
Boa tarde você está ouvindo? Estamos ouvindo? Boa tarde a todos obrigado pela pelo convite à FIESP pra que ela pudesse trazer 1 1 visão sobre eu sobre o tema, da desinindustrialização e da transição energética, são temas absolutamente caros à casa. E, enfim a gente poderia trazer o ponto de vista, em alguns momentos complementares também ao que a Samanta da CNE colocou. Gostaria também dizer eu sou presidente executivo da associação brasileira da indústria de vidro, então algumas das considerações que eu vou fazer são absolutamente atinentes a 1 parte da discussão da, da e da transição energética, e não talvez como outros palestrantes anteriores que trouxeram apresentações absolutamente brilhantes, amplas né? Então a primeira coisa que eu gostaria de colocar é, como é a vida e como é dura a vida de empresário no Brasil, por que raios alguém investe num país que está maltratando investidor e industrial? Nosso dia a dia tem tido dificuldades enormes pra que a gente consiga superar essas adversidades então vários deles já foram trazidos aqui pelas pelos antecessores, o o principal que a gente tem é o custo Brasil e aí o custo do crédito também é 1 coisa absolutamente inusitada que a gente tem aqui, enfrentar no dia a dia, da forma como a gente enfrenta. Agora, 1 das coisas que está trazendo pra pra gente a essa dificuldade de da produção, é porque hoje é mais fácil alguém chegar e importar. Importar tem sido mais fácil do que produzir. O risco é muito menor, o retorno pode ser maior, mais fácil. E, enfim, não precisa lidar com todas as as as penalidades que a gente tem que lidar aqui dentro do Brasil. Quando a gente fala de transição energética, eu sou de dos setores Emergointensivos então foi mencionado anteriormente os setores né são 6 setores que respondem por aproximadamente 70 por 100 do das emissões de carbono do setor industrial. Setor industrial representa 6.4 por 100 do total das emissões, se você considerar com o uso da energia do setor industrial nós estamos falando de 10 por 100, no máximo, das emissões. O que se chama de ou seja o uso da terra agropecuária é 74 por 100. A fermentação entérica, ou seja, os gases produzidos pela digestão do gado brasileiro, são muito mais impactantes pra emissão de carbono do que a indústria inteira. Então se a gente der no pro pro, de antigeses pra pro gado brasileiro vai ter mais impacto do que a gente colocar todas as todos os, constrangimentos que a gente está querendo colocar nas discussões de mercado de carbono. O mercado de carbono, tal como ele ele se coloca, ele ele coloca a obrigação pra quem produz, pra quem emite acima de 25000 toneladas de carbono, mas só na produção. Então isso daí não vai pegar os os outros setores que respondem por 93 por 100 do total das emissões brasileiras. Quem vai ter que pagar a conta e vai ter que comprar crédito de carbono, é a indústria que já é penalizada como foi colocado pelo primeiro palestrante o José Luiz Loureiro, a contribuição que nós temos no do do de impostos no Brasil absolutamente desequilibrada, em desfavor da indústria. Embora, na transição energética, a gente tem algumas algumas coisas que passaram pela casa, passaram pela câmara dos deputados. Tem alguns projetos que causam verdadeiramente 1 apreensão enorme dentro do setor produtivo então vou dar exemplo, o PL das eólicas ou PL do fim do mundo como a gente chama que está atualmente na câmara dos deputados. Tem marco legal para a as eólicas é absolutamente importante, né é 1 fonte pra quem tem litoral de mais de 8000 quilômetros, é superimportante. Mas não precisavam ter todas as emendas que tiveram e cada 1 delas esconde tipo de benefício, para único empresário que depois vai ser transferido pra todos os consumidores e penalizar a competitividade da energia no Brasil então é algo muito, muito ruim. E sem contar, e falar de 1 transição energética que incentiva o uso do carvão, pra enfim nas térmicas lá entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Sendo que o mundo inteiro está desligando as suas térmicas a carvão como por exemplo a Inglaterra que já fechou a sua última térmica a carvão nos últimos dias. Tem outras outros temas que acabam penalizando sobremaneira toda essa indústria de base que é ou seja nós estamos falando de siderurgia, cimento, alumínio, química, vidro e papel e celulose. Vamos imaginar também custo transferido para o setor industrial em cima de coisas como o Amazonas Energia, decisão de da Amazonas Energia ou até mesmo na privatização da Eletrobras o custo que foi trazido das térmicas da Eletrobras, os 8 gigas pra serem colocados no meio do Brasil. Cada vez que tem tipo de incentivo para alguma dessas algum desses fatores da transição energética ou da pretensa transição energética, o custo acaba caindo sobre a indústria, sobre a desindustrialização da indústria, sobre a competitividade da gente, e aí a gente vai acabar continuando desse jeito, descarbonizando mesmo porque a gente vai fechar fábricas, porque não tem como competir em cima disso. Outro tema bastante importante pra nós, é o caso dos produtos importados. Na Europa e nos Estados Unidos tanto 000 quanto a política ambiental europeia, ela coloca 1 série de, de barreiras para a importação dos produtos com alto teor de carbono, seja o que eles, pra evitar o que eles chamam de carbono liquid. No PL de carbono não tem nada disso. Então, nós estamos vendo inclusive hoje 1 avalanche de produtos entrando exatamente nos setores. Aço, setor siderúrgicos, setor químico, setor de vidro, setor de alumínio, e a gente não consegue competir com eles porque a gente ainda tem, eles podem produzir com carvão, eles podem produzir com monte de coisas, custo lá embaixo, políticas às vezes que não são limpas, produtos muito mais carbono intensivos do que a gente, e a gente não consegue se defender, como a Europa já consegue, como os Estados Unidos já consegue então esse é tema extremamente importante pra todos nós, pra que a gente possa ter 1 energia à frente a essa discussão da transição energética e dos custos e impostos, por pela descarbonização e pela transição energética. Então, é momento de de muita preocupação, é seria momento de excelente oportunidade no setor de vidro por exemplo a, na Europa, emite 7 por 100 a mais do que o o, 7 por 100 a mais do que o Brasil, né? O nos Estados Unidos chegam a as fábricas chegam a emitir 39 por 100 a mais do que o Brasil, então, como é que a gente vai competir nesse mundo se a gente não tem defesa, esses mercados fecharam que são maiores do que a gente fecharam as suas portas, como é que nós vamos ter esses produtos dos chineses que não entram mais lá? Eles vão vim pra cá e é isso que a gente está vendo com o súbito de, de defesa aqui. Nós estamos com 6.4 por 100 de emissões no setor industrial, com quase 90 por 100 da nossa matriz elétrica renovável, com 48 por 100 da nossa matriz energética renovável. O nosso problema é completamente diferente da Europa como já foi colocado, mas o problema é que nós estamos usando a mesma solução que eles usaram, a mesma análise que eles usaram pra cima do do do problema deles, pra nós, aqui no Brasil então, nós estamos criando custo, 1 forma de de enfrentar o problema, que vai ser muito ruim pra toda indústria. Eu eu eu peço encarecidamente que algumas decisões e algumas discussões sejam revistas e que a gente possa trazer 1 razoabilidade, 1 foco na produtividade no Brasil, na competitividade pra que a gente possa recuperar esse setor industrial. Hoje, é mais difícil você produzir aqui do que fora, eu vou dar outro exemplo. No meu setor no setor de vidro, nós produzimos por exemplo em Santa Catarina, os benefícios fiscais na importação de produtos por exemplo no estado de Rondônia, fazem com que nós pagamos 18 por 100 no ICMS no Brasil, na território nacional e importador acaba pagando 4 por 100. Então, onde é que eu vou recuperar 14 por 100 de competitividade? Isso é impossível e isso mostra, enfim, desprestígio, 1 desconsideração com a produção nacional, com emprego aqui gerado. São exemplos de por que é tão difícil a gente se manter nesse país. Então a gente luta com muita valentia, com muita, determinação contra essas adversidades. Não está fácil, mas a gente ainda consegue ter coragem de de votar no dia seguinte e continuar empreendendo e continuar produzindo, é 1 1.
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