Maurício de Sousa

Maurício de Sousa

Presidente Executivo - Instituto Caju Brasil

Últimos Discursos

05 de nov, 18:04

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

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Queria agradecer ao deputado federal Danilo Forte, queria agradecer à presidência do Florentino Neto e muito obrigado por todo apoio dispensado, enfim outros parlamentares e representantes aqui presente. 1 coisa pra mim que ficou claro, acho que é importante de fazer essa fala digamos como elo final pra finalizar essa audiência pública, é que a gente teve falas do Gustavo, do ponto de vista da pesquisa, teve fala do MDA, do do MAPA, do Banco Nordeste apresentando crédito, o que a gente vê na verdade é que a gente precisa fazer 1 espécie de simbiose, ou seja, harmonizar essa toda essa discussão porque cada tem tem projeto que é aonde a caju cultura já está incluída ou que pode estender para a caju cultura. Eu acho isso importante porque hoje o governo federal por exemplo fala muito em neoindustrialização e hoje a cajucultura pode fazer parte dessa neodustrialização, a gente está falando de mercado de 50000000000, a cajucultura quer fortalecer a balança comercial, a cajucultura quer ajudar no combate contra a fome, a cajucultura quer ajudar no combate contra o êxodo rural, enfim gerar oportunidades pro pequeno produtor, então assim é muito importante que mais do que tudo é que essa audiência pública aqui possa ser finalizada com essa prática de a gente criar algum comitê, criar algum grupo de trabalho pra que a Caju Cultura faça parte desse processo de desenvolvimento do Brasil, porque é isso que os produtores querem, eles querem não só o suporte, o apoio, eles querem na verdade iniciar o movimento desse trem que com certeza a partir do deslocamento ele não vai precisar mais digamos desse apoio. Então novamente queria agradecer todo apoio, todo suporte e vontade política, só isso que a gente precisa pra fazer Sodar. Muito

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05 de nov, 16:48

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

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Alô, boa tarde a todos, primeiramente queria através do presidente da comissão aqui, queria homenagear a todos os parlamentares presente e autoridades né? Queria aproveitar também a oportunidade pra agradecer o Danilo Forte, por ter pautado essa audiência pública que foi fundamental para discutir a Casa de Cultura, lembrando que a última audiência que aconteceu aqui nessa casa na Câmara dos Deputados foi em 2017, então já faz longo tempo, acho que é 1 grande oportunidade pra gente voltar a dialogar sobre o tema né? Queria também agradecer essa casa porque a gente através de ofícios, diálogos e conversas com muitos de vocês parlamentares a gente teve a oportunidade de conseguir colocar a castanha de caju, o caju fruta e o caju polpa na cesta básica nacional que pra gente é extremamente importante e até o próprio relator também da do projeto de lei no Senado, ele se colocou à disposição também para ouvir a gente e manter manter fortalecendo aí a caju de cultura no projeto e não ter retrocesso, que pra gente é extremamente importante até pra não gerar custos para esse produtor que já está sofrendo sérios problemas aí relacionado com com toda a questão né de de insumos enfim tudo que envolve aí a cadeia como todo né? Pra quem não conhece o instituto caju Brasil é 1 instituto que ele trabalha desde 2018 fomentando e desenvolvendo a caju cultura sustentável do Brasil como todo, e a gente tem base hoje no Ceará e atua no Brasil inteiro né? Mas principalmente aí no pós pandemia a gente começou a fazer trabalho muito forte principalmente aí no setor da gastronomia nutrição até áreas de desenvolvimento e tecnologia, mais pra frente eu vou explicar qual o contexto, porque a gente pensa da seguinte maneira, a gente precisa gerar oportunidades para esses produtores. Então por exemplo você está falando hoje no Brasil de mais de milhão de bares, então é preciso que a gente pante chefe de cozinha, bartenders, baristas, profissionais do setor pra que eles possam estar estimulando. A gente tem mais de 200000 nutricionistas, temos escolas por exemplo poderia fazer a inserção aí da caju cultura dentro da merenda escolar, já tivemos até a oportunidade de fazer diálogo aí com Camilo Santana através de ofício no Ministério da Educação, lembrando que o nosso estado Ceará né, em 2000 e tem projeto de lei de 2000 do do do exgovernador Tasso Jereisatti, aonde ele colocou o suco de caju na merenda escolar, infelizmente até hoje não foi não entrou com vigor em todos os municípios, porém existe alguns municípios que colocam derivados e é 1 forma também que seria extremamente interessante até pra poder chegar nesse pequeno produtor. Partindo do princípio que hoje a caju cultura como todo na verdade ela chega aí em em no principalmente nos estados do nordeste que são muito ali a caju cultura é extremamente adaptativa a questão do semiárdu, ela consegue produzir no período de entressafra e de outras culturas gerando renda e oportunidades. Se a gente pegar por exemplo o Ceará, dos 184 municípios, 153 municípios cearenses produzem né o caju então assim, no amarelo escolar ou numa compra governamental é 1 forma de você estar gerando ali possibilidades ali no até recentemente houve 1 audiência pública no Rio Grande do Norte e deputado estadual lá do estado ele colocou ele copal tom projeto de lei pra colocar na merenda escolar, nas compras hospitalares e de presídio derivados da cajucultura, então é importante a gente poder ter esses diálogos. 1 outra coisa também extremamente importante quando eu citei a questão da tecnologia, é que hoje principalmente nesse período pósguerra, Ucrânia e Rússia, a Europa está buscando muito alternativas para produtos na verdade de energia. E nós como instituto já recebeu muitas demandas por exemplo de procura da China, do Japão, da Polônia, da Hungria, de vários países atrás da utilização por exemplo do LCC que é o líquido da castanha de caju então empresas vieram atrás buscando. Você também tem por exemplo hoje na Universidade Federal do Ceará 1 pesquisa, vou até falar aqui pra não ter erro, a professora Valderez Rocha que era pesquisador do grupo de pesquisa e desenvolvimento de processos biotecnológicos da FC que ela descobriu no Pendúnculo ou seja depois que você espremeu liberou o suco a cajuína e tem literalmente aquela biomassa ali quase sem uso ela pode ser utilizado para a produção do hidrogênio verde quando a gente fala de energia renovável olha as possibilidades e lembrando que hoje no Brasil a gente tem mais de milhão e meio de toneladas de pendúnculo de caju sendo desperdiçado, só no Ceará por exemplo desperdiça aí quase 700000 toneladas então seja, de todo o pendúnculo isso aproveita 10 15 por 100 é muito pouco, a gente tem que enfim se manifestar e tentar desenvolver até pra poder gerar renda né pra esses produtores aí de de modo geral. Você também tem pesquisas por exemplo da própria Universidade Federal de Pernambuco na utilização da resina do cajueiro do ponto de vista farmacológico e cosmético, então assim você tem a castanha, tem tem a própria madeira, você tem as folhas também que tem pesquisas sendo desenvolvidas pra utilização dele em processos processos inflamatórios por exemplo de de pomadas e produtos e é claro quem quem for de Fortaleza ou tiver por lá e tiver a oportunidade por exemplo de conhecer a Embrapa acho que é fundamental o Gustavo está online e vai poder falar melhor do que eu, de todas as pesquisas que a Embrapa desenvolve e voltaram pra cajucultura, mas tem diversos centros de de pesquisa, não só universidades federais, tanto no Nordeste como fora o Nordeste, mas também institutos de universidades estaduais fazendo grande volume de pesquisas de desenvolvimento para o setor da cajucultura. Então acho que é importante a gente fortalecer e lembrar sempre desses pesquisadores através de apoio, suporte, enfim, que eu acho que é fundamental até pra continuar pra que eles possam continuar fazendo o trabalho que eles já fazem e desenvolvendo cada vez mais a caju cultura do ponto de vista tecnológico até porque muitas vezes a gente fala dessa questão da da da cultura agrícola era muito vista como 1 coisa menor ou digamos reacionário, eu acho que é importante a gente entender que hoje o setor agrícola ele pode ser tão de ponto como qualquer setor tecnológico, a gente só precisa fazer essa colab e essa união de ambas as partes, acho que é fundamental que a gente faça isso. E aí até queria aproveitar aqui também a oportunidade e pautar aqui projeto que o Instituto Caju Brasil ele vem desenvolvendo e ele vai o ano que vem ampliar ele, a gente vai ter fórum nacional em Fortaleza aonde a gente vai estar trazendo vários especialistas em áreas acadêmicas nutricionistas profissionais de pesquisa enfim e a gente quer realizar evento também voltado pro setor de AEB juntando aí, chefe de cozinha e profissionais de modo geral pra que eles possam estar fazendo aí receitas com derivados à cajucultura e capacitação. Essa capacitação vai chegar não só no setor de AEB pra mostrar também pros profissionais como utilizar os produtos e derivados à cajucultura, mas também a gente também vai estar fazendo trabalho junto aos produtores rurais até pra eles entenderem a importância de vários aspectos como por exemplo design entender pouco mais de tecnologia pra ver como é que ele pode fortalecer a venda dos produtos dele lá no campo enfim trazer todo aparato ali de estrutura né e conhecimento técnico pra agregar e valorizar. E aí dentro de tudo isso eu queria fazer pra vocês que estão aqui quem está me assistindo fazer quase que 1 venda aqui de grande negócio. Eu quero que vocês entendam que hoje a caju cultura no mundo movimenta 50000000000 de reais. E hoje o Brasil na verdade tem por 100 desse mercado, o que na verdade é, não vou nem usar o adjetivo correto mas, enfim, na verdade o que acontece é o seguinte, a gente não pode deixar isso acontecer, o caso é nosso, a gente tem a preferência desse produto tem tecnologia, a gente tem todo aparato de estrutura que é enviar você pega por exemplo e aí não é desmerecendo a questão não é essa a questão é o ponto de vista de comparativo você pega país como a GuinéBissau que ela é pouco maior que o estado de Alagoas por exemplo, e ela produz 2 vezes a produção do estado do produção do Brasil, você pega por exemplo a Costumaarfim, país também pequeno que ele tem 1 produção de hoje antes de terminar o antes de terminar o ano a gente está falando de 1 tonelada milhão e 300000 toneladas de de castanha é muita coisa é 10 vezes mais a produção e a gente não pode porque ano a ano essa produção essa commodity só aumenta 5 6 10 ou seja só aumenta se eles começarem a fazer o processamento do pendúnculo aí sim a gente vai começar literalmente perder mercado e ser massacrado porque eles só vão ganhar no castanho e vão ganhar no processamento cajuína viu de caju suco de caju e derivados. E não é a concorrência, eu acho que a gente pode unir forças, até o Brasil, industriais brasileiros também pode estar presente na África, fazendo esse intercâmbio cada vez mais fortalecendo e a gente está tanto de lado quanto o outro desenvolvendo esse trabalho. E aí eu queria pra finalizar aqui não tomando mais tempo, eu queria aproveitar, a gente teve a oportunidade de participar de 1 audiência pública na no senado federal também da caju cultura, e na oportunidade a gente chegou a falar com o deputado federal Evair de Melo e lá a gente levantou 1 pauta de algumas audiências pública aconteceram no Piauí no Rio Grande do Norte reuniões que a gente teve por exemplo na PEC Nordeste lá em Fortaleza e com outros membros e a gente fez aparato digamos de várias temáticas e questões E aí eu até vou repassar pro pro pro deputado federal Danilo Forte deixar aqui com ele, que esse é projeto de lei que ele já até colocou aqui na na casa, que seria extremamente interessante que vocês pudessem dar 1 olhada se quiserem agregar eu acho que é importante, até falando talvez aí com a com as bases enfim se tiver alguma coisa pra agregar mas é projeto bem completo que agrega muito do que a gente discutiu relacionando com essas comissões enfim e audiências como todo e pra finalizar queria agradecer novamente o deputado Danilo Forte que ouviu a Caju Cultura se colocou à disposição pra que a gente pudesse pautar quero agradecer também presença de todos o os profissionais que estão, o Gustavo da Embrapa, todo mundo, o pessoal do Senar, todo mundo que está no online e também aqui no físico, mais 1 vez aí muito obrigado por todo apoio.

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