
Boa tarde a todos. Primeiro agradecer essa oportunidade de estar aqui, não foi fácil pra mim, eu tenho certeza que não foi fácil pra nenhuma de nós que estamos aqui. Eu por exemplo, recebo em torno de salário mínimo, líquido de 1500. Então pra conseguir sair do Rio de Janeiro estar em Brasília foi movimento de todos, fizemos 1 vaquinha porque sem isso nós não conseguiríamos estar aqui, e sou muito feliz porque de fato aconteceu porque não sei se teríamos a oportunidade de estar aqui se fosse remarcado. Eu sou Andressa Lopes, eu sou da coordenação estadual da Frente Sindicato Unidade Classista e diretora do CEP que é Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro, entrei pelo movimento né, da unidade classeite e do CEP por conta da luta dos auxiliares, eu sou concursada no município de Campos desde 2019, e quando eu entrei eu vinha do município do Rio de Janeiro percebi que já havia esse movimento pelo reconhecimento desde 2009 e em Campos tratavase as auxiliares da educação infantil como faxineiras e aí foi choque cultural para mim porque esse cargo era exercido então por contratados de boca que a prefeitura faz lá, contratos de boca que a gente chama de regime de pagamento autônomo, então só esse ano foram 56000000 destinados da prefeitura para esse tipo de contrato, mais de 50 por 100 da rede já é contratada. É importante evidenciar como a deputada sempre fala, que toda essa desvalorização e a dificuldade da gente conseguir passar esse projeto, falar sobre o reconhecimento, é 1 violência brutal contra a mulher. Somos 97 por 100 na educação infantil, então tudo que é dificultado nesse cargo é porque é 1 violência contra a mulher. Então é preciso esclarecer que o PL da professora, como todos falaram, eu fiquei muito aflita aqui com a fala da representante do MEC, porque parecia que o o PL da deputada né, pelo mandato da deputada estava em desacordo. Ele contempla sim todas aquelas educadoras infantis que já são formadas, e ele faz 1 importante movimento que é impedir a manobra política do executivo de cada cidade então ele é urgente ele é necessário ele é pra ontem ele não vai resolver todo o caso de todas as cidades mas ele resolve sim essa manobra política e eu vou ler o parágrafo do pl que é importante a gente utilizar esse mecanismo da audiência pública para evidenciar isso são considerados professores da educação infantil devendo ser enquadradas na carreira do magistério independente da designação que aqui no caso leiase como nomenclatura do cargo que ocupam os que exercem função docente com formação no magistério e em curso de nível superior ou então em curso de nível superior e aprovados em concurso então ele não transforma ninguém que é do ensino fundamental como profissional do magistério como professor óbvio que ele não vai regularizar todas as carreiras mas ele sim dá respaldo jurídico que a LDB já vem evidenciando desde 1996 e aqueles municípios que continuam se negando a fazer então esse projeto ele nos contempla assim e ele não impede nada que aconteça o movimento do MEC de estar então é fazendo essa formação para os demais profissionais que são de nível fundamental eu não vou me estender eu sei que meu tempo já acabou mas eu preciso falar que existe né no portal da da daqui da Câmara dos Deputados, o que explica o que é o próinfantil, o curso que foi é ofertado pelo MEC justamente pra regularizar a carreira de todo aquele profissional que estava dentro da sala de aula e ele discrimina muito bem, peço que todos os municípios entrem no portal da câmara e leiam, porque tem esse projeto completo pra quem que é, o que vai quem vai cursar e o porquê desse projeto. Então próinfantil, ele fala assim que existem professoras dentro da sala de aula, e que não tem a formação e que a obrigação do MEC é formar, porque o nosso compromisso é com a reestruturação da carreira, é o compromisso com a regularização da educação. Óbvio que nós seremos contempladas enquanto profissionais, mas a nossa preocupação enquanto profissional é a carreira da educação é a criança, e nas diretrizes curriculares da educação diz nos 2 primeiros parágrafos, que o prefeito que não faz a regularização ele está fazendo a separando o filho do pobre do filho do rico e isso é 1 violência contra a criança então nós precisamos ter força nos unirmos enquanto município porque não vamos permitir retrocessos como foi essa portaria do MEC.
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