Felipe Carvalho

Felipe Carvalho

Diretor Regional de Brasília - Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde (ABIMED)

Últimos Discursos

25 de nov, 16:00

COMISSÃO DE SAÚDE

Transcrição automática

Boa tarde os presentes aos que nos assistem ou nos ouvem remotamente. Fazer 1 pequena correção deputado, eu sou diretor da ABIMED aqui em Brasília, nosso presidente Fernando Vieira Filho, estou aqui representando. A ABIMED Associação Brasileira da Indústria e Tecnologia para Saúde, 1 associação que congrega em torno de 200 empresas, nosso mote associativo é a tecnologia e inovação. Então naturalmente as grandes players, grandes empresas globais que trabalham inovando no setor de equipamentos esportivos médios são nossos associados. Então essa pauta né da do acesso às novas tecnologias era muito cara a nossa. Então na na sua figura aqui, meu conterrâneo capixaba, gostaria de cumprimentar a mesa e dar início à minha fala estabelecendo 1 premissa. A tecnologia ela tem o condão de salvar vidas ou minimamente ignorar sofrimento, 1 vez que ela esteja devidamente regularizada nos órgãos sanitários competentes no caso aqui no Brasil Anvisa. A partir daí a gente pode discutir, se cabe no orçamento público, qual é a relação ao custo, desfecho das tecnologia frente às tecnologias que já estão no mercado, se ela vai agregar em segurança e efetividade e eficácia eficiência, ou mesmo em relação a custo, mas fato é que a tecnologia ela pode salvar vidas, e e melhorar sofrimento. Quando a gente faz essa discussão no âmbito da oncologia, a gente sempre tem a a tecnologia farmacêutica, né como a primeira que vem a cabeça né a quimioterapia, os medicamentos oncológicos, mas nós temos toda a tecnologia embutida nos equipamentos e dispositivos médicos a exemplo da radioterapia que aqui já foi tratado, mas nós temos 1 gama imensa de produtos que são colocados, à disposição da população a exemplo dos reagentes para diagnósticos, dos equipamentos para diagnóstico para imagem, e toda parafernália cirúrgica. Sabemos que a cirurgia oncológica ela é efetiva, porque não temos o mesmo olhar por exemplo pra cirurgia oncológica como nós temos né pra, o tratamento farmacológico. Hoje nós temos já evidências de que o uso de técnicas menos invasivas e mais precisas mais precisas como a robótica, como as videocirurgias, elas agregam e muito ao tratamento do paciente oncológico. Mas ainda temos 1 dificuldade de levar à frente essa discussão de forma, mais assertiva, seja nome da conitec seja no âmbito da ANS. Nós sempre esbarramos na questão do orçamento, né? Quando levamos essa discussão acaba. Só que existe viés muito grande nas avaliações de tecnologia e saúde quando olhados pra dispositivos médicos e equipamentos. Há toda 1 expertise fundamentada na avaliação de fármacos e medicamentos, e aí se faz depara pra avaliar equipamentos positivos médicos e 1 série de vieses ocorrem nesse processo. Sabendo disso, a Bimed patrocinou estudo 2022, 23, focado em ATS pra equipamentos positivos médicos, tivemos oportunidade de levar esse estudo ao conhecimento da CONITEC e da ANS, e nas 2 instâncias eles corroboraram conosco a necessidade de aprimorar as os métodos né de análise de tecnologias avaliação de tecnologia de saúde para dispositivos médicos, principalmente olhando pra dados de mundo real, visto que alguns testes, alguns estudos clínicos eles não são possíveis de serem levados a cabo quando a gente está tratando de dispositivos médicos, não tem como fazer cegamento, né do paciente ou do profissional. Então, obstáculos relacionados né à bioética nos impedem que, alguns estudos sejam realizados por isso a necessidade de realização desses estudos com dados de mundo real. O Alisson trouxe muito bem aqui a questão né de você ter que olhar para os recursos que estão disponíveis quando vai se incorporar 1 tecnologia, equipamento. Isso nem sempre é feito, né eu tenho recurso, recurso humano, recurso físico, e não é só comprar o equipamento eu tenho que manter muito bem colocado, manutenção manutenção preditiva, preventiva, insumos, como custear isso. Então essa é 1 análise que tem que ser colocada também, à mesa. E muitas vezes quando estamos falando de dispositivo e equipamento médico, ele não vai me, me, me dá 1 segurança maior, não vai me dar 1 efetividade maior mas ele pode dar 1 eficiência maior, e isso na perspectiva do serviço ou do sistema de saúde é muito importante. Ao invés de fazer 1 cirurgia, 2, eu consigo fazer 3, sabendo das filas e normas que nós temos então o avanço tecnológico ele nos traz não só, melhoria no tratamento, mas também melhoria na gestão dos serviços e dos sistemas de saúde, na medida de que quando eu emprego tecnologia, eu consigo racionalizar e otimizar o uso dos recursos. Não estou falando aqui que a tecnologia entrante ela vai ser necessariamente mais barata, sabemos que não, né? O senhor me pediu que a gente trabalhasse pra diminuir esses custos, mas sabemos que o desenvolvimento tecnológico ele demanda muito investimento e muitas vezes é investimento incerto não sabemos se lá no final essa tecnologia vai ser viável ou não. Mas 1 vez que ela é colocada à disposição da grande população. Ela se torna barata assim como nos carros né, a gente fazendo 1 analogia que mais sim para o nosso dia a dia então câmbio automático ABS e EBD. Airbag eram tecnologias muito caras lá atrás que hoje com a larga escala já estão disponíveis pra pra população. E dentro desse desse debate né de como fazer a TS para dispositivos médio de forma mais acertada, a gente vem levando a essas instâncias tanto a o Ministério da Saúde, com a ANITEC, a ANS, a necessidade também de 1 visão regionalizada da saúde no país, né, então a gente hoje tem no nosso segmento compras, pulverizadas, são serviços de saúde que adquirem equipamento que incorpora o nome do serviço. Então a gente precisa ter olhar. Central pra alguns casos onde dá pra se fazer como centralizada por exemplo, reagente pra diagnóstico, é possível que o ministério possa encabeçar isso para algumas doenças e agravos, mas também olhar regionalizado, até mesmo para que a gente possa otimizar os equipamentos que são disponibilizados para população, para que não fique obsoleto, e que também a gente possa dar o maior destino né? Não é nosso interesse que o equipamento fique encaixotado, no corredor de hospital e não seja colocado benefício da população. Ou mesmo que o equipamento rode turno só, e podendo rodar mais 2 turnos ali pra atender e zerar essas filas. Então nós nos colocamos aqui aqui falando em nome da associação à disposição pra seguir contribuindo com esse debate, trazendo as nossas empresas associadas a demonstrar suas tecnologias, e, enfim espero que outros, e outras iniciativas né como o PSUSO, participação da radioterapia que vai ser tratado na mesa seguinte, possam inspirar também que a gente faça expansão de outras tecnologias tão necessário aí pra, pros cuidados e o enfrentamento do câncer obrigado. Obrigado Felipe.

Ir para evento