
A todos e todas, fico bastante, está me ouvindo? Fico bastante feliz por esse convite de estar aqui contribuindo pra esse debate aqui no seminário né, cumprimentar em nome da deputada andar a todas autoridade, companheiro da mesa né, e as pessoas que estão assistindo né, as lideranças especialista da pauta. Eu sou, como foi apresentado, sou a professora Eliel Benites né, do Ministério Indígena. Atualmente atuo como diretor do departamento de línguas e memória, professor da FGV da Universidade Federal da Grande Dourado e sou da etnia Guarani Kaiôá do estado de Mato Grosso do Sul. Quero apontar algumas pensamentos aqui em relação a essa pauta, né, quando a gente vive aqui no governo atual, né? Vivenciando pouco a nível nacional, a política educacionais no contexto dos povos indígenas, né? E considerar também toda a articulações e e políticas públicas já existente, né, em relação aos povos indígenas no campo da educação. Mas primeiro eu quero considerar, hoje no Brasil, temos 305 povos indígenas povos né, diferente 1 das outras, línguas diferentes culturas, em torno de 270 línguas indígenas diferentes também 1 das outras, né? Ou seja, 1 riqueza imensa. Essa dimensão a gente no início a gente fica nas aldeia, não tinha muita essa essa proximidade dessa diversidade. Então quando a gente percebe 1 política educacionais referente aos povos indígenas, que com característica homogeneizante é tão grave tudo isso, né? E mesmo que a partir do movimento indígena também, desde 88 se garante o direito constitucional, o direito de ser diferente, né, né, ser indígena como direito, né, isso também é por trás de tudo isso, tem direito à questão territorial, né, ela resultado de todo movimento indígena desde então, desde a década de 80 70 que se reverberou nessa do direito conquistado na Constituições, constituição, que posteriormente temos direito à educação específica diferenciada. Com o advento do ministério indígena, e a gente atua no ministério do spaudina na perspectiva do departamento de línguas e memória, acompanhando as oferta de educação de colandia nível nacional, a gente percebe que não está acontecendo, né? Existe recursos, políticas e programa e não chega, não faz a transformação concreta nas na ponta, na comunidade indígena. Isso é muito grave. E a gente percebe que por trás de tudo isso tem a questão racial, discriminação, discriminação, né? O que acontece por exemplo é a negação da oferta, né, da educação escolar indígena conforme toda 1 diretrizes, conforme toda 1 conjunto de legislação que baseia essa política, né? 1 1 1 ação já construída, mas não acontece na ponta, né? Há 1 grande, né, justificativa de retorno, por exemplo, de recurso para pra devolução de recursos dos município para a União, em relação a N justificativa pra isso. Então a gente percebe né, a gente olhando a partir do Ministério Indígena junto com com a ministra Sônia Guajajar acompanhando de norte a sul as políticas públicas no caso aqui educação, existe por trás da questão do racismo e discriminação muito grande. E a gente avalia que a a ação né racista hoje ele é 1 é sintoma acumulada que é que é enraizado na no processo histórico né de violência, né. Então a relação né que existe historicamente em relação à sociedade nacional em relação aos povos ele é histórico, né? Então nós estamos aqui discutindo o Plano Nacional de Educação dando 1 oposição a tudo isso. Então é desafio muito grande, né, de a gente construir produzir novas gerações com outra perspectivas educacionais que têm caráter plural, né, né, e aí bate muito nas questões que eu quero aqui já contribuindo, né, nas propostas, é necessário no caso indígena, né, considerar o processo histórico da dessa questão da violência, da questão do racismo e discriminação em relação aos povos indígenas. E aí vem no campo da educação essa mudança de pensamento, ou seja, epistemológico, né? Né? E também como promover 1 educação considerando a mudança da filosofia da educação, né? E bate bastante na questão da metodologia. Então vai muito muito muito fortemente na formação dos professores, né, nos nos currículos, né, enfim toda 1 o fundamento da educação como toda, para que a gente possa conviver nas diversidade, entendeu? Esse 305, o povo é 1 parte da da sociedade brasileira, é são os povos indígenas. Então, a metodologia de em si tem que dar conta disso, o pensamento, a reflexão tem que dar conta disso. Muita gente considera bastante, são os filósofos indígenas, os pensadores indígenas que hoje é negada na universidade, hoje a gente não percebe, não não não encontra, né? Mas existe. Então é necessário hoje nós estamos nesse processo toda de a gente reformular, de pensar, colocar e nós como povos indígena, junto com comissários indígenas, né, temos também essa de 1 certa maneira a obrigação de estar contribuindo e ficamos à disposição pra gente pensar, aprofundar nessa proposta porque a partir dali a gente vai organizando toda a avaliação, toda a promoção da educação escolar indígena né, enfim, conjunto de ferramentas como foi de colocar aqui, essa grande engrenagem, né, outras engrenagem para que a gente possa viver nessa pluralidade da sociedade, considerando toda essa diversidade linguísticas culturais que nós estamos hoje no Brasil. Hoje a forma da educação não dá contra, né? A educação dessa anterior é o que dá toda a crise global que nós estamos vivendo. Então é necessário outra, e e dessa outra considerar muito essa diversidade, essa diferença, né, nesse processo todo e bate bastante nessa ideia da questão como fazer isso, como fazer, que é a metodologia, a filosofia, o pensar. É isso pessoal, fico bastante feliz, em nome do Ministério dos Povos Indígena, fica a 1 disposição também pra estar sempre junto aí, debater e contribuir nos pontos fundamentais pra esse processo. Grande abraço e obrigado.
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