Alberto Terena

Alberto Terena

Coordenador Executivo da Articulação dos Povos Indígenas (APIB)

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27 de nov, 17:23

CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS

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Nome daqui da deputada Célia, né, eu quero cumprimentar a mesa, e cumprimentar todas as pessoas aqui presente e os que estão nos acompanhando, né, virtualmente. Primeiramente deputada, eu queria, né, abrir uns parente aqui, rapidão, repudiando a forma covarde né, da polícia do estado de Mato Grosso do Sul, que feriu muitas pessoas hoje à tarde, na reivindicação né de vou falar aqui a voz, a fala de menino, porque senão nós só queremos água, né, e a forma violência da violenta que é a polícia do estado de Mato Grosso do Sul abordou ali os nossos parentes Guarani e Taiwan. Então quero fazer esses parentes aqui, a gente não pode deixar de de mencionar né, eu praticamente perdi, assim né a noção de como se preparar pra estar aqui hoje à tarde devido toda essa violência que aconteceu contra o nosso povo. Na questão do tema aqui, eu quero ser bem breve porque os demais eu creio que já falaram muito sobre né? Eu quero dizer que é 1 conquista né, a obrigatoriedade do currículo, dentro da legislação né, sobre a lei 11639 11645, é 1 conquista do nosso povo, é 1 conquista da sociedade, né? E pra nós povos indígenas, né? Aí a formação acadêmica como exemplo aqui a deputada Célia, foi 1 ferramenta de luta, nossa né? De ocupar os espaço, de de ocupar de de debater com firmeza aquilo que nós queremos. Então eu creio que o o racismo, né? Aí é combatido de 1 forma também que nós possamos aí buscar forma de que obrigue o estado brasileiro a cumprir com aquilo que se faz necessário, né? O o estado brasileiro ele tem 1 dívida muito grande conosco. A forma de tratamento colonial, a forma de tratamento de que nós fomos posto, se faz necessário né de que esse Estado ele venha também a refazer ou retratar sobre tudo isso. Então a legislação ela está posta aí na como foi falado, tem professores que, né aqui nós nós não falamos porque não tem racismo, é 1 forma de negação, né? Então nós nós dizemos assim de que aqui é a oportunidade de nós juntos continuarmos com a nossa luta, e incansável mesmo, nós temos que lutar constantemente contra isto em pleno século 20 e né? A gente ainda depara com tudo isto, né? E eu quero dizer o seguinte de que pra isto, né, essa obrigatoriedade desta lei dentro do currículo nacional, ela pode nos trazer 1 nova geração, né? Ela pode trazer aí novas gerações sociais através de 1 educação antirracista e formação de geração com letramento racial que reflita sobre as categorias e conceitos colunista colonialistas, né? Então a gente percebe de que se faz necessário isso. Porque o que que acontece, né? Eu creio que até mesmo aqui no dentro desse contexto aqui, né, nós isso não é culpa de ninguém, nós somos 300 e poucos povos conforme o Eliel já trouxe aqui, né? Eu sou terena, mas alguém pode perguntar aqui dentro, né? Mas você fala a mesma língua que a Célia fala, né, do seu povo né, é a mesma língua né Célia? É 1 negação que o nosso estado permitiu que nós não nos conhecêssemos. Isso faz com que a pirâmide continua da forminha que ela está, né? Ela não pode ser mudada. Então quem que vai fazer com que essa pirâmide começa a desmoronar? Somos nós a continuidade de luta nossa, de persistir de que aqui não não é bugre, né? Nós somos indígenas, não somos preguiçosos, nós temos 1 forma diferente de olhar o mundo, né? Então é pouco disto que nós estamos eu creio que aqui, esta lei, né 11645 e a 10000, ela traz pra nós aí 1 forma muito forte pra que a gente continue fazendo com que as escolas tenham essa obrigatoriedade de trazer pra dentro das suas escolas, pra universidades, aí o cumprimento dela, né? Nós temos materiais hoje muito importante, eu estava lendo antes de vir, né, vários vários materiais que traz isto, né? É mencionando, né, de como que é a formação de povo indígena, né, quais são as categorias dessa sociedade, então 000 Estado né dentro das escolas eles precisam fazer com que isso venha acontecer e que as crianças, que os jovens, eles tenham essa formação, pra que as novas gerações elas possam ter aí, né, menos esse olhar diferenciado pra todos nós, né? Então eu creio que se faz necessário isto, né? E eu agradeço a oportunidade como dos coordenadores da articulação dos próvendidos do Brasil, a gente está sempre à disposição né, eu como já fiz parte da da comissão nacional de educação escolar indígenas, já estive na formação de professores indígenas dentro do nosso estado, na UFMS, então a gente está sempre à disposição pra aquilo que se for necessário, obrigada. Cada cornado.

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