Ana Carolina Querino

Ana Carolina Querino

Representante Interina da Organização das Nações Unidas – ONU Mulheres no Brasil

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27 de nov, 13:19

PLENÁRIO

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Todas, bom dia deputada Soraia, bom dia deputada Bené. Bom boa tarde né a gente está aqui falando bom dia ainda pelo porque eu não sei vocês mas boa tarde é só depois de almoçar mesmo. Bom dia doutora Raquel, bom dia deputada Flávia. E eu quero também estender bom dia muito especial a a todas as pessoas que estão aqui deputada Talíria que eu estou rindo ali e as outras deputadas que estão presentes, e às equipes também da da secretaria da mulher aqui da da câmara porque eu sei que, estão por trás aí de de trabalho árduo, em defesa dos direitos das mulheres, no aqui no parlamento. Esse ano, é ano bastante crítico, em relação a a todo o processo que já se iniciou em setembro, de celebração dos 30 anos da declaração e da plataforma de ação de Pequim, que é ainda o documento mais visionário e mais compreensivo em relação à sua abrangência, sobre os direitos das mulheres. Desde setembro desse ano até setembro do ano que vem a cada mês 1 das áreas críticas de interesse da plataforma de Pequim, será o principal foco de atenção. Agora em novembro, com os 16, 20 e dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, não poderia ser outro tema senão o enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas, em todo o mundo. E o principal a principal entrega vamos falar assim desse ano, foi o lançamento de relatório elaborado pela ONU Mulheres e pelo NODC que é o escritório das Nações Unidas sobre drogas e crimes, é sobre feminicídios. Porque não é só violência mas destacar a forma mais extrema de violência contra as mulheres, que é o feminicídio. Se você chega a tirar a vida de 1 mulher, que outra forma, que outra violação do seu direito humano seria mais crítica né? E como a deputada Bené já destacou aqui, a gente não pode só olhar para as mulheres no singular a gente olha para as mulheres no plural. E o que a gente tem visto sobre os dados de feminicídio no Brasil se a gente pega olha a série histórica todo mundo já sabe né, Que a maior a maioria das mulheres assassinadas, vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres negras mas se a gente olha para a série histórica, o que tem de mais impressionante nos dados, é que, mesmo com todas as políticas adotadas, a resposta pra mulheres brancas e pra mulheres negras é diferente, então a gente precisa olhar pra isso não só em relação à quantidade, mas olhar também que essas políticas elas acabam funcionando mais, pras mulheres brancas, que aí tem 1 redução da taxa de feminicídio do que para as mulheres negras que têm aumento dessas taxas. Então a gente precisa olhar que metas diferenciadas adotar nas políticas pra que elas possam atender a todas as mulheres na sua diversidade, e evitar que isso aconteça. A gente sabe quando a gente olha pra violência política como que isso, como que se expressa de 1 forma diferente pras mulheres, inclusive aquilo que já foi falado né que não é só 1 ameaça para as mulheres especificamente, mas para suas famílias também e isso a gente sabe que fere as mulheres de 1 forma, dupla tripla até né porque não é só a sua dignidade a sua honra que está em questão ameaça essas mulheres mas a gente sabe que as mulheres negras, as mulheres trans, as mulheres indígenas, elas têm outros componentes nesse meandro da violência política que, que acaba nos afetando. Sabendo que é fenômeno universal, sabendo que nenhum país do mundo conseguiu chegar a 1 resposta eficiente pra eliminar a violência contra as mulheres mesmo aqueles que são os mais avançados. E o que esse relatório traz aqui eu acho que pra pra finalizar porque daqui a pouco a campanha vai tocar eu estou olhando ali 40 segundos. Vou passar pouquinho deputada Soraia dos 40 segundos. A gente sabe, a partir dos dados desse relatório, que globalmente 85000 mulheres e meninas foram assassinadas intencionalmente em 2023. Mulheres e meninas estão mais expostas aos homicídios vou falar feminicídios dentro de casa, enquanto 60 por 100 ou 50 e 1000 desses desses feminicídios, eles foram cometidos por parceiros íntimos ou por familiares, o que traz também outra diferenciação. Apenas 12 por 100 dos homicídios de homem, de homens acontecem na esfera privada. Em média 140 mulheres foram assassinadas por dia, o que dá 1 1 média aí de 1 mulher a cada 10 minutos. E eu vou só finalizar falando que essa violência ela é evitável. A gente precisa trabalhar nas nas ações de prevenção e pra trabalhar nas ações de prevenção a gente precisa mudar as normas sociais. Né? Então pra impedir que essa normalização da violência aconteça e se acontecer pra impedir que ela escale porque feminicídio ele não acontece assim já de 1 vez e se acontecer para que os agressores sejam responsabilidades responsabilizados. É isso gente, muito agora bom dia boa tarde me despedindo. Obrigada. Obrigada Ana, sempre com

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