
Meu nome é Berta Lúcia, eu sou do município de Presidente Prudente, interior de São Paulo. É 1 grande honra estar aqui e gostaria de primeiramente agradecer a presença de todas vocês. Faço parte da coordenação do movimento e isso não existiria se não fosse a presença e a união de vocês municípios de todo o Brasil. Muito obrigada. Eu gostaria de fazer 1 ressalva, com relação às novas diretrizes curriculares que a gente precisa ficar atenta a isso. Como a colega bem explicou, isso é retrocesso na educação, e esse retrocesso já acontece nos nossos municípios. E nós estamos aqui não só pra pra pedir regulamentação, enquadramento, mas pra fazer 1 denúncia do que vem acontecendo com as nossas crianças, com os nossos bebês, crianças bem pequenas das nossas creches. Nós estamos denunciando, então nós estamos jogando a bola pra essas pessoas que deveriam estar fiscalizando a educação infantil e o que está acontecendo dentro dos municípios dentro das creches, o sucateamento, a desvalorização, eu atuo numa escola que tem 1 sala que foi projetada pela escola modelo do MEC, né, em Presidente Prudente, tem as escolas modelo, e eu atuo dentro de 1 escola, 1 1 escola que foi sala de aula desenvolvida para 6 bebês, estamos com 14, que vai além, né, do do que o próprio MEC nessas novas diretrizes propõe 5 bebês por berçário nós estamos com 7 bebês no berçário e o mais grave é que essa essa nós essas novas diretrizes já deixou brecha para os nossos municípios continuarem a tratar como segundo plano a educação infantil já existem as projeções de sala para o próximo ano de 2025 com salas de préescola superlotadas, conversários superlotados, e vai acontecer. Então assim, é só 1 ressalva que nós estamos aqui lutando por justiça, por direito, por reconhecimento, mas principalmente nós estamos lutando pelas crianças que não têm voz. Nós somos profissionais que estamos aqui pra dar voz a essas crianças que não sabe falar, que não sabe se expressar, por exemplo, bebê de 14 bebês num cubículo sem ventilador, por exemplo, na minha escola que eu trabalho, ele não vai saber falar que ele está chorando porque ele está com calor. Então eu estou aqui representando essas famílias, representando esses bebês, pra dizer, somos professores e somos qualificados para esse trabalho. Então nós temos qualificação nós temos tempo de experiência e quando o MEC fala que junto com a onde me cnt a isso vai agravar vai ser prejuízo para os cofres públicos né porque a verba que para nossa regulamentação vai ser muito alta não isso é investimento vai ficar caro para o município eles eles terem que pagar novos profissionais para exercer a função que nós já exercemos com excelência e com formação para isso. Então assim, vai gastar muito mais os municípios tendo que contratar, no caso de Presidente Prudente, mais de 350 professoras pra colocar no lugar de excelência que a gente já exerce, fazendo a mesma função. E o que que vai acontecer com a gente? Nós vamos ter apoio desses profissionais? Como que eles vão distinguir o tempo, se eu dou banho num bebê, a professora vai lá e dá o banho no mesmo bebê? Ela está fazendo o pedagógico e eu estou apenas fazendo os cuidados? Então é 1 ressalva pra que se prestem atenção no que vocês estão fazendo. A responsabilidade disso tudo são de vocês, nossa também, mas principalmente de vocês os órgãos fiscalizadores da educação infantil. Rebeca. Obrigada.
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