Katlin Brauer Massirer

Katlin Brauer Massirer

Coordenadora do Laboratório de Pesquisa do Centro de Química Medicinal da Unicamp - CQMED - Unicamp

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13 de nov, 11:37

COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

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Bom dia. A minha apresentação é integrada com a da Luciana então a gente vai se complementar. Eu sou 1 mulher de cabelos na altura do ombro, uso óculos tenho 49 anos, e eu sou farmacêutica de formação. Sou cientista, trabalho na Unicamp e coordeno grupo de 20 cientistas. Então hoje, eu gostaria de falar pra vocês. Eu gostaria de falar pra vocês sobre 1 iniciativa que nós estamos tendo com o apoio municipal estadual e procurando apoio federal pra criarmos 1 ala de pesquisa 1 subárea de pesquisa em nosso grupo que já existe, focado inteiramente em estudar e trazer novos medicamentos para as pessoas com autismo que precisem e que queiram ter acesso a essa pesquisa científica. Então, nossa proposta né é baseada no que nós já sabemos que cada medicamento demora de 20 a 30 anos pra ser estudado. Nós resolvemos problemas complexos certo? Amarrar sapato é algo que se resolve em segundos mas criar medicamento, como a gente falou aqui, nós como cientistas temos muita pressa, mais pressa do que qualquer pessoa, pra chegar num medicamento mas nós sabemos que o processo é difícil leva 10 a 20 anos, porque é muito particular. Então, eu fico na Unicamp, eu não queria ficar na frente das pessoas, tá. Então, eu fico na Unicamp, né, fica em Campinas no estado de São Paulo, a Unicamp é centro de referência em ciências da vida, ciências exatas e outras ciências. Então, nosso grupo é composto por vários cientistas, eu estou hoje representando o meu centro, que se chama centro de biologia molecular e engenharia genética, composto, por mim, eu tenho que lembrar que o laser não funciona nessa tela. Por mim e outros cientistas que se complementam na área de genética, na área de perdas auditivas, perdas visuais, e também nessa área de compreender os processos biológicos, que funcionam praticamente como o nosso celular. Você tem o celular, na hora que você precisa de 1 função você vai lá, clica, usa aquele aplicativo, mas quando você não precisa daquela função, às vezes ela está latente, como o nosso corpo né? A gente ativa e desativa coisas que precisa em momentos determinados. Então, nós temos 1 rede de pesquisadores em vários locais do mundo, e também toda 1 equipe que coordena 1 parte gerencial do nosso grupo, que consegue administrar recursos públicos que são recebidos da maneira mais correta possível, e mais eficiente possível pra acelerar as pesquisas. Nós ficamos então, na Unicamp próximos ao hospital, e o foco do que eu gostaria de falar, é de, sinais e manifestações mais graves que acontecem nas pessoas com autismo, e que nós achamos que tem que ser foco primordial de pesquisa em novos medicamentos. Então se você tem em casa membro da família que tem por exemplo 1 constipação muito grave, 1 ansiedade que tem convulsões a cada minuto. Essas são coisas que a gente prioriza, de compreender cientificamente, e tentar atenuar né, que a essa pessoa possa ter, 1 vida confortável e junto com a sua família. Então nós queremos desenvolver nesse laboratório, nessa ala do nosso grupo, métodos de estudo, entender as particularidades dos neurônios, das pessoas com autismo, o quanto elas têm super habilidades que precisam ser mantidas, e tentar não ser afetadas, quanto elas possam ter algo que realmente as incomode, e que possa ser atenuado. E assim buscar medicamentos pra atenuar o que o que realmente é necessário nesse contexto. Então, esse essa montagem né, desse laboratório de autismo, focado nas terapias modernas, então existem muitas terapias avançadas em diferentes frentes, e no nosso grupo, nós temos esse projeto já, de como ter 1 ala dedicada com todo o equipamento e acesso e também receber alunos, adultos com autismo que possam querer fazer pesquisa conosco. Nós queremos também 1 inserção na ciência das pessoas com autismo pra trabalhar junto nesses projetos, hoje nós já conseguimos acolher 1 estudante e isso é 1 coisa muito gratificante pra nós. Então toda essa estrutura ela envolve, o acolhimento de tecnologias né? E de, métodos pra desenvolver esses medicamentos. Então, dos nossos focos, é junto em parcerias, permitir, sequenciar o genoma de famílias que tenham interesse, então o fato de você conseguir isolar 1 célula da pele por exemplo, ou 1 amostra de sangue, e ler né o código genético dessas famílias, vai nos ajudar a entender o que precisa ser, tratado em cada pessoa, não vai existir tratamento único cada de nós é diferente e muitas vezes precisase fazer combinações. Então hoje já temos essa lista de mais ou menos 100 genes né ou proteínas no nosso corpo, que podem ter relação com autismo. Nós queremos entender, 1 parte delas, hoje nós já estudamos 5 dessas proteínas no nosso grupo, e eu trouxe pra como modo de ilustração né, nós conseguimos isolar proteínas do nosso corpo, refazer elas em laboratório, e aqui na minha mão eu tenho 1 representação que é 10000000 de vezes maior do que as proteínas que temos no nosso corpo, Então nós definimos essas formas, e estamos também conscientizando as pessoas de como os medicamentos funcionam, os medicamentos químicos feitos no laboratório, e também alguns outros tipos de tratamentos, mas nós temos foco em moléculas feitas em laboratório, que precisam se encaixar exatamente aqui como essa molécula branquinha aqui, nós precisamos ter exatamente esse pequeníssimo encaixe né, que nem cabe na mão aqui, que ele saiba entrar numa proteína que tenha alguma mudança de conformação, ou algo diferente do que acontece na maioria das pessoas então, até o medicamento pra dor de cabeça funciona assim, ele precisa achar o encaixe perfeito no nosso corpo. Nós não teremos tratamento único pra todas as pessoas com autismo. Se você imaginar que nós temos que entender todos esses genes e saber o que cada pessoa precisa, é 1 complexidade muito grande. Então, sequenciar o genoma não resolve o problema do autismo, mas é complemento pra nós sabermos que molécula nós temos que fazer para cada 1 dessas proteínas. Então, depois disso também, nós temos outros sistemas né, eu acho que às vezes é muito abstrato, então esses sistemas aqui, são plaquinhas de 96 buraquinhos, nos quais nós podemos adicionar células de pacientes, e em cada buraquinho desses nós podemos testar moléculas e ver se elas melhoram por exemplo, neurônio que está muito curto numa célula de paciente, se ele pode ser estendido, ter mais conexões. Então assim a gente quer tornar mais concreto essa descoberta de novos medicamentos, e nós temos essa estrutura montada, no entanto queremos expandir pra grupo de cientistas em autismo. Outros modelos são isolar células de pessoas e famílias, e compreender por exemplo neurônios né já sabemos que os neurônios de pessoas com autismo no lado de lá, tem menos conexões do que outros neurônios de membros da família que não estão afetados com autismo. Então esse é projeto que já está acontecendo, temos 1 aluna que é de faculdade ainda e está entendendo desses genes, né, e vendo depois os encaixes e a regulação dessa proteína de grupo de pessoas com autismo. E também parcerias aqui municipais, precisamos estaduais, federais, internacionais o máximo possível. Eu vou acelerar pouco, esse é o nosso programa de receber alunos pra ensinálos a terem interesse por estudo de autismo. E aqui a nossa repercussão de levar essa conscientização e a explicação científica, de como os medicamentos funcionam. Porque sabemos que não é muito óbvio né, também impacto internacional nas agências, e queremos muito expandir todos esses essas frentes, e aqui também foi falado eu fiquei muito feliz de entrar nesse prédio e ver a primeira placa com o nome EMBRAPII, O nosso laboratório é 1 unidade EMBRAPII de inovação, em parceria com empresas da indústria farmacêutica brasileira. Sabemos que os fundos do governo dão recursos pra que as empresas avancem esses projetos. Na universidade nós podemos fazer a pesquisa de moléculas, mas é a indústria farmacêutica brasileira que vai saber transformar isso num comprimido e levar até o SUS. Esse não é o papel da universidade de levar o medicamento, né, numa escala gigante até o SUS. Então essas parcerias são essenciais, nosso centro também é o INCT, instituto nacional que foi aprovado também nessas sessões aqui né como essa. E achamos que todos esses parceiros também com hospitais né como a gente viu a palestra anterior a parceria com hospitais também é muito importante. E com clínicas. E aqui estão as nossas redes sociais onde nós fazemos esse trabalho de esclarecer sobre como os medicamentos funcionam e como essas parcerias funcionam. Então nós queremos esse apoio e estamos nos disponibilizando pra fazer a pesquisa pro Brasil na área de novos medicamentos. Obrigada.

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