
Boa tarde a todos, eu sou produtor de soja da da região central, né? De Viemos em, saímos lá da minha cidade 4 pessoas, né? Eu sou produtor rural desde que me conheço por gente, abri minha conta no Banco do Brasil 1995, eu era né? Daquele tempo até pouco tempo atrás vinha vim sempre né? Honrando com meus compromissos, o crédito inabalável, né? Há 3 anos, né? A gente começou essa, deu a seca, a primeira seca, a segunda seca, né? Esse crédito ficou ficou balançando, né? Mas enquanto eu tinha, eu vinha pagando a minhas contas tudo certa lá, né? Eu consegui até, né? Nem precisei de de avalista mais no Banco do Brasil pra mim, pra me me garantir a minha produção. Eu já como pronamp, né? Financiei aí 6, cheguei a financiar 600, 700000 num ano, né? De custeio. Não precisei mais de avalista por ter, né? Sempre honrado meus compromissos em dia, né? E sempre também pagando, né? Pro agro, né? E assim ó, como o seu Gilson falou que o governo teve que bancar bastante, né? Pro agro, mas a gente, nós bancamos pro agro, eu banquei pro agro há 20 20 e tantos anos sem ocupar. Eu não ocupei só paguei, pagando pagando sempre né? Então acho que agora, se a gente pudesse usar acho que seria bem merecido né? Assim com relação a isso a essas secas que deu pra pra gente, no no ano, no primeiro ano de seca, eu deixei de colher 12000 sacos de sojas. No segundo ano, mais 12, né? A mesma coisa que a gente deu na primeira seca, deu na segunda seca na região ali da nossa, na nossa região central ali, Quevedo, Júlio e Castilhos, né? E agora com a enchente eu tava a gente tava colhendo até bem, né? Bem razoável, mas chegou pro final ali 30 40 por 100 se foi né? Então eu a minha dívida, minha dívida hoje seria 24000 sacro no primeiro ano mais 3 ou quatros agora. Quase 30000 saco, né? E devo no Banco do Brasil, né? Milhão mais ou menos. E quero quero que alguma ajuda pra isso, queria 1 tipo 1 securitização, né? Alongamento dum prazo, 8, 10 anos, né? Com juro acessível, senão não vai ter, não vai ter como eu eu prosseguir, né? Eu já fiz, já fiz refinanciamento lá, né? Em 2 anos, não adiantou nada, tinha que pagar esse ano, não pude pagar, não pude pagar nem o custeio, né? Como é que vou pagar tudo isso aí? Então, é isso, eu peço assim aqui que tenha alongamento mais, né, dessas dívidas, se possível 1 né? Eu eu lembro assim, o meu pai, meu pai não quis fazer 1 há 15, 20 anos atrás, né? EEE ele ele o meus irmãos se endividaram com isso, né? E e assim sei quem fez a securtização terminou de pagar o ano passado e tá e tá tá livre dessa dívida. E e com relação mais pouquinho só assim oh eu não gostaria que que produtor rural não não fosse tratado como bandido sabe? Dizendo que ele que ele que ele faz desmatamento, que faz isso, faz aquilo. Meu pai disse que 1940 e foi a maior enchente que teve, meu pai tem 87 ano, maior enchente que teve naquele tempo eu não tinha desmatamento, não tinha essas coisa que tem agora. Queria que a gente se este tratado com mais mais respeito enquanto a isso, está bom? Muito obrigado.
Praticamente todos o de o a maior tragédia é que muitos deles não procuram mais, não têm mais vontade, simplesmente abandona a sua atividade. Está acontecendo isso. Não.
Agradeço em nome do município de Aceguá a oportunidade que a gente tem aqui de estar representando o município mas também de ser ouvido como produtor rural a gente fez 2500 pra estar aqui em busca de 1 solução. Na verdade o que que a gente encontra? Que falta muita coisa ainda pra ter enquadramento daqueles produtores que foram severamente atingidos e não só por 1 estiagem ou por 1 enchente que aconteceu em 2024. A tragédia de 2024 apenas trouxe à luz problema já enfrentado por muitos e muitos anos pelos produtores gaúchos. Principalmente pela metade sul. A metade sul severamente tem sido atingido em de 2020. Tivemos mais de 5 decretos de situação de emergência ou por estiagem ou por excesso de chuva e o que que aconteceu? Cada momento em que a gente tem 1 situação de emergência dentro do nosso município normalmente as linhas oficiais e eu quero dar o exemplo aqui PRONAF que é operado naturalmente existe 1 oportunidade de prorrogação, que é 1 alternativa que a gente o produtor gosta de usar, essa ferramenta. O que que acontece na prática, lá na agência no Banco Brasil, ou em qualquer outra agência? Criase aditivo ao contrato original. O que que acontece este ano, por exemplo, esse aditivo venceu, precisa ser pago em 2024. Só que não configura mais como linha PRONAF, ou seja, o banco diz que são recursos livres, ou seja, a solução que foi nos apresentado no passado é problema pra hoje. Quer dizer, nós estamos aqui tentando achar 1 solução pra renegociar dívidas e toda vez que a gente fala em renegociar dívidas a gente se coloca à disposição pra assumir passivo que a água levou pra nós produzirmos recursos no futuro com a pequena margem de lucro pra pagar aquilo que a água levou. Nós estamos dispostos e nós não temos enquadramento. Por quê? Porque as renegociações no passado hoje tanto no Banco Brasil como nas outras agências configuram recursos livres. Nem o MP nem o decreto contempla recursos livres do banco. Quer dizer, nós não conseguimos renegociar, muito menos financiar de novo. Obrigado.
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