Tatiana Coimbra

Tatiana Coimbra

Representante do Ministério da Saúde

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26 de nov, 15:21

REUNIÃO CONJUNTA

Transcrição automática

Boa tarde a todos e pobres, eu sou 1 mulher loira, de metro e 73, estou vestindo 1, 1, blazer vermelho, 1 blusa preta. Sejam muito bemvindos, muito obrigada pela oportunidade. Eu então me coube falar pouco da linha de cuidado para as crianças em situação de orfandade. Então, quando a gente pensa né dentro da da saúde, eu acabei não me apresentando direito, eu sou pediatra, meu nome é Tatiana Coimbra, e eu faço parte da sua assessora técnica da coordenação geral de saúde da criança adolescente jovem do Ministério da Saúde. Então quando a gente fala da orfandade, a gente gostaria de ter mais dados, a gente gostaria de ter identificada cada 1 das crianças que está nessa situação, e qual a situação verdadeira dela né? Como está essa essa situação de de proteção dessa criança? E e por enquanto a gente vai a gente está aqui com o doutor Eugenio, que hoje de manhã também participou pouco com vocês, ele lida com dados lá no nosso departamento de gestão do cuidado integral e vai estar nesse esforço de tentar desvendar pouco mais esses dados. Então por enquanto, a gente olhando pro pros dados né de mortalidade materna, nos objetivos de desenvolvimento sustentável a gente tem como o Brasil 1 meta de reduzir pra 30 por 100000 mulheres a mortalidade materna. E a gente sabe que a gente ainda tem grande desafio, com o COVID esses valores quase dobraram. A gente teve 1 situação muito complicada, que já foi bem falada aqui e bem está sendo bem tratada, né, e que a gente ainda tem, na verdade 1 1 diferença entre os estados muito grande, por exemplo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão perto de atingir essa meta de 30 por 100, mas a gente ainda tem estados como Roraima que tem 160 mulheres para 100000 nascidos vivos que morrem, que que morreram né no ano de 2022. E outro grande desafio é que 64.7 por 100 dos óbitos maternos entre 2016 e 2022 foi na população negra e a gente ainda precisa ontem por exemplo, a gente estava o dia inteiro discutindo sobre a primeira infância antirracista, que a gente precisa ver, a gente precisa tratar, a gente precisa dar resposta às necessidades reais dessas crianças que ainda pedem as mães e que morrem também e que são mais atingidas pelas doenças de forma geral. Então quando a gente fala das crianças né, a gente precisa primeiro pensar né, na gestação que desde a concepção a gente já está preocupado com o desenvolvimento delas e a gente quer que essa mãe, essa mulher, ela seja bem cuidada, ela seja, ela tenha qualidade na atenção, não só que ela sobreviva mas também que ela esteja íntegra no ponto de vista da saúde, dando com condições né, de dar o melhor atendimento pra essa criança. Então a gente sabe que hoje no Brasil a gente tem bom número de consultas prénatais, então só 18 por 100 das gestantes têm menos de 7 consultas, mas a gente sabe que é necessário ainda 1 qualificação desse prénatal. O financiamento da atenção primária hoje ele tem o foco na qualidade, ele tem financiamento diferenciado pras populações que estão em situação de vulnerabilidade. Então esse foco nessa qualidade já existe né dentro do Ministério da Saúde. Além da atenção primária agora com a rede aline, vários desafios do prénatal, do parto e nascimento estão sendo também, vistos né com 1 de 1 forma muito responsável, no sentido de maior financiamento pra prénatal de de alto risco, toda o cuidado neonatal dentro da das unidades neonatais também estão sendo melhor financiados e também o as crianças que hoje nascem prematuras, nascem com alguma anomalia congênita que o desenvolvimento não é completamente, não é pleno né do que era esperado pra cada criança, hoje o o followup de de o ambulatório de acompanhamento dessa criança também está tendo financiamento diferenciado. Quando a gente fala dos recém nascidos prematuros, esses recém nascidos eles acabam quando 1 mulher morre, muitas vezes quando esse bebê sobrevive, ele tem maiores necessidades, né, e a prematuridade é 1 delas e que vem junto com ela várias necessidades específicas que esse bebê tem. E a gente precisa, nessas crianças que estão em situação de orfandade, garantir que elas tenham o atendimento conforme a necessidade dela. Então a gente ainda tem muitos desafios, a gente viu tudo isso né, alto índice de mortalidade materna, esses nascimentos prematuros, essas desigualdades entre as unidades da federação, os municípios de menor IDH precisam ser vistos né, eles estão sendo vistos pelo por essa novo financiamento da tensão primária, maior autoridade na população negra, dificuldade de monitoramento e também hoje esse esse desafio do financiamento está sendo suprido pela rede aline. E atenção ao parto e cuidados perinatais, algumas ações assim mais gerais também estão sendo feitas, eu vou me me passar já pra política nacional de atenção integral à saúde da criança. Na política nacional de atenção integral à saúde da criança a gente tem o foco na gestação, parto, nascimento, crescimento e desenvolvimento dessa criança. Então, com foco maior né nessa população vulnerável EEA gente também hoje tem o foco no pleno desenvolvimento. Então a gente, a política nacional de atenção integral à saúde da criança ela é organizada em eixos, as redes de atenção à saúde, atenção básica, são são transversais né, todos esses eixos e todos os eixos são trabalhados. A gente sabe que quando a gente fala de saúde, a gente ainda tem foco na doença, mas a gente precisa ter foco né, na em todas as crianças no sentido de estimular o desenvolvimento infantil e tentar que cada 1 dentro das suas necessidades tenha o seu desenvolvimento pleno. Então a vacinação hoje ainda é grande desafio, há pouco tempo a gente tinha 95 por 100 de cobertura, hoje a gente tem 60, 70, 80 por 100 de cobertura. A violência contra crianças e adolescentes a gente tem número ainda muito grande, 2015 a 2020 e 83570 e caso de de violência sexual contra crianças foi notificado, os os familiares e conhecidos são os maiores responsáveis, se a gente pensar que essas crianças órfãs elas estão podem estar menos protegidas elas vão ser maior maiores focos né, dessa violência. E a gente tem também 1 predominância no sexo feminino, de da de de todas as notificações, 76.9 por 100 foi em crianças e dessas 92.7 foi em meninas. Quando a gente fala da violência a gente tem 1 linha de cuidado que é direcionada a crianças, adolescentes e suas famílias em situação de violência e que tem foco também na prevenção, notificação, 1 escuta qualificada dessas crianças no sentido e até mesmo cuidado específico pro agressor no sentido de ele não praticar mais aquele ato, então também é grande desafio. Então a gente vai dar agora foco rápido na promoção e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento integral. Por quê? Primeiro, né, o desenvolvimento na primeira infância, na verdade hoje ainda não é priorizado pelos profissionais de saúde. Então a gente ainda tem esse esse grande desafio. Então só 42.8 por 100 dos cuidadores relataram nunca, na verdade, 42.8 por 100 dos cuidadores relatados nunca terem tido 1 orientação relacionada ao estímulo desenvolvimento infantil. Então, até dentro da teoria do apego, vínculos afetivos que as crianças estabelecem com seus cuidadores dentro do contexto familiar, possibilitam base segura para o desenvolvimento integral. Então quando essa criança perde ou o pai ou a mãe ou os 2, esses vínculos precisam ser mantidos com os cuidadores que assumirem essas crianças. Essas crianças precisam ter acolhimento, conforto, consistência desse vínculo, senso de bemestar, proteção emocional e vínculo seguro, esses vínculos precisam ser seguros. Se nós conseguimos construir as competências dos adultos, nós vamos melhorar o desempenho dessas crianças. E num estudo né, que foi feito com 1000 crianças, foi visto o seguinte que, 85 por 100 das crianças de 0AA 6 meses, tinham todos os dias, brincadeiras com elas, mas ao longo dos anos né, até as crianças de 2 a 3 anos só 57 por 100 do do dos casos né tinham brincadeiras todos os dias então, essas crianças estão ficando muito mais em telas né, em programas hoje hoje são as telas mesmo que estão tomando conta né do do dia a dia delas e a gente precisa lembrar que até 2 anos a gente precisa ter 0 de telas pra essas crianças, a tolerância é 0 até 2 anos. Então aqui por acaso eu sou a modelo aqui do, do curso que a gente estava numa prática e então hoje o Ministério da Saúde está lançando, vai lançar na verdade em janeiro, mas as préinscrições já estão abertas, curso que é de cuidados para o desenvolvimento da criança, por EAD, com foco nos profissionais da atenção primária à saúde, esses profissionais de saúde vão ter base pra orientar os cuidadores no fortalecimento do vínculo com essas crianças. Então esse curso ele já está as prescrições já estão abertas, se vocês depois eu vou deixar a apresentação nesse qr code já pode ser feita a préinscrição, então se pretende nos próximos 2 anos que, no próximo ano que mais de 20000 profissionais de saúde da atenção primária, façam esse curso, nós vamos ter nos próximos 2 anos, centro de referência, onde tutores dos municípios vão poder fazer o treinamento também presencial, no sentido de dar suporte aos profissionais de de saúde da atenção primária. Outra outro eixo né, que também eu quis destacar, é a tensão integrada a doenças prevalentes na infância, através desse do EDP, onde hoje o Ministério da Saúde apoia os estados e municípios a a treinarem os seus profissionais médicos e enfermeiros a a ter essa atenção especial essas crianças com doenças prevalentes. Então é isso hoje a gente tem desde junho desse ano, a gente tem 1 política internacional, né, pela primeira infância, da primeira infância, onde logo se se espera, né, como resultado que essa coordenação intersetorial aconteça, hoje ela é feita pela Casa Civil, os grupos de trabalho estão trabalhando assim bem de forma incessante, no sentido de que essas necessidades específicas, sejam realmente respondidas de cada 1 das crianças do Brasil. Muito obrigada. Obrigada.

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