João Jorge Rodrigues

João Jorge Rodrigues

Presidente da Fundação Cultural Palmares

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29 de nov, 10:24

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São generosamente, nós temos muitos feriados nacionais. Somente permite carnaval de rua, ir pra praia, sambar, bater no peito e dizer, axé, zumbi, nós vencemos. Obrigado.

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29 de nov, 10:14

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Todos e todas, quero saudar a deputada residente bispo, o deputado Vicente Sil, meu companheiro de muitas e muitas incríveis jornadas, Fernanda Tomás, Iara Bento e a deputada Dandara, que tem dos nomes das mulheres importantes do Quilometro Palmares. Dia 20 de novembro agora, nós estivemos em Alagoas, na Serra da Barriga, para comemorar o primeiro feriado, brasileiro, dedicado à memória do povo negro, do povo afro, dos trabalhadores do Brasil, em especial, o símbolo da nossa profunda resistência. E aquele lugar tão nobre, solo sagrado de história, de meio ambiente, de espiritualidade, recebeu a ministra Margarete Menezes, a ministra da cultura, que mandou abraço a a essa sessão, por mais não pude estar aqui presente. Eu sou o presidente da Fundação Cultural Palmares, que junto com o Vicente e outros, ajudamos a criar em 22, de agosto de 1988. A Fundação Cultural Palmares, é o órgão federal responsável pela memória afrobrasileira, pela preservação da memória afrobrasileira, e também, pela relação do Brasil com os países africanos, com os países do Caribe, com os afro americano e agora com os afro europeu. Essa sessão tem valor especial, porque é o momento que a democracia brasileira foi duramente atacada, através de planejamento incrível, para eliminar pessoas, através de envenenamento, de assassinatos. Porque há número de brasileiros, que são contra a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Esses mesmos brasileiros, são a favor da intolerância religiosa, são contra a vida, são contra as mulheres, são contra a adversidade. Então essa sessão, de que deveria estar aqui com os deputados e deputadas de diferentes regiões, ela é apenas nossa, das pessoas que lutam contra o racismo, das pessoas que, ao longo desses 50 anos, demoliram a falsa ideia de democracia racial, das pessoas que tiveram que transformar 1 data, que era tido a data do negro, 13 de maio, em 1 data do povo brasileiro. O 13 de maio ainda é a data da abolição. Mas agora, nós temos 1 data do povo brasileiro, o 20 de novembro, o feriado nacional da consciência. Passou por esta casa. Com o deputado Luiz Alberto, com o deputado Valmir Assunção, com o deputado Vicentinho, com as deputadas e com 1 aprovação final carregada de simbolismo gaúcho. Foi o poeta e amigo pessoal Oliveira Silveira, junto com Antônio Torres do Rio Grande do Sul, que em 1970 e propôs que o 20 de novembro fosse o dia de zumbi, o dia do negro. Anos depois do Rio de Janeiro, Paulo Roberto propôs que fosse, dia de zumbi, dia do negro, mas o dia da consciência negra. E tantos anos depois, esta semana, as ruas desse país, viveram a felicidade de ver tambores, colares, roupas coloridas, celebrando do de Porto Alegre a Amapá, a consciência negra por luta por igualdade. Não é algo solto, ah tem que ter consciência negra, consciência humana. Não não. Tratase de lutar num país desigual, profundamente desigual, por oportunidades. Ao ver e ouvir o incentivo falando aqui, da trajetória dele, da família, do analfabetismo e da luta para chegar a mestrado e ser professor de direito, eu me lembrei da minha própria luta, quando no dia 8, no dia 30 e de março, 60 e 64, na Bahia, meu pai foi me buscar na escola. Vamos fugir pra São Gonçalo dos Campos. Por quê? Porque houve golpe. E de 1 família de classe média negra, eu virei garoto de 1 família pobre. E aí eu tive que estudar muito, pra ser advogado, mestre em direito público e dar aulas aqui na UnB. Só que, isso é possível pra essa garotada que está aqui. Dessa garotada que está aqui sairá futuros desembargadores, sairá presidentes do Brasil, presidentas do Brasil, sairá gente que através da sua luta individual seja possível. Mas também eu apoiei a luta pelas cotas. Estive à frente o tempo inteiro, junto com meus companheiros da Bahia, como o vovô Jeremia, tanta gente interessante, para que eu houvesse cota na graduação, na pósgraduação, no doutorado e agora nos concursos para professores. Fiz parte de 1 bolsa da Fundação Form para mestrado e doutorados. Agora isso tudo é pra mostrar que isso não pode o Brasil de 2024, continuar sendo profundamente desigual. A igualdade que nos é oferecida é no futebol, é na música, é nos presídios, é no emprego de empregadas domésticas, é dentro das polícias militares civis que muitas vezes mata a nossa própria população. Então assim hoje nós estamos tendo aqui, 1 sessão da civilização. 1 sessão para sermos civilizados. Como é a sessão da civilização? É aquela que traz a África profunda, pra esse espaço. Espaço do poder político do Brasil. Que deveria ser representado por 56 por 100 dos parlamentos, dos parlamentares, com os afrobrasileiros e afrobrasileiras. Quando eu falo de civilização, eu falo que toda educação brasileira, precisa falar da África negra, da ciência, da tecnologia, da medicina, da astrologia e o principal, da espiritualidade. Nós demos a esse país, a espiritualidade. 1 religião de matriz africana, que abraça a todos. 1 forma de luta chamada capoeira, que tem mestres brancos principais nesse país. Nós criamos aqui nessa nação, carnaval plural, mas a. Então, então nós estamos dizendo aqui hoje, que é preciso ainda caminhar muito para a igualdade, para sermos 1 civilização, para sermos 1 democracia, e que isso se traduza em oportunidades. Não pode haver democracia, república, sem oportunidades para mulheres, população indígena e para negros. Então esse caminho que o Estados Unidos, que a África do Sul, que a Índia, muitos países têm trilhados, é importante que o Brasil também se coloque no caminho. A nova Fundação Cultural Palmares, está aqui na Asa Sul, no prédio novo, e eu quero convidar vocês pra visitar essa casa da cultura afro brasileira em Brasília. Finalmente nós temos agora espaço múltiplo para estar comemorado. Dia 4 agora, teremos evento sobre o samba, teremos lançamento de livros, e vocês estão convidados a atravessar a Esplanada, irem na Casa da Cultura Afro Brasileira da Palmares, e lá conosco, celebrar 1 das maiores contribuições de Angola do Congo a esse país. O Samba Nacional. A nossa música internacional. E ao mesmo tempo, cerebral o renascimento, da Fundação Cultural Palmares, o organismo público, mais atacado no governo anterior. Mais perseguido no governo anterior. A ponto de separar na biblioteca Oliveira Silveira, quase 5000 livros para serem destruídos. E nós já ouvimos falar de instrução de livros. É sempre sinal do fascismo chegando. Hoje a biblioteca Oliveira Silveira, existe e funciona na nova casa, e está pronta pra ser lugar de pesquisa. Pesquisa do conhecimento. O dia 20 de novembro é dia do conhecimento, da própria história do Brasil, do personagem mais icônico que nós tivemos, homens e mulheres, o personagem zumbi, a Quatuni, a mãe fundadora do Quilomus Palmares, a Cotirene e Dandara. Este ano, a Palmares falou de 3 mulheres e homem. Está na hora da gente pegar Pra pra

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17 de ago, 16:03

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Resumo Inteligente

Presidente da Fundação Cultural Palmares aborda relação entre afro-brasileiros e China, celebrando intercâmbio cultural e anunciando parceria com Ibbra China para audiovisual e publicações, valorizando cidadania de brasileiros de origem chinesa.

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