
Saem políticas afirmativas pra pra garantia da presença LGBT mais, nas eleições em cargos eletivos. E, como que a gente defende essa pauta, se políticas afirmativas que já garantidas, a gente vê tem sido estar junto com outros movimentos sociais, pensando nessa questão. O voto tem 1 ação de incidência política, que antes das convenções partidárias, a gente envia 1 carta pro partido, falando assim olha na no último ciclo eleitoral o seu partido financiou, dedicou tanto a candidaturas LGBTs, né. São ações assim. Que é o que a gente pode fazer nesse momento diante, como movimento social né, como 1 organização da sociedade civil. E, agora como pesquisadora o meu grande nó é assim, como chegar nessa informação? Né, sobre financiamento hoje a gente faz 1 análise, do financiamento das eleições de 2024, e agora com dados oficiais a gente talvez consiga fazer, das eleições anteriores, né. E o quanto eles são significativo, eu já estou me enrolando gente. Obrigada Ana, agora Nayra, acho que só quero dizer porque nos seus apontamentos é 1 reflexão né então tem.
É 1 honra conhecer pessoas com trabalhos que vão muito de encontro aos nossos esforços. Eu fiquei muito feliz de conhecer os resultados do Entre Nós candidatas. A gente do vote teve a chance de participar dos primeiros encontros do desenvolvimento de metodologia, e aí ver a narrativa disso até agora sem é é de extrema felicidade, é muito do que foi dito aqui, tem a ver com o que eu vou trazer, e eu acho que o filme, ele facilita muito minha minha fala hoje, né? Ser 1 pessoa LGBT na política institucional no Brasil, traz dificuldades e questões que vão muito de encontro ao que a gente entende como violência política de gênero, mas tem suas singularidades, né, e ver tantas figuras no filme hoje, então já abriu muitos caminhos pra pra minha fala aqui. Hoje eu sou coordenadora, estou né como coordenadora de pesquisa no Vote LGBT, e o Vote LGBT nasceu em 2014 fazendo levantamento de candidaturas próLGBT, isso aconteceu há 10 anos atrás, e o nível de debate da pauta, a gente estava nesse momento, à época levantamos 270 candidaturas próLGBT destas 3 LGBTs, né, tinha 1 lista de 30 pessoas LGBT, só que não autodeclarada, que ainda tem esse desafio. Saltamos para 2024, esse é o primeiro ano que o TSE faz o levantamento, no cadastro das candidaturas, sobre identidade de gênero e orientação sexual. Então pela primeira vez no Brasil nós temos dados oficiais, é 1 primeira experiência então, temos a melhorar, mas é 1 felicidade muito grande de compartilhar com vocês que esse ano nós tivemos 3000, mais de 3000 candidaturas LGBT mais no Brasil. E destas, mais de 200 foram eleitas, mas em apenas 3.5 por 100 dos municípios brasileiros. Então, a gente está falando aqui, ainda sob sub representação. As pessoas LGBT mais na política são as mais sub representadas. Nós, a partir de dados da sociedade civil, já que o estado não sabe quantas LGBTs somos no Brasil, a sociedade civil né, tem esse papel, ocupa esse papel de produzir esse dado, então são os 9 por 100 da população brasileira, mas nas eleições de 2024, ocupamos só 0 vírgula 0.68 das candidaturas, e 0.33 das eleitas, então ainda é 1 realidade, e a outra realidade é a violência política como experiência compartilhada. O voto LGBT além da pesquisa, ele tem ações de incidência política e esforço muito grande de apoio às candidaturas e mandatárias LGBT mais no Brasil. E desde o momento que que a gente começou a oferecer apoios, buscar formas de apoiar essas candidaturas e e mandatárias à violência política, assim não tem 1 1 pessoa que não tem 1 narrativa sobre violência política, né? E, se a gente levar em consideração o perfil das, gente eu posso levantar, vocês se incomodam da mesa? Ai eu fico virando pra lá, virando pra cá, eu não olho pra vocês, não olho pra vocês. Professora também não né? Sou, é isso. Bom, a questão da interseccionalidade também o quanto isso nos torna mais ainda vulneráveis. Nas eleições de 2024, 79 por 100 das candidaturas LGBT mais são negras e mulheres, então 79 por 100. Já falei pra vocês de do nosso esforço né com as pesquisas qualitativas em 2020 e a gente conseguiu fazer 30 entrevistas profundas né, com candidatos e mandatárias LGBT, e em todas surge essa questão da saúde mental. E aí vamos pra materialidade, né? O Ministério Público Federal tem GT de violência política, né em que lá se analisam casos, que de. Gente. Quê? Violência política de gênero, isso. E aí eu trago algum alguns dados aqui pra gente fazer contraste. Nas eleições de 2022, as candidatas LGBT mais elas representaram 2 ponto por 100 das candidaturas femininas nas eleições. Mas, quando a gente vai olhar pros alvos da violência política de gênero, a a gente vai olhar pros alvos da violência política de gênero, a gente tem, que 30 por 100 são de mulheres LGBT mais. E tem a questão da gravidade também, a gravidade das violências, então é separado né, se isso é crime eleitoral ou crime penal crime penal sendo os mais graves né. Pra mulheres não LGBT crime penal foi ficou em 22 por 100, e pras mulheres LGBTs 48 por 100 foram enquadradas como crime penal. E aí chega o nosso esforço pra falar sobre saúde mental, porque sim é o principal impacto da violência política. Então o vote ele faz esforços em oferecer apoio psicológico desde 2020. Na primeira versão do projeto, foi em parceria com a Casa e teve como enfoque, mulheres negras e LGBT mais. Foram 146 atendimentos à época, 2, é bom, a nossa primeira versão chama escuta gente cada eleição é nome diferente. Você ah você participou, ai que honra. Gente isso acontece com frequência assim eu ter a chance de falar sobre o projeto e e encontrar alguém é sempre 1 honra. Então teve essa primeira versão do escuta candidata, em 2022, cuidado também à luta, e aí a gente tem enfoque em pessoas LGBT. É 1 iniciativa do Vote, mas pra oferecer apoio jurídico, a gente contou com a parceria com a BGLT e com o Sindicato de Advogados de São Paulo. Foram sem atendimentos. E é isso que a gente chega nas eleições de 2024 com o cuida LGBT mais, que é a versão atual. A gente tem o enfoque em candidaturas né, pessoas que se candidataram LGBT, mas também suas assessorias, e isso foi 1 demanda do do público né, existe 1 fala de 1 mulher preta travesti que foi candidata agora nas eleições de 2024 que ela falou que durante a campanha ela compartilhou o corpo dela com a equipe de campanha. Então as pessoas também passaram a ser vulneráveis nesse processo, e a gente oferece também, esse serviço pras assessorias dessas candidatos LGBTs. O Cui da LGBT mais hoje, ele faz parte de programa maior que é a Sentinela, eu vou apresentar daqui a pouquinho rapidinho. E, que a gente fez também a parceria com o Ministério de Direitos Humanos e Cidadania. Vão ser 600 atendimentos, né, do Cuida, até agora a gente realizou 260 mais ou menos. Aqui são dados do escuta candidata, como que eu estou de tempo? Só pra. 40 segundos, está bom. Está bom. Gente aqui, é experiência de 2020 né, tem relatório lindo que está disponível online, mas só pra ressaltar que a saúde mental é a a maior dificuldade experimentada no período de campanha, né, a segunda é a falta de recursos financeiros e isso é reiterado, eu vi isso aqui, ouvi de vocês também então, muito é 1 realidade realmente compartilhada. Motivos que levaram pra pensarem de existir da campanha, né? Falta de recursos financeiros, sobrecarga de funções, falta de apoio do partido, violências sofridas, falta de apoio familiar, e por aí vai. Em 2022, essa foi 1 versão pouco diferente do projeto né, a gente ainda vivia a situação da pandemia, então o que a gente teve foi relato das das psicólogas, e isso essa sobrecarga dentro da candidatura da vida, especialmente no caso de mulheres, que tende a acumular ainda, os cuidados com a família, com as crianças, falta de recursos financeiros gerando ansiedade, muitas precisam seus trabalhos pra se dedicar à candidatura, e há o receio de acabar a campanha, não ser eleita e não ter trabalho. E aí agora a versão desse ano, Desse ano a gente já ficou já falei sobre o público né? A ideia era que a gente oferecesse 4 sessões, individuais, com psicólogos, nós tecemos 1 parceria com 1 clínica que conta só com profissionais LGBT, que é a clínica LGBT mais com local. A gente teve até agora 100 e inscritos, 60 se engajaram no projeto, porque isso eu achei muito curioso que muitas pessoas se inscreveram, mas optaram por não se engajar no no processo. Dessas né 24 são mulheres, e dentre essas 24, 9 são trans. E aí 12 casos desses, dessas 60 pessoas, são casos que tiveram questões de saúde mental mais agravadas. Então, a a partir do relato das psicólogas, são pessoas com o que sofrem hoje com a ideação suicida. E, o que a gente destaca nessa nessa experiência de agora é a importância da supervisão pras psicólogas e psicólogos né são, 5 psicólogas e psicólogo. EAA importância desse espaço da supervisão pra que exista essa troca. E aí, a gente pediu pros psicólogos, caso a gente não induzia isso, mas caso a pessoa trouxesse alguma questão de violência política, que se registrasse num formulário que a gente disponibilizou, né? Então é daqui são dados preliminares né, o projeto ainda não foi concluído, então mais 1 vez a questão de saúde mental né se destaca, na de maior dificuldade né a falta de recursos financeiros, algo que a gente já ouviu aqui, e aqui, quem agride né? E e aqui eu vejo nó, porque como é espaço terapêutico, as pessoas se sentiram seguras pra falar da violência que sofrem no interior dos partidos, porque mesmo nas pesquisas que a gente realiza de forma anônima, anonimizada, né, as pessoas se sentem pouco à vontade pra compartilhar o que vivem dentro do partido, muito pelo que a Nayla trouxe de de dessa questão desse cálculo político, né? Eu estou construindo 1 trajetória aqui, então eu não eu não posso vulnerabilizar mais ainda a minhas minha trajetória dentro desse partido. E, é o que eu destaco aqui. E aí entra a questão, da LGBT mais fobia, né? Porque muitos dos ataques levam em consideração e atacam as identidades LGBTs, né? Então isso faz com que a gente faça essa pergunta. Existe 1 violência política LGBTfóbica? Então hoje nossos esforços de pesquisa estão sendo nesse sentido, né tanto pesquisa Quanti, Quali, a gente tem trocado com algumas outras organizações LGBT da América Latina né Argentina, México e Colômbia, que também tem se dedicado a pesquisar violência política LGBT também nos seus países. Eu prometo pra vocês quando tiver novidade eu eu vou, eu vou trazer. E aí eu vou falar pouco da sentinela, que é a o cuida hoje está dentro desse guardachuva da sentinela. A sentinela é sonho de usar a inteligência artificial pro fortalecimento da democracia. Então seria 1 sentinela mesmo né, com o papel de monitorar a a ataques online, né identificar e e monitorar. Hoje a gente tem como canal, né, em que pessoas LGBTs que participaram da corrida eleitoral podem entrar em contato, fazer seu relato. Esse relato pode vir a ser 1 denúncia, caso a pessoa assim queira, né porque a gente envia pro Ministério de Direitos Humanos. E é isso gente. O o Vote LGBT, né? O sentinela. O sentinela está lá também, se você for no link na bio, tem o link. Obrigada Alciana, excelente projeto.
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