
Obrigada pela oportunidade de estar aqui presente né, eu acho que é 1 manhã memorável. Eu queria só ressaltar, que na na atualidade quando a gente pensa nos modelos organizacionais ou na administração pública como ciência, nós temos momento muito específico na atualidade, que pela primeira vez na história a gente olha a administração pública como ciência e ela é responsável pela coprodução do bem público. Quando a gente pensava na administração pública no passado como ciência no início do século passado, ou quando o DASP foi criado, ela era 1 questão de normatização e regulamentação. E no final do século ela virou 1 ciência do gerencialismo, mas o mundo evoluiu e evoluiu depois da Constituição de 88 também e o próprio gerencialismo evoluiu, então hoje a gente não quer mais só normas regulamentos e esse gerenciamento dos recursos, a gente quer a produção do bem público, e pra produção do bem público eu preciso de profissionais formados dentro desse escopo que é o campo de públicas, eles são muito específicos pra justamente responder a essa demanda social, então assim essa demanda social é o que move a as políticas públicas, né o conceito de políticas públicas também foi se alterando ao longo dessa história, e hoje quando eu penso as políticas públicas elas não são responsáveis pelos problemas que estão na sociedade, elas são responsáveis pelas respostas às demandas sociais, é pra isso que os o Estado serve. E profissional qualificado dentro desse escopo, a chance disso dar certo é muito maior, né então assim eu sou 1 pessoa muito prática, e eu vi ao longo da minha história eu venho das ciências sociais e o meu mestrado vem da comunicação social e o meu mestrado doutorado livre docência que foi na administração pública, mas dentro desse campo o que que eu percebi? Que a ciência da administração, sozinha, ela não quer administração pública, ela não quer e tem algumas outras ciências que também não ela não quer e tem algumas outras ciências que também não querem pensar sobre a especificidade do setor público, é pra isso que a gente está aqui pra reconhecer que tem 1 especificidade que é importante e que somos os maiores atores na possibilidade da realização dessa demanda pública e das demandas sociais, é isso.
Todos. Cumprimento a todos em nome da da deputada Erika Kokai no qual agradeço a realização dessa audiência, e agradeço aqui às demais associações aqui presentes pela mobilização, nessa jornada. Bom, eu sou professora titular da Universidade de São Paulo, no curso de administração. Há 20 anos, há 20 anos eu sou pesquisadora do campo de públicas, eu sou 1 pessoa da ciência, 1 pessoa que trabalha com dados, 1 pessoa que trabalha com evidências, que trabalha com políticas públicas, que forma pessoas para o campo de públicas, que forma docentes para o campus de pública, que forma pesquisadores para o campus de pública. Dentro desse contexto que eu me tornei e fui eleita presidente da Sociedade Brasileira de Administração Pública. Eu queria levantar ou na verdade reforçar 2 pontos, o primeiro deles é que o Brasil é país, a gente precisa pensar no Brasil que é o país de fato. O Brasil é país pobre, desigual, corporativista, patrimonialista, país que carrega 1 herança muito perversa do processo colonial. Nesse país, nós temos gravíssimos problemas do uso do recurso público. A gente gasta muito mal recurso público, a gente tem pouca efetividade, pouco do orçamento que é utilizado pra população brasileira, transforma a vida desses brasileiros. Isso é muito grave, não é só 1 questão financeira é 1 questão de qualidade do gasto. Essa qualidade do gasto ela vem acompanhada por essa herança colonial que é muito perversa, pra maior parte dos cidadãos brasileiros. Com quem que esses cidadãos brasileiros contam? Eles contam com as políticas públicas, eles contam com a constituição de 88, eles contam com o pacto federativo, e esse pacto interativo ele pressupõe 1 gestão profissionalizada, 1 gestão profissional, que leve a cabo com eficiência e efetividade, esse recurso. A sociedade mundial é muito complexa e especialmente o Brasil na atualidade, A gente enfrenta diariamente problemas altamente complexos, e multidisciplinares. O grande dilema é que as formações geralmente elas não dão conta dessa multidisciplinaridade e essa complexidade dos problemas da atualidade. E, o altamente necessário, ele tem 1 formação específica, tem 1 formação peculiar, ele tem 1 sensibilidade, ele sabe trabalhar com as políticas públicas, com a elaboração com a agenda de políticas públicas com os processos de avaliação de políticas públicas, e nem sempre outro profissional tem esse recurso de informação, que tem justamente esse caráter inter e multi e multidisciplinar. Então eu sou 1 ativista do campo de pública, eu sou 1 ativista da gestão pública, eu sempre falo sobre a necessidade de você reconhecer o profissional de gestão pública no país. E esse profissional ele precisa ser reconhecido institucionalmente e inclusive nos concursos em todo esse processo como a Professora Maria Isabel elencou anteriormente. A outra questão que eu gostaria de ressaltar, é que o Brasil, é país novo. Recentemente nós temos 1 constituição que justamente concede cidadania a todos os brasileiros. País que só levou vagas pra pra todas as crianças brasileiras na educação básica, não estou falando de nada sofisticado não, estou falando de educação básica. Só chegou vagas pra todas as crianças brasileiras na década de 80 do século passado. É país muito desigual. E essa desigualdade ela ela ela torna a complexidade da gestão pública muito maior. Então como enfrentar essa realidade, como enfrentar esse nosso passado, nosso passado totalmente permeado pelos interesses privados, muitos presentes na que estão presentes diariamente na realidade brasileira em todas as instâncias. Então assim como ultrapassar essa realidade? Como melhorar essa qualidade do gasto? Como trazer de fato mudança na realidade dessa criança que enfrenta hoje por exemplo 1 educação sem qualidade na educação básica. A gente tem sérios problemas na educação básica, na nas políticas sociais, se a gente pensar em tudo que envolve as políticas sociais e o campo da administração pública hoje no Brasil, então assim esses dilemas são muito graves, e esse país e essa constituição é muito recente. Então é eu vou lembrar grande amigo nosso do campo professor Frederico Lustosa, que fala que o Brasil precisa ser inventada a administração pública no Brasil ela precisa ser reinventada. É essa reinvenção, que a gente precisa concretizar. É é claro que temos dilemas dos conselhos, temos dilemas no enfrentamento, nesse arcabouço jurídico inclusive em relação à formação e exigências dos concursos, mas essa audiência hoje é pra colocar na agenda que esse país ele só vai melhorar se a gente reconhecer a importância desse profissional do campo de pública, se a gente trouxer esses profissionais pra dentro do governo, e ao mesmo tempo, se de fato, o Brasil começar incorporar no seu cotidiano em todos os entes federados, esse profissional capaz. Então é precisamos, reformular talvez, reorganizar conselhos e legislação pertinente. Mas ao mesmo tempo é isso que é todas as associações estão buscando e que eu endosso através da Sociedade Brasileira de Administração Pública e da Universidade de São Paulo como pesquisadora, é isso. Antes de passar pro nosso.
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