
Todas nós somos meninas agora, num debate tão importante, né não há etarismo há simplesmente a existência de nós no mundo político, fazendo esse enfrentamento então é vocês devem saber que a secretária que o ministério das mulheres têm 3 3 secretarias 3 secretarias finalísticas e 1 delas é a que a gente trabalha a violência política Nessa secretaria, nós temos 4 coordenações que trabalham saúde, educação e participação política com foco na violência política contra as mulheres. Eu achei importante, que a gente está falando aqui o tempo todo, e eu me senti altamente contemplada nas pesquisas, nos dados, nos relatos, nos depoimentos, nas tentativas de encontrar formas de enfrentamento à violência que nós sofremos, mesmos e nos nem todos os espaços não só no espaço institucional da política é que a gente que a gente compreende como 1 coisa institucionalizada mas também em todos os espaços onde a gente possa fazer ativismo como cidadã, como mulheres, como pessoas humanas, na discussão de direitos humanos, na discussão de tudo que chamase existência e direito de existir. E aí nós na de dentro da pergunta que a deputada me trouxe eu gostaria de lembrar que o ministério das mulheres que é o ministério das mulheres e não o ministério da mulher por isso mesmo com essa pluralidade com essa diversidade com as mulheres que a gente compreende ele ele resgata o que nós já conhecíamos em governos passados que era mulher viver sem violência resgata o programa são 3 programas importantes Autonomia econômica e políticas de cuidado. Igualdade de decisão e poder para as mulheres. Nesses 3 programas, a gente compreende as violências, as várias formas de violência, que afetam as mulheres e muitas delas, já foram aqui faladas. Pessoal que está na mesa, e também quem está aqui presente. Mas também quem está assistindo de forma virtual, deve ter percebido, que a gente falou de várias formas de violência, né. Da da física pessoal patrimonial simbólica e etcétera e tal, a gente também chegou à violência política e toda ela, todo esse leque de violências, está no contexto das dos programas e de ações do ministério das mulheres isso é muito importante para nós entendermos mas a gente sabe que o ministério sozinho não consegue alcançar nenhuma forma de enfrentamento total. A gente precisa de 1 sociedade que compreenda, que tem na consciência do que significa violência política contra a mulher. E eu quero fazer parênteses dizendo que há vários conceitos ainda em construção sobre o que seria violência política contra a mulher. A gente fala violência política contra a mulher, aqui embasada em conceito e também as companheiras que falam em violência política de gênero estão na mesma linha, na mesma linha de pensamento, né? Na América Latina toda, há 1 discussão, e nós fizemos relatório que daqui a pouco eu falo sobre ele. E nessa discussão a gente traz de todos esses debates que estão postos aqui. Então, é, tem 1 coisa que seria importante falar, que quando a gente faz, é esse debate sobre violência política, a gente compreende essa diversidade e não por isso também, a gente é traz aqui o, não sei se vocês sabem, mas a gente é importante falar, que nós estamos lutando pela casa da mulher indígena, que é grupo, de grupo de de mulheres que sofrem cotidianamente não, há mais de 500 anos, e a gente sabe disso, né? E são violências muito específicas, muito, muito particularizadas, né? Então a gente tem essa luta para para trazer esse debate por dentro da secretaria, não apenas com relação à violência física, sexual etcétera. Como eu já falei, pela secretaria de de enfrentamento da violência doméstica, contra as mulheres, há escutas em territórios e comunidades e lá é que são levantadas essas perspectivas de violências outras, né, que a gente pode não ter nem a dimensão de de de tantas violências como, como elas se projetam no nosso cotidiano. O ministério também tem compromisso com o reconhecimento do feminicídio político, ainda não é reconhecido né? Feminicídio, mas e aí? Então o feminicídio político é 1 luta que a gente vem travando né? O ministério das mulheres também tem diálogo com o TSE pra que conjuntamente possa fazer 1 atuação através de 1 CT, acordo legalizado e publicizado de forma ampla pra o enfrentamento à violência tanto pelo pelo tribunal como pelo governo federal como pelo legislativo. Nós também temos parcerias com institutos de pesquisa. Alguns deles já falados aqui, sobre os dados de violência que nós temos no Brasil, em todos os segmentos de mulheres, LGBT, mulher trans, nós temos na nossa secretaria 1 companheira trans que trabalha conosco e nos auxilia muito nessa questão. E nós temos 3 fóruns pra trabalhar a violência também. É fórum de mulheres quilombolas, fórum de mulheres negras e fórum de mulheres lbts. Temos também g p de mulheres lbts que está fazendo essa discussão de enfrentamento à violência, como já foi tão dimensionado nessa mesa e nessa tarde, que eu quero parabenizar o observatório, por tanto conteúdo e por tanta riqueza de informação que a gente sai daqui hoje. Não diria cansadas, diria ao contrário, fortalecidas e corajosas a saber que não estamos sozinhas, em nossas lutas, em cada lugar onde a gente está, né? Então, as mulheres, o ministério das mulheres também tem realizado alguns eventos de escutas, junto a pessoas principalmente da da da região norte. E eu faço reparo que eu não sou da região, mas quando eu falo região norte, minhas amigas que são da região de, ei, você está falando errado, é região amazônica. No sentido mais amplo da existência e dos sofrimentos das mulheres que abarcam toda essa parte regional. E houve 1 oportunidade de ouvilas e também de realizar, por ocasião do G 20, de realizar seminários com mulheres e meninas, sobre violência de gênero e justiça climática. Ainda há 15 dias, o ministério realizou aqui no Sebrae, seminário com essas mulheres, mas também está realizando em Belém do Pará, e outros estados ali próximos, para fazer essa discussão de violências de gênero e justiça climática. E eu entendo, que não é só lá que há esse problema, eu estou apenas dizendo que em função de evento que vai acontecer, que todos vocês sabem né, então, ouvilas lá é 1 é 1 necessidade muito urgente, né. O ministério também fez essa essa discussão sobre violências de gênero, gênero e igualdade de gênero por dentro do do GT0G 20, para tentar conseguir colocar e conseguimos colocar na declaração final, igualdade de gênero, é termo que a o governo da Argentina na América Latina falou que se indispôs, quis enfrentar, fazer enfrentamento, mas nós, depois de muitos debates, nós garantimos colocar essa esse termo, a gente usa bem a palavra termo pra sintetizar que não estamos aqui fazendo o debate, mas dizendo que queremos garantir e pautar essa discussão mundialmente, né? E, e não, não teria outra razão de ser a nossa existência se a gente não compreender que as mulheres estão em todo o mundo vivendo situações parecidas com diferenças muito, muito grandes, mas num sentido cultural, no sentido de de de religiosidades e, né, essa coisa. Então, só pra, eu tenho mais uns minutinhos, só pra dizer pra vocês que finalmente é 1 outra coisa que eu não poderia deixar de dizer. Nós realizamos, em 2023, GT, GT de enfrentamento à violência política contra a mulher. E nós, por oportuno, nós ouvimos 50 mulheres, que que viveram violências. São mulheres de diversas regiões do país, que sofreram violências parlamentares e exparlamentares, mulheres operadoras do sistema de do sistema de justiça que trabalham o tema, mulheres que fazem na academia pesquisas a respeito da da violência política contra a mulher. Nós ouvimos, assessores técnicas dos ministérios envolvidos no GT e também que lidam com a luta com a luta pelo direito à terra e é onde se dá aí nos territórios e comunidades, é onde se dá maior número de conflitos. Então esse arcabouço todo de dores, de falas, de esperanças e desesperanças também, mas de muita muita altivez e de muita vontade de lutar contra este esse tipo de enfrentar esse tipo de violência, está tudo aqui. E 1 série, 1 série de propostas para todos os poderes constituídos, os 3 poderes constituídos e todos os demais órgãos que a gente pode compreender que tem a incumbência de de fazer conosco esse enfrentamento. Eu gostaria de dizer pra deputada que nós ficaremos muito feliz se ela desse 1 olhadinha na assessoria, pedisse pra dar 1 olhadinha porque tem muita coisa que que sugere, a elaboração de novas proposituras legislativas, que sugerem a mudança das leis que a gente já tem, 2 delas né, a 14000 192, 14 1197, sugere a revisão, mas sugere principalmente 1 outra forma de olhar para as mulheres nos espaços de poder e decisão. Eu agradeço demais a oportunidade de estar aqui, torcendo breve pra gente não, ainda dar oportunidade da outra companheira que está sentada à mesa. Parabenizo novamente o observatório mas principalmente vocês que ficaram aqui até agora pra nos ouvir. Muitíssimo obrigada e a gente está no ministério aí esperando todo mundo pra nos ajudar. Abraço.
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