
Boa noite. Já estamos entrando à noite. A gente iniciou assim o a ideia era iniciar o plantão, né? Onde está aqui também a Brenda e a Bruna que fizeram parte do plantão onde ela quiser. E a nossa ideia era iniciar ele mais ali por maio, onde nós tivemos os enchentes no Rio Grande do Sul, a gente acha importante também pontuar isso, porque as questões ambientais impactam diretamente na vida de todo mundo, mas principalmente na vida das mulheres. E o instituto também esteve frente de 2 abrigos, o primeiro abrigo de mulheres e abrigo oncológico. Então a gente conseguiu iniciar o plantão em agosto e finalizamos ele agora no dia 22 de novembro, né, os atendimentos, agora com amanhã e quinta, né, a jornada. E nós tivemos então no na área da psicologia, nós tivemos o acolhimento psicológico e também tivemos as rodas de cuidado mútuo entre as mulheres, entre mulheres, né, e não só, a gente, entre mulheres na política. Além também do acolhimento psicológico, as mulheres que entraram em contato elas elas também tinham a possibilidade da orientação jurídica e comunicacional, né. No acolhimento individual, a gente pensou assim, fazer acolhimento e depois a ideia era principalmente a gente ter esses espaços de roda, de grupos, pra que a gente pudesse justamente estar ali em coletivo, esse compartilhamento, as questões elas são individuais mas elas são coletivas, muito do que a gente vem falando aqui hoje. E aí quando a gente fazia acolhimento a gente pensava, de repente em alguns casos a gente vai precisar ainda fazer mais mais ou mais 2 acolhimentos além desse inicial, mas a gente sempre perguntava da possibilidade delas participarem dos grupos das rodas que nós estávamos organizando. E aí a gente foi construindo muito no processo, no caminho mesmo, por ser projeto bastante novo, como a gente tem visto aqui todos né muito novos então eles foram construídos muito no caminho então a ideia inicial era a gente fazer grupos fechados com as mulheres que já tinham passado por esse primeiro acolhimento individual e a gente então né tentou realizar esses grupos e aí quando isso aconteceu já estávamos ali com a campanha mais ativa e as mulheres estavam fazendo agenda né tinham que que ir atrás de voto. Assim né a gente não atendeu somente as mulheres candidatas a vereadoras EAA candidatas a vereadores e prefeitas mas a gente atendeu mulheres na política porque daí também no processo a gente foi entendendo que era necessário assim esse suporte para as mulheres acessórias, que estavam né na coordenação de campanha, de outras instituições também, que inclusive instituições que estão, que eram voltadas para mulheres candidatas também, né, então o projeto ele foi se construindo também nesse nesse processo. E, então bom, não não não a gente percebeu que essas rodas fechadas elas não não iriam acontecer naquele momento, a gente então aguardou, fez os acolhimentos individuais de quem buscava, mas aí a gente as rodas de cuidado mútuo, entre mulheres na política, eles iniciaram no período póseleitoral, que a gente viu que era a possibilidade das mulheres em participar seria póseleição ali do primeiro turno. E nós conseguimos então fazer 3 desses encontros. E aí eu trouxe algumas questões que eu, né, eu junto com as outras também psicólogas que participaram do projeto, que nós tivemos, né, professoras e doutorandas da da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e do Rio Grande do Norte. Então a gente observou algumas algumas e eu vou trazer assim muito acho que são palavras que surgiram aqui e eu acho interessante ponto a isso também nos grupos nas rodas que nós tivemos que quando a gente escuta os depoimentos de mulheres né de todo de todo o país assim, vereadoras, deputadas, quando a gente, daí eu também, né, tem o livro da Manu, sempre foi sobre nós, tem depoimento de diversas mulheres ali, as mulheres que estavam no acolhimento psicológico, as mulheres que estavam participando da roda, são palavras sempre muito similares que aparecem. E aí eu queria trazer pouquinho disso pra vocês então, dessas palavras que mais apareceram no nos acolhimentos individuais e nas rodas né. O tipo de violência sofrida, sentida e percebida, porque daí colocamos assim de 1 forma a partir das palavras delas, na narrativa delas, de como que elas estavam sentindo mesmo. Então foi silenciamento, isolamento, falta de recurso financeiro, racismo, agressão verbal, agressão verbal com conteúdo sexual, ameaça de morte, apagamento, desvalorização, desvalorização, para, né, foi de que em todos os acolhimentos individuais essa palavra apareceu, né. O sentimento de injustiça, de raiva, medo, tristeza, desesperança, confusão, exaustão, desgaste, isolamento, luto, indignação, ansiedade, impotência, inadequação. E 1 das principais questões, como é acolhimento, a gente sempre explicava que não era 1 psicoterapia, que era esse momento do acolhimento, a gente tentava buscar que suportes ela percebia que poderia ter à sua volta. E se era assim da família, se era de pessoas do partido, mulheres do partido, né, tentando identificar qual era essa rede. E a maioria encontrava apoio principalmente em amigas, depois em filhas, depois em outras mulheres da família, e grupos de mulheres dentro do partido, né, então principalmente de outras mulheres. E eu também perguntava no acolhimento como que era o suporte dentro do próprio partido, E a maioria também quando a violência ela não vinha de dentro do próprio partido, elas não se sentiam acolhidas e com suporte dentro do partido, né, e então essas palavras foram principalmente em relação ao acolhimento individual, mas também foi muito o que apareceu nas rodas, mas nas rodas na primeira a gente perguntou quais eram as dores de estar na na política mas também quais ou que pontos positivos, que que mantinham elas ali, né, qual qual era a motivação de de de permanecer na política. E aí as palavras que apareceram, as palavras não né sim, mas as as questões que surgiram ali foi que as entre as dores era a solidão e o isolamento e e que assim o principal pra elas permanecerem era justamente as questões que diz respeito entre as mulheres assim né, de delas se manterem pela garantia de direitos enfim né, mas aqui também era o suporte, né, que entre mulheres elas encontravam suporte. E como tem tempinho ainda, eu vou aproveitar pra 3. Não, eu já tinha encerrado, mas como tem tempinho, eu acho que como a gente trouxe também os depoimentos ali por vídeo né, queria trazer a algumas frases que surgiram durante alguns acolhimentos individuais e também algumas no nos grupos né, que eu acho que também tem muito a ver com o que a gente, com tudo que a gente falou aqui e essa parte. Se pedissem 1 palavra pra para fazer das mulheres na, se pedissem 1 palavra para dizer o que que é mulher na política, seria solidão. Essa mesma mulher disse né, o dizer cura, o dizer conecta, permite outra conexão para mulheres se manterem sadias, muitas das nossas adoecem, falar aqui nos nos manteve sadias. Consegui puxar da memória alguma coisa que vivi nesse processo, momento de carinho, de acolhimento com mulheres, eu consegui chegar até aqui porque tive outras mulheres me amparando. Fiz essa tríade pra me cuidar, atividade física todo dia, terapia e amigas. Mulher precisa preparar rede de apoio, a impressão é que homem quando se candidata é só ir só só ir lá se candidatar. Aqui, aqui mulheres não participam da política, aqui na cidade ela estava falando. Essa é 1 forma de adoecimento das mulheres, e consequentemente da comunidade. A gente só resolve falando, se a gente silencia, a gente não resolve, a gente perde alegria, e se a gente perde alegria, a gente perde tudo. Muito obrigada Taiara, foi muito interessante e eu só queria pontuar.
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