
Eu Cíntia Mariah, eu quero iniciar esse momento, com agradecimento profundo às minhas ancestrais. Eu acho que se não fosse por elas, né por todos eles que lutaram por nós, que foram ali com muita honra, com muita memória, muita resistência, que nos inspiram e me dão força pra continuar com essa luta e com esse trabalho. Eu agradeço imensamente, Gianni Nascimento, Maíra Brito, né, pela exposição as curadoras da exposição. Elas me trouxeram como mentora e artista também nesse processo. E são, vozes aqui, né dentro da trazendo a nossa cultura pra pro pros corredores e pra que todo mundo tenha essa visibilidade. Eu também quero, trazer aqui, eu acho que é 1 coisa assim que, nesses meus 20 anos de carreira, me colocam sempre em condições. E eu não estou falando só por mim. Eu acho que eu vim aqui hoje por coletivo de mulheres pretas. Mulheres que fazem, muitas ações, sem apoio, né esse esse mês de novembro todo mundo quer trazer momentos lindos, momentos maravilhosos, mas a gente tem apagamento das nossas vozes. Apagamento de nós contra mulheres pretas, do nosso posicionamento social cultural, eu falo que somos arquitetas desde lá das negras crioulas do século 18 19 que eram mulheres que traziam a toda a construção social na rua, com o seu comércio de ganho, né, com as suas participações dentro das irmandades, dentro dos terreiros, e é por essas mulheres e por mim também, né, que eu venho trazer essa voz hoje. Eu estou aqui na condição da gente de fazer todo mundo que está aqui pensar, né, como contribuir pra que nossas ações continuem, pra que nós tenhamos ali aquele momento não só de fazer 1 ação que muitas vezes a gente acaba mexendo no nosso próprio orçamento e a gente sabe que na condição desse país, as mulheres pretas principalmente, constroem muitas coisas, mas estão ali, num lugar de receberem menos, de serem desumanizadas, desvalorizadas, e nós fazemos nossas ações acontecerem. A primeira coisa que querem tirar de nós quando nós temos projeto é o dinheiro, mas nós sabemos trabalhar na escassez, mas nós estamos cansadas também de trabalhar nessa escassez, então quem quiser apoiar os nossos projetos, que principalmente na parte estrutural e financeira será muito bemvindo. Porque nós temos a capacidade também de fazer as mudanças, de fazer mudanças significativas pra sociedade, né. O o afro futurismo e eu como representante do afro futurismo brasileiro, agradeço à juventude, né por estar aqui, porque nós pensamos, trabalhamos com os ensinamentos do passado dos nossos ancestrais, pra que vocês e as próximas gerações tenham condições melhores, tenham as oportunidades que nós estamos dando. E acho que essa sessão é importante pra gente abrir esses caminhos. Pra que a gente possa abrir a a possibilidade de existência de vocês e a possibilidade de serem o que vocês quiserem, não aquilo que nos impuseram durante tanto tempo. Eu quero agradecer a mesa, quero agradecer a todo mundo aqui presente. Espero que nos próximos eventos, nos próximos 20 de novembro, né 1 data assim tão importante pra nós, nós tenhamos cada vez mais pessoas pretas envolvidas nessas ações mostrando tanto a nossa mobilização artística quanto também as nossas progressões sociais. Agradeço a todo mundo. Muito obrigada.
A Participante questionou sobre a atuação da frente parlamentar em relação à aplicabilidade das leis ambientais, especialmente uma lei sobre sacolas no Distrito Federal. Ela destacou a necessidade de maior conexão entre a frente parlamentar e a legislação, visando a efetivação das leis para o meio ambiente.
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