
Eu quero, saudar a mesa, na pessoa, da deputada Laura Carneiro, nossa requerente. Abraço. A nossa parceira, e coordenadora geral da bancada feminina deputada Benedita da Silva, deputada Soraia Santos procuradora da mulher, né. Eu quero saudar a ministra Carmem Lúcia que está saindo porque tem que votar no STF, né. Quero saudar a Ana Carolina Querino, da ONU Mulheres, a Raquel Branquinho, nossa procuradora da república, mas eu quero saudar também aqui, quebrando o protocolo, as secretárias estaduais de mulheres que estão aqui nessa, nessa sessão, que é a Olga Aguiar, né? A Olga do Rio Grande do Norte, a Evelin Gordâmia de Goiás, a Ketlin de Mato Grosso, a Zenaide Lustosa do Piauí, e a Adriana Maria de Roraima. Rondônia. Então assim eu queria saudar elas nós estamos aqui em reunião há 2 dias, né discutindo as políticas pras mulheres, discutindo desafios, e pra ser sincera quero agradecer, deputada Laura, deputada Benedita, deputada Soraia, esta sessão solene. Eu acho que 20 e dias de ativismo, que no Brasil nós, na verdade nós usamos pra que nós possamos refletir sobre a situação das mulheres, sobre a violência contra as mulheres, nos traz desafio. Ontem as secretárias e nós discutimos o a tarde inteira e o dia inteiro, sobre como é difícil, como é difícil todos os dias nós acordarmos com o anúncio de mulheres mortas. Como é difícil, e nós temos feito todos os processos pra que nós possamos conseguir enfrentar a violência contra as mulheres. Mas é desafio permanente, porque é desafio colocado pelo ódio, pela intolerância, pelo processo que foi construído nesse Brasil, a qual 1 das grandes vítimas são as mulheres e as mulheres negras. Portanto nós estamos aqui pra refletir sobre isso e pra construir e repensar quais são as estratégias que precisam ser de fato colocada no país. A nossa avaliação é que nós podemos fazer muitos serviços especializados. O governo federal vai fazer 40 casas da mulher brasileira. E eu acredito que vamos fazer mais. Nós vamos equipar as delegacias de mulheres nós queremos potencializar o serviço, mas só isso não é suficiente. Nós precisamos mobilizar o nosso país, nós precisamos sensibilizar o nosso país, nós precisamos sensibilizar todas as pessoas pra que elas possam também serem agentes da não violência contra as mulheres do nosso país. Nós precisamos dizer que para além dos serviços, para além dessa responsabilidade, nós precisamos construir 1 outra sociedade. Não é possível a gente pensar 1 sociedade, onde simplesmente as mulheres não valem nada. Nós somos, da lei na questão do trabalho, nós recebemos 20 por 100 a menos que os homens. E veja bem, 1 lei das mais importante que essa casa aprovou. A lei da igualdade salarial, ela está parada na justiça. O relatório de transparência nós tivemos que tirar do ar enquanto o governo federal, porque a justiça pediu que fosse retirado. Porque não se quer debater a desigualdade. E essa desigualdade é 20 por 100 entre as mulheres branca, mas entre as mulheres negras, Benedita, é quase 50 por 100 essa diferença, pelo mesmo trabalho. Nós tivemos aumento, proporcionado pelo governo do presidente Lula. Por esse governo que tem compromisso com a mudança desse país, aumento do emprego. Mas isso não significou que aumentou e melhorou a vida das mulheres. Os dados nos mostram que as mulheres continuaram a receber menos. Portanto, esse desafio nós temos que colocar. E o que tem a ver é igualdade com a questão da violência contra as mulheres? O grande debate é onde é que nós temos condições de decidir sobre a vida, de poder dizer sim ou não, de ir ouvir em em qualquer lugar desse país. No transporte, na via pública, nas cidades. Então esses desafio é que nós precisamos refletir nesses 20 e dias de ativismo. Nós lançamos e colocamos no site do ministério, a transparência sobre como estão todas as casas da mulher brasileira em construção. E nós queremos construir processo de transparência, mas nós também queremos construir debate nacional, e é por isso que nós estamos discutindo o feminicídio 0. Nós precisamos falar com os homens, nós precisamos falar com toda a sociedade, nós precisamos mobilizar o Brasil, a sociedade e principalmente os homens, pra que eles venham conosco. A violência com mulher não é responsabilidade da bancada feminina, é bancada, é é responsabilidade desse congresso. A violência contra as mulheres não é responsabilidade da ministra Cida é responsabilidade do governo federal e de todos os ministros. Enfrentar a violência contra as mulheres não pode ser responsabilidade única exclusiva das mulheres. E eu estou aqui hoje para dizer, que nós vamos continuar fazendo o debate e a mobilização sobre o feminicídio 0. Nós fomos para os estádios. Nós vamos para o carnaval, nós vamos para a música, nós vamos para o forró, nós vamos onde for necessário, para que nós possamos dizer que esse país, e essas mulheres, não aceitam mais serem caladas, não aceitam mais serem silenciadas, E não aceitam mais serem tão subordinadas como nós temos sido durante tantos anos e tantas décadas. Nós, estamos lutando pra ter mais orçamento, mais política, mais secretaria, mais representatividade, pra que nós possamos chegar em 2026, mudar o quadro das representantes que nós temos no nosso país. Que 2028 também mude porque esse ano, esse ano nós elegemos mais mulheres, mas não foi aquilo que a gente queria. Portanto nós temos o desafio de garantir que nós temos que estar nos espaços de poder. E estar nos espaços de poder é salvar a vidas das mulheres. Ter poder significa ter o poder de dizer não, não ao tapa, não à violência psicológica, não à violência moral, não ao assédio. Ter poder significa ter capacidade de decidir sobre a sua vida, e é isso que nós queremos pra todas as mulheres do Brasil. Então parabéns às nossas parlamentares por essa sessão solene. Nós estaremos ainda reunidas hoje, a gente vai terminar a nossa reunião, mas quero dizer e colocar o Ministério das das Mulheres à disposição e terminar, dizendo que é compromisso do presidente Lula. Desde quando ele assumiu que não é possível ter país onde as mulheres ganham menos, onde as mulheres morram todos os dias vítimas de violência. Muito obrigada. Ministra.
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