
Vereadora e sofri 3 ameaças de morte, a gente vai ter oportunidade de falar no instituto que a Manu nos convidou, na parte de amanhã e inclusive por ter montado a a resolução para criar a comissão da diversidade dentro da Câmara Municipal de Uberlândia, que é 1 cidade extremamente conservadora segunda cidade do estado com quase milhão de habitantes mas muito conservadora, e promover as mulheres desde sempre há 30 anos metendo a colher em briga de mulher e agora metendo em todo lugar né. Então foram 3 ameaças de morte, de estupro corretivo, e eu acho que é importante a gente dizer que a população LGBT sofre muito, mas aquelas mulheres que apoiam também a comunidade LGBT sofrem muito, né, porque a gente topa enfrentar essa pauta, desde sempre. E e eu acho que é importante continuar fazendo, né, as a quando é nível municipal a gente não tem segurança porque deputadas têm, mas vereadoras não tem nenhuma. Inclusive se a gente tem, no mínimo, o presidente da câmara fazendo 1 nota é muito porque isso não acontece também, e não temos segurança. Então queria que a gente falasse pouco também disso, a violência política de gênero, e o que é que nos garante permanecer nesse lugar, porque 1 mãe de 78 anos desorienta, marido quer morrer e matar, né, porque a gente está sofrendo violência política o tempo todo, e aí eu não estou nem falando de bloquear o microfone, de cortar a voz, de falar com mulher falar que nem papagaio, eu estou lá quietinha na minha e o líder do prefeito diz, será que hoje ela tomou calmante, que ela está calminha, enfim, não vou nem falar dessas questões, mas pra dizer o que que a gente pode contar com segurança, então acho que isso é importante. Outro aspecto e aí você trouxe muito bem a questão do financiamento das campanhas. Essa pra mim é 1 das maiores violências com relação às mulheres e aumentou o recurso gente, aumentou o recurso de fundo partidário. Se eles não chegam pras mulheres, eles estão chegando em algum lugar. Então eu penso que é 1 tarefa talvez do congresso nacional e a gente pensar em inovar de formas mais criativas, porque a anistia está aí, então é como se não valesse nada, faz de novo porque nós vamos anestiar. Então acho que isso é preocupante. E o que que é possível fazer pra que o recurso chegue nas mãos das mulheres? A gente tem competência, a gente tem mais escolaridade, a gente tem debate qualificado, a gente tem trajetória. Então, a gente tem tudo. A gente tem até dupla e tripla jornada em casa, a gente divide tarefas, mas isso é exceção. A gente tem até dupla e tripla jornada de trabalho. Por que que a gente não tem então recurso? Eu me elegi a vereadora sem tostão. E aí foi pra reeleição aquele dinheiro que foi pra Uberaba, que é desse tamanhozinho, Paraguari, pra, foi pra minha cidade que é de milhão de habitantes, quer dizer, tinha que ser proporcional ao número de habitantes pelo menos, né, e que chega de última hora, umas 2 semanas, mês antes, que não dá pra você planejar. E eu não sou do tipo que conta com ouro dentro da galinha, mas eu tenho muitas colegas que venderam tudo que tem pra poder estar na candidatura, e depois 1 mão na frente e outra atrás porque os partidos não vão honrar. Então essa é 1 preocupação muito grave e séria, se a gente não discutir orçamento mulher e não discutir segurança das mulheres que estão na política, isso vai desanimar muitas outras a virem a virem pra esse espaço que é tão importante e onde que a gente sabe que transformar a vida das mulheres, melhore transforma todas as vidas. Então a gente já sabe disso. As pesquisas que vocês trouxeram são maravilhosas, sou pesquisadora também doutora em história, sobre violência doméstica, mas se a gente não tiver segurança e não tiver orçamento preocupado com mulheres, a gente não consegue avançar. Então, essas são minhas preocupações que eu gostaria de vocês falarem ao final, obrigado pela oportunidade. Obrigada Claudia.
© 2026 O Congresso.
Todos os direitos reservados.