
Intervenção aqui rapidinho nós tivemos muita resistência muita resistência de todas as instituições não é Edmilton? Nós marcamos a reunião com a secretaria de estado pra puxar o seminário a gente não conseguia. A gente fez incidência política na Assembleia Legislativa, a gente não conseguia deputado que quisesse assumir o seminário. E aí foi quando a gente chegou à conclusão o Coegemas vai fazer. Aí nós discutimos com o prefeito, custeou as despesas, levamos os técnicos né? O Milton esteve presente e a gente teve todo mundo fugia dessa temática. Né? E foi quando a gente falou não o Coegemas vai buscar os dados, vai disponibilizar os técnicos e o Milton foi muito importante a colisão foi muito importante porque naquele momento que a gente estava exausto e achando que não ia conseguir ir lá e motivava e a gente conseguiu chegar aos números e mais importante conseguiu chegar a as as crianças e aos adolescentes que estavam precisando muito dessa atenção né? Perfeito. Dessa inclusão na verdade.
Boa tarde obrigada deputada quero aqui cumprimentar a mesa em seu nome, eu sou Eugilene Alves, sou 1 mulher de média estatura ficou parda e uso 1 roupa preta. Nós o município de Manaqueri é município de pequeno porte ele está localizado a 180 quilômetros de Manaus. Viajei quase 14 horas até Brasília, saí de do município ontem às 17 horas, e cheguei hoje às às 8 horas da manhã, em Brasília, passando por 3 balsas, e o que nos motiva é passar pelo encontro das águas né? Então quando a gente a gente que viaja tudo isso, aí quando chega no encontro das águas a gente vê aquela maravilha toda, e acaba sendo motivada né por isso, é a recompensa. O município de Manaquiri tem 17000 habitantes, desses 17000 habitantes 16 estão no cadastro único. É o que nos facilitou a fazer a pesquisa né porque nós temos aí praticamente 97 por 100 da população escrita no cadastro único. Nós solicitamos à Secretaria de Saúde as famílias que foram, que tiveram óbito por covid, e cruzamos esse esses dados na base do cadastro único buscando aquelas criança que tiveram alteração do responsável familiar, né e a partir disso nós fomos afunilando a pesquisa, a princípio nós encontramos 65 crianças nessa condição e nós fomos buscando mais mais dados e chegamos a 32 crianças. E dessas 2 32 crianças, nós começamos a identificar que elas já estavam inseridas em alguns serviços sócioassistencial da da do da Secretaria Municipal de Assistência Social, né. Então nós começamos a fazer alguns cativa, visitamos todas, né, e graças a Deus não encontramos nenhuma com algum tipo de violação, tipo abuso sexual, todas estavam em família extensa, ou famílias que a alguém da família sem passar guarda, aquela aquela situação cuida dessa criança aqui que os pais foram a óbito né, e nós começamos a fazer esse diálogo porque apesar de algumas já estar no serviço fortalecimento de vínculo, a gente não tinha ainda, ido a fundo das pra saber a origem dessas crianças e como elas estavam organizadas nessa nova família, então a gente passou a conhecer melhor e dar prioridade pra inserilas em outros serviços. Eu e a gente eu conversava com a equipe técnica né, que a gente não não melhorou a condição dessa de vida dessa criança como deveríamos, porque nós não temos recurso financeiro pra isso, mas a gente buscou fazer estudo socioeconômico dessa família, essa família pra dentro do sistema de justiça também, começamos a fazer inscrição no Conselho Nacional pra verificar a possibilidade de adoção né, e também chamamos o Conselho Tutelar a Rede de Proteção, para que a gente pudesse começar a organizar a guarda né legalizar a guarda dessas crianças e outras famílias nós conseguimos identificar, por não ser família extensa, qualificar fazer inserir no curso de formação e colocar como família acolhedora 3 crianças estão como né dentro desse cadastramos as famílias nas nas quais elas estavam inseridas, e colocamos na família acolhedora recebendo salário mínimo por criança e salário e meio quando é grupo de 2 irmãos né. Então ainda é muito novo pra nós tratar esse assunto, a equipe de referência do CREAS é que está à frente junto com CMDCA e Conselho Tutelar, estamos nesse diálogo também com o fórum, pra que a gente consiga entender melhor esse processo, mas o êxito de tudo isso é que nós passamos a enxergar né, a conhecer e saber onde essas crianças estão inserida e como elas estão vivendo, qual escola frequentava, mudou de escola né como que ela está organizada hoje, né vocês podem ter acesso à pesquisa que foi feita pelo nosso gestor do cadastro único, Carlos Ubiraci, foi disponibilizado no grupo, e lá tem a também foto das técnicas registro fotográfico das técnicas que realizaram a busca ativa. Apenas 2 2 crianças a gente não conseguiu fazer visita, porque o município passa por 1 estiagem muito severa, onde o nosso rio que dá acesso a afluente do Solimões, dá acesso ao município de Manaquiri que tem 1 profundidade de aproximadamente 15 metros hoje a gente consegue andar no fundo desse rio, né a gente tem apenas 80 centímetro de largura do rio, rio que media mais de de 60 metros né de de largura a gente só tem hoje 80 centímetro e 25 centímetros de água. Não navega nenhuma canoa né? Então a gente está nessa condição e não teve possibilidade da equipe técnica ir na comunidade onde essas crianças estão, porque é praticamente impossível caminhar na na na mata, no sol quente, sem acesso à água mais de 30 quilômetros né, enfrentando vários outros tipos de riscos. Então a gente se comunicou com o agente de saúde dessa localidade, que fez a visita, identificou, mandou fotografias pra gente e nós estamos esperando o rio subir infelizmente pra poder chegar até essas crianças. Mas a eles estão com família extensa estão com os avós, então a outra está com com a família de com tios né com os tios paternos e a gente precisa chegar mais próximo pra dizer pra dentro dos serviços assistenciais, fazer com que a rede de proteção funcione, fazer articulação com outras políticas pra que essas crianças tenham o mínimo dignidade. Então foi possível a gente chegar nessa nesse número a partir do momento que nós fomos buscar dentro do do do relatório do cadastro único, famílias com indicativo de óbito, né então quando a gente foi buscar e viu que essa criança, a partir da lista que a a secretaria municipal de saúde disponibilizou, ela teve mudança no RF, então a gente começou a entender e conhecer e essa criança estava, algumas já estavam dentro dos serviços e nós não sabíamos né, da da da delicadeza daquele momento sensível que a criança estava passando, então nós redobramos o nosso a nossa atenção né na oferta do serviço psicossocial socioassistencial pra que essa criança pudesse estar passando por esse momento com mais conforto. Eu quero aqui agradecer a oportunidade de colocar experiência de Manaqueri e estamos à disposição para mais esclarecimentos.
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