
João Luiz Passador, eu sou professor da faculdade de economia e administração e contabilidade Ribeirão Preto da universidade de São Paulo. Por 1 boa coincidência do destino sou o esposo da professora Cláudia e coordenamos juntos o, grupo de estudos em gestão e políticas públicas lá na nossa na nossa unidade, né? Eu eu sou professor titular e, a minha relação com a área pública é muito antiga inclusive eu sou lembrei hoje que sou gestossauro. Eu sou daquela primeira turma da, quando fui criada a Enapi né, se fui colega, do do, Francisco Gaitani né que está hoje no Ministério da gestão e inovação em serviços públicos, como secretário extraordinário para a transformação do estado que já, veja que até as pessoas que estudam tanto acabam cometendo equívocos né quer dizer não há não há transformação de estado mas de governo né? Estado é conceito abstrato, né governo é aparato administrativo mas, enfim, o que eu queria dizer e eu já aqui já foi mais ou menos dito mas acho que valeria a pena 1 síntese né? O que faz na verdade, do gestor gestor, né? O que que faz gestor? Basicamente ele faz, diagnóstico, planejamento, ação e controle. E normalmente sobre sobre circunstâncias de escassez né então o gestor tem que combinar fatores sociais de produção, ativos reais, máximos benefícios e aí está o grande problema, o máximo benefício é corte ético. O que que afinal de contas é máximo benefício? Pro setor privado, o máximo benefício é a máxima reprodução do capital, não é isso? Ele é ciclo, ciclotímico. Para o setor, para os acionistas né, para o setor público e essa que foi por essa é a razão da divisão, é que o destino ético é outro, quer dizer máximo benefício é a máxima capacidade do gestor de prover o máximo acesso possível de maneira homogênea aos bens públicos pra população de interesse. Então obviamente que a o comportamento é diferente aliás fiquei muito impressionado com a fala do colega aí, de Rondônia se eu não me engano, dizendo que ele vai fazer 1 pesquisa sobre gestão, o lucro da gestão social eu não acreditei, é exatamente esse tipo de equívoco que a gente quer, que a gente quer interromper, pra não cair por exemplo em questões como colocar empresário na gestão pública, como é o caso mineiro por exemplo, e a gente vê o que acontece né, então gestor público e gestão privado pertencem a planetas éticos distintos, obrigado.
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