursos

30 de jun, 12:08

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

Resumo Inteligente

A Representante - Redes Antirracistas (MIR/UnB) discute a importância de aproximar a universidade de territórios e movimentos sociais, destacando a iniciativa "Redes Antirracistas". O projeto, fruto de parceria com o Ministério da Igualdade Racial, concedeu bolsas de estudo para doutores, mestres e estudantes, gerando impactos significativos em locais como Araucária, apesar dos valores reduzidos das bolsas. A oradora critica a falta de vontade política para ampliar investimentos na área e agradece o apoio de parlamentares e partidos progressistas.

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30 de jun, 10:45

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

Resumo Inteligente

A Representante - Redes Antirracistas (MIR/UnB) defende a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros e Negras, destacando a invisibilidade e as barreiras que pesquisadores negros enfrentam em órgãos como CAPES e CNPq. Ressalta a necessidade de valorizar a capacidade técnica de pesquisadores negros, menciona o orgulho da trajetória de seus alunos e convida os presentes a participarem de um evento sobre a questão racial que será realizado na Universidade de Brasília.

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30 de jun, 10:26

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

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Olá, bom dia, tudo bem? Você vai colocar... é possível? Bom dia, colocar o slide? Rapidão. E aí, quantos... Se puder contar o tempo. Obrigado. Bom dia a todos, todas e todes. Cumprimento a mesa em nome do deputado Chico Alencar. Agradeço imensamente. Eu abaixei a cabeça quando eu levantei e vi tantas pessoas negras. Eu me senti muito feliz por estar participando aqui desse momento tão importante, dessa audiência pública que vai discutir justiça climática, racismo ambiental e cidades resilientes. Eu não pensei que a gente ia estar aqui para viver isso. Isso é muito bom. mas principalmente também como uma pessoa negra ativista. E vim aqui também em nome da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, apresentar um projeto nosso que é internacional, que é o Tecendo Redes Antirracista, que é um diálogo com o continente africano de língua oficial portuguesa, o Brasil e Portugal com pessoas antirracistas. Mas principalmente falar que dessa parceria internacional também temos a parceria nacional, que é o Rede Antirracista. que é um projeto que nasce de um TED da Universidade de Brasília, junto com o Ministério da Igualdade Racial. Ah, tá. Pode passar, por favor. O que nós... Obrigado. Que vai passar? Então, o que nós fazemos aqui para vocês, gente, o projeto de redes antirracistas, eu vou tentar ser bem rápida, é uma parceria com o Mir, e nós temos três eixos, que é o Observatório de Políticas de Igualdade Racial, o PRONEABES e o PRONPJ. O PIR, vocês já sabem que é o Observatório, o PRONEABES, hoje eu sou coordenadora nacional dos núcleos dos afro-brasileiros, nós temos 617 núcleos vinculados à BPN. para pensar justamente a relação entre justiça climática, racismo ambiental e cidades resilientes, que é exatamente isso que a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros está completamente imersa e fazendo há mais de 20 anos. E nós somos acadêmicos negros e negras inexistentes na CAPES, no CNPq, nós não existimos no nosso fazer. Então, a gente está trazendo aqui para vocês como essa parceria com o MIR foi extremamente fundamental. projetos inscritos em todas as regiões brasileiras. A perspectiva intersetorial, transversal e interseccional foi fundamental no encaminhamento e seleção desses editais. Desses, 15 foram selecionados, 5 em cada regiões, em cada um dos núcleos, do Observatório, do NEABES e do PRO-NPJ, que é Núcleo de Práticas Jurídicas. Então, eu vou mostrar para vocês um pouco da atuação desses três em alguns projetos que eu trouxe para vocês. Pode passar, por favor. Bom, primeiro que eu acho que é super importante falar para vocês é sobre o projeto, um dos projetos que cabe completamente, eu estava lendo aqui a nota técnica, correndo aqui, que foi entregue, parabéns pelo Gueredez e todas as instituições envolvidas, que fala muito sobre a importância dessa relação entre discussão do racismo ambiental, territórios e pensar como que essas pessoas que estão do Brasil profundo, essas políticas não chegam até elas, os gestores não percebem a nossa forma de ser existir diferenciada. na região norte do Pará, do país, desculpa, e foi coordenado pela professora Nadine da UFPA. E foi um trabalho fundamental, fenomenal, em que ela fez um mapeamento de comunidades na região de São José do Patuaté, para a Toateia, a África e a Laranjituba, e o que ela analisou? Quais eram as estruturas que existiam naquele local para que, no nosso governo federal, políticas cheguem pelo telesaúde até essas comunidades. Então, ela fez uma análise dos lugares que a infraestrutura estava mais qualificada para receber essas comunicações, mas ela também percebeu essas informações, essas orientações da saúde por parte do governo federal, ponto de vista da percepção dos territórios. Então, esse projeto foi um levantamento no Brasil profundo dessa professora e percebeu o risco de aprofundamento das desigualdades territoriales pelo uso de tecnologias sem compromisso ético, que é um pouco o que a colega falou, os alertas sobre o racismo algoritmo em territórios históricos, o reconhecimento também de como as comunidades têm feito para dar conta dessa possibilidade de replicar as informações que estão chegando até o governo federal. parceria com o Mir, e nós gostaríamos de dizer que o impacto dele é profundo para o Norte, para essa região e para todos nós. O Rede Afropop foi um outro projeto que... trabalhou com câncer de pele em pessoas negras. Foi coordenado pela Unicamp, a professora Carmen. Então, o que ele mostrou? Ele mostrou como que as mudanças climáticas, o sol excessivo, hiena e outras coisas, atingem profundamente o câncer de pele em pessoas negras. Câncer em que pessoas brancas já não morrem mais, pessoas negras estão morrendo. Por quê? Porque não é considerado manchas em pele de pessoas negras. Nem pelo sistema de saúde, nem pelo governo, e muito menos pelas pessoas negras. Elas não procuram. Quando elas chegam a procurar, elas já estão morrendo. Não dá tempo. Então, é um trabalho belíssimo que foi desenvolvido pela Unicamp, que foi uma das universidades selecionadas. muito tardio e as campanhas são racialmente excludentes. Entende? Então, tem todo um trabalho da Unicamp agora que a gente precisa dar continuidade, e foi um projeto potente, mas com pouco recurso, e a gente precisa continuar. Então, tem também recomendações. Uma das recomendações da Unicamp, no NEAB da Unicamp, do NEAB da UFPA, não se esqueçam que nós estamos em parceria com o Núcleo Estudos Afro-Brasileiros, da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, é pensar o desenvolvimento não só de protetor solar para pele negra, como políticas de equidade e também formação para agentes de saúde nesse sentido. Pode passar, por favor. Um outro elemento que também nos chama a atenção é a educação escolar quilombola e justiça espacial. A gente trouxe a região sudeste. Então, o que a gente está pensando? O que é uma justiça espacial? No mapeamento que a gente fez, nós percebemos que a distribuição desigual de serviços públicos e exposição desproporcional de comunidades negras e estes ambientais. Isso nós percebemos nos 15 projetos que nós acompanhamos. Uma infraestrutura negada, ausência de saneamento e acesso à água como forma de violência ambiental racializada. e de tecnologias para defesa do território de quilombolas da Costa Verde, diagnóstico precariedade fundiária, vai comprometer o planejamento de políticas climáticas a longo prazo. A distribuição injusta de recursos e serviços públicos impacta diretamente os territórios. Esse projeto Educação Escolar Quilombola e Justiça Espacial da Federal Fluminense nos levou a essa compreensão. um desenho georreferencial institucionalizado do que são os territórios quilombolas. O trabalho que foi feito pelo professor Diogo, da Federal Fluminense, mostrou que os quilombos, na perspectiva da vivência quilombola, ele extrapola o que é São Paulo e o que é Rio de Janeiro. E os territórios vão... invadindo esses espaços. É preciso que a gente compreenda que existe outra forma de existir dessas comunidades. Então, esses territórios se tornam vulneráveis também, a partir do desenho geopolítico que é dado para cada território. Não, mas o território não acaba aqui, acaba ali. Mas o município não reconhece isso. Então, a política acaba em São Paulo. Mas, esperem um pouquinho, nosso território vai até ali. Atravessou a divisa, é o que a colega está falando. Mas os gestores não percebem. Então, se tornam territórios vulneráveis. A maioria das comunidades quilombolas mapeadas, sem titulação definitiva, ausência de segurança territorial, e a titularização que existe, muitas vezes, ela não reconhece a própria forma de vivência. São perspectivas de mundo, de corpos, territórios muito semelhantes. Porque os corpos, territórios, eles não se limitam pelo que os gestores entendem, mas como eles vivem e como eles cuidam dessa comunidade. Nós precisamos fazer informação nesse sentido, para que a gente desista e perceba que outros mundos, outras cosmopercepções estão em curso nesse planeta. Então, a educação como resistência é exatamente isso. Esse projeto da Federal Fluminense vai mostrar um currículo que precisa ser contextualizado saúde e água ao projeto pedagógico da escola. Isso precisa ser trabalhado. Pode passar por gentileza. Um outro que a gente trouxe para falar para vocês, que vai lidar muito com o eixo de cidades resilientes, disputas urbanas e território negro, é o último eixo, que é o Prática Jurídica, Justiça Racial e Patrimônio Urbano, que tem a ver com o Núcleo de Práticas Jurídicas, que é o eixo 3, que tem uma potência gigantesca. Para falar a verdade, o Núcleo de Práticas Jurídicas mas não sou os olhos sobre ele. E a gente tentou mostrar que não, que não é só no sentido de criar protocolos, indicar pessoas, ou fazer protocolos de como combater o racismo. Isso é importante? Isso é importante. Mas é para além disso, porque às vezes o protocolo engessa, porque a nossa realidade é diversa, é múltipla. Então, a gente precisa fazer outros movimentos semelhantes. Por isso que o Coneabes, com 617, Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros no Brasil inteiro, é de extrema importância também nessa parceria. Justiça Racial e Patrimônio Urbano, apresentado pela UFBA da região Nordeste, nos mostrou. O que ele faz? A defesa das comunidades negras em Salvador, ameaçada por especulação imobiliária, na ladeira da Conceição, foi onde foi o locus de pesquisa desse projeto. Deu assessoria jurídica popular em diferentes disputas de uso campeão e reintegração de posse, revisão participativa do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, uma parceria com a Associação dos Amigos dessa parte de Salvador, em parceria com a Defensoria Pública da Bahia, e tem uma conexão com cidades resilientes. O que é resiliência? É a resistência ao embranquecimento urbano, é uma luta por cidades que inclua sua população negra. É o que a colega da ponta está dizendo. A permanência... Desculpe, eu não gravei o seu nome, me desculpe. A permanência nos territórios históricos é uma resiliência cultural, social e climática. A morosidade seletiva judicial expõe desigualdades na proteção ambiental e patrimonial. como patrimônio material. Tudo isso são partes que estão na perspectiva da educação, estão na perspectiva do núcleo de práticas jurídicas, que tem que dar assistência para essas pessoas, mas há também uma parte cultural e educacional, que é uma perspectiva de compreensão e imersão nesse Brasil profundo. Por isso que a relação é intersetorial, transversal e interseccional, com quem nós estamos dialogando. É inseparável gênero, raça, classe, territórios nessa discussão. Pode passar, por favor, eu acho que a gente está na última. a importância desse projeto de fortalecimento da Associação de Brasileiros de Pesquisadores Negros, que nós temos feito um esforço gigantesco para pensar a educação das relações sociais, gênero, racismo, racismo ambiental, mas, principalmente, na perspectiva do racismo ambiental e orçamento público e planejamento, é onde nós temos menos recursos de investimento. Nós estamos investindo loucamente, mas parece que a gente está enxugando gelo. A gente não consegue caminhar. Eu sei que a maioria que está aqui negra e não negra também, envolvida com essa temática, com essa discussão do Brasil profundo, entende o que eu estou dizendo. O planejamento orçamentário segue subrepresentado, indicando uma agenda prioritária para os próximos projetos, não só do Tecendo Redes, mas com outro Brasil possível. Pode passar, por favor. Então, pronto, a convergência das três lentes sobre o mesmo problema. Racismo ambiental, uma exposição desproporcional de comunidades negras e quilombolas a riscos ambientais, que é o que a amiga falou. A invisibilidade nos diagnósticos e políticos feitos pelos neabes, por exemplo, o que vários grupos negros têm feito e não tem sido considerado. ausência de saneamento e água em quilombos como violência estrutural. Telesaúde, que é aquele projeto que foi pensado pelo Pará, que vai nos mostrar as tecnologias digitais com riscos de racismo e algoritmo territorial. Cidades resilientes, luta pela permanência, pela comunidades negras nos centros históricos urbanos, essa expulsão que é histórica no país, o senhor sabe disso muito bem, fala disso muito bem, sempre. Disputa do plano diretor como instrumento de inclusão racial. de sustentabilidade urbana. Os três eixos convergem na luta antirracista pelo direito ao território, à saúde e à cidade. Pode passar, que eu acho que finalizou. Bom, como pouco, com pouco, movemos o mundo, né? Eu acho que é isso que a gente está fazendo. Quais são os próximos prazos? Ampliar os temas de racismo ambiental e orçamento público nos próximos editais, dos NEABs, da BPN, dizer que nós existimos, fortalecer essa parceria com o Ministério da Igualdade Racial, com o Ministério de Direitos Humanos, com os outros ministérios, consolidar o Observatório de Rede Antirracista como repositório de dados climáticos, que esse observatório foi criado no âmbito da Universidade de Brasília, inclusivas. Fortalecer também, falar para vocês, que nós temos agora um Copenic, um congresso pesquisado de euros negros, que vai acontecer na UNB, e nós temos 3.500 pessoas inscritas 3 mil trabalhos, é um projeto que vai ter até 4 mil, vai acontecer que não, NB, e pessoas negras, não negras, mas majoritamente pessoas negras, estarão mostrando esses projetos em todas as áreas do Brasil. Ah, não tem pesquisador negro e fala que saúde, a gente mostrou que tem. Ah, porque não tem médico negro, a gente mostra que tem. Nós estamos nessa forma, e eu vim aqui para mostrar também esse trabalho, eu não estou só, como diz a colega. E pronto, é a continuidade do TED-MIR para aprofundamento dos projetos e cursos. Obrigada, gente. Está tudo na internet.

0:0014:08
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