Iara Viana

Iara Viana

Doutora em Estudos do Lazer, Cultura e Educação pela UFMG

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27 de nov, 17:41

CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS

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Aqui os meus cumprimentos e agradecimentos e dizer, e de forma muito aqui lombada, intercepcionada, o que eu quero trazer aqui hoje como contribuição, é pouco da responsabilidade da das organizações e principalmente da sociedade civil com a educação pública. E basicamente, e principalmente depois de ter desenvolvido trabalho com a professora Zara inclusive né, olhando inclusive pra educação pública como todo, e para a educação das relações étnicoraciais, e sendo mineiros e sabendo literalmente do quanto territórios negros o nosso país ainda carecem muito de políticas públicas intencionais focalizadas e principalmente contemplem os planejamentos estratégicos de governos é que a educação das relações étnicoraciais precisa na verdade ser garantida dentro também das políticas governamentais, dentro do orçamento. E diante disso, quando a gente olha pra educação integral, principalmente, alguns números nos chamam atenção. E vou pedir pra quem está estiver mexendo nos slides que pode passar essas, esses primeiros slides e chegar a esse primeiro gráfico, que é que ele deixa pra gente muito nítido né? Quando a gente olha pra educação básica basicamente, mais de 50 por 100 dos professores já presenciaram racismo entre estudantes. E quando a gente olha pro públicoalvo de professores nessa pesquisa, a gente tem aí olhando aí para o ensino médio principalmente, e o FUNDE 2, 2 etapas de ensino onde a gente tem aí o marcador identitário muito forte, número ainda muito alto né de professores que responderam, que essa percepção ela é diferente entre professores negros e professores não negros. E isso é recorte extremamente importante de se ser analisado pra nós educadores, mas também pra aqueles que estão executando as políticas públicas do nosso país, do quanto às vezes o letramento racial, do quantas vezes as formações nas nas licenciaturas, por si só, não garantem trabalho focalizado pra esse público. É necessário mesmo a existência de 1 né, de 1 política de fato estruturante, de 1 diretriz que aponte 1 mudança, 1 transformação de fato na atuação pra quando a gente olha pra esta temática, pra que mais 1 vez ela não se concentre exclusivamente no mês de novembro, pra que mais 1 vez ela seja perpendicular a todo o currículo da educação básica de todos os estados no nosso país. Hoje, enquanto política de educação integral e de alfabetização, a gente acompanha mais de 22 estados brasileiros. E esses estados agora com todos os apoios que a gente tem endereçados a eles, obrigatoriamente terão terparticularmente na sua espinha dorsal a política de equidade racial pra dentro das políticas. É 1 forma de somar esforços Secretária Zara pra dentro daquilo que está sendo implementado pra dentro das diretrizes que estão sendo construídas. E aqui eu louvo muito inclusive a sua iniciativa de fazer esse essa construção coletiva, essa construção aqui lombada com pesquisadores negros, com movimento social negro, tendo em vista que esses movimentos têm 1 voz extremamente importante e histórica na construção dos normativos do nosso país. O outro dado aqui que nos chama atenção é quando a gente olha pro públicoalvo nessa pesquisa de estudantes. Mais 1 vez, FUND 2 e o ensino médio aparecem aqui com seus recortes maiores, ou seja, de que concordam, de que na sua escola, os alunos negros têm o seu cabelo crespo, penteados e a cor da pele respeitados pelos colegas, ou seja, há 1 percepção da identidade, 1 marcador identitário, ainda que precisa ser trabalhado, porque ele querendo ou não impacta diretamente resultados educacionais dos nossos estudantes. Sabemos que a matrícula, o direito à matrícula é universalizado no nosso país, mas a permanência ela ainda é permeada por 1 série de fatores de exclusão e da baixa equidade. O que se percebe através dessas pesquisas que a gente desempenha e desenvolve por aqui, é a necessidade, mesmo alarmante, de que gestores públicos, de que educadores, consigam perceber as nuances que ficam, de modo às vezes muito subliminar nesses dados e nessas pesquisas, onde na verdade acabam aí exercitando ou executando esse mito da democracia racial, por acreditarem que as mazelas raciais acabam não impactando resultados de avanços educacionais. O que a gente está dizendo é que sim, eles acabam gerando né 1 perspectiva completamente distorcida em relação à formação identitária desse sujeito, e que por isso, precisamos sim trabalhar ainda muito alinhado com a legislação e com os marcos regulatórios que o governo federal vem de forma muito empenhada implementando o nosso país. Pode passar por favor? O outro dado alarmante aí muito relacionado às avaliações né, SAEB e DEPB, é do quanto essas diferenças de aprendizagem entre estudantes brancos e pretos, já são conhecidas, mas muitas vezes pouco discutidas no cenário educacional, olhando inclusive pro sistema de ensino. Não é à toa que se busca no PNE, as suas metas né, o avançar de escolas integrais, o avançar de 1 carga horária, justamente pra que se tenha tempo e que se trabalhe com ações afirmativas para de fato recuperar esse tempo, ocasionado pelo racismo estrutural no nosso país. Essa diferença de aprendizagem em língua portuguesa e matemática entre estudantes brancos e negros, é histórica e ela ainda continua sendo perpetuada. E essa perpetuação, ela precisa de união de esforços, pra que não só a sociedade civil, não só organizações, mas também gestores se mantenham compromissados intencionalmente com esta mudança transformacional desse público no nosso país. Pode passar por favor. Essa diferença permanece evidente ao analisarmos o nível socioeconômico e a permanência desses estudantes, principalmente quando a gente olha a geograficidade da população preta no nosso país. Estados com maior contingente de população negra, ainda são aqueles estados que entregam os piores resultados educacionais. E aqui há risco muito grande de se associar a esse baixo desempenho, a incapacidade das pessoas negras, e é algo que veementemente a gente tem lutado pra que essa narrativa seja disruptiva, pra que essa narrativa não seja a mesma utilizada historicamente por vários gestores ou políticos, né? O mais importante aqui é a gente sedimentar que essas pessoas têm 1 condição histórica em que foi negado a essas pessoas esses direitos. E esse A negação continua ainda sendo perpetuada prova disso é que algumas pesquisas inclusive já disseram que estudantes negros e brancos de 1 mesma turma sem nenhum tipo de retenção sem nenhum tipo de correção de fluxo, ainda assim só são aprovados no Enem, na terceira tentativa. Isso significa dizer que o tratamento ainda nas escolas, nas nossas escolas, a baixa expectativa desses professores pra esses estudantes, ainda é baixa, ainda é pequena. E isso sim, evidencia o racismo estrutural, e isso sim, é fator neutralizante de crescimento de avançar nos resultados educacionais desse público. Pode passar por favor. E aqui olhando para os principais desafios, mas também olhando para as oportunidades e eu tenho certeza que a professora Zara, nossa secretária, vai trazer isso muito fortemente. Olhando pros desafios, a gente ainda tem aí racismo estrutural, sendo desconsiderado como algo a menor, e muitas vezes classificado ou comparado com questões socioeconômicas de forma muito equivocadas, a alta taxa de não declaração de corraça, é dos pontos que eu e as professoras Zara discorremos e escrevemos sobre ele há algum tempo atrás, as desigualdades de acesso e permanência escolar, a diferença de aprendizagem como eu trouxe aqui, né, de habilidades e competências, garantidas de direito pra esse público, e o uso de médias agregadas dos indicadores. Ou seja, são desafios que a gente ainda precisa na verdade trabalhar e olhar pra eles e tentar avançar nessas informações pra garantir inclusive 1 leitura e monitoramento mais aprimorado diante das políticas educacionais de da educação das relações étnicoraciais. E as oportunidades é óbvio, né, através da publicação do PNERC, da própria alteração da LDB, que aí inclui né a lei 10639 a 11645, dos programas de incentivo que este governo tem trabalhado em relação à permanência escolar, do próprio plano nacional de educação e da formação docente, que aqui eu ainda abro parênteses da necessidade de 1 discussão avançada, com o Conselho das Universidades do ensino superior, com os neabs, pra que as Universidades consigam se aproximar cada vez mais, e consiga contribuir cada vez mais com as diferentes etapas de ensino, mas principalmente com o ensino médio, pra que as discussões acadêmicas também avancem pra dentro da educação básica de alguma forma e que não fique somente a cargo dos governos estaduais e secretarias estaduais a formação em serviço e continuada dos professores, pra que a educação das relações étnicoraciais não seja na verdade, apenas mais ônus gerado pra secretaria, mas que seja 1 oportunidade pra que os nossos professores e suas licenciaturas também já cheguem nas unidades escolares contemplados com essa formação, e sabendo da necessidade de fazer essa formação, essa educação das relações étnicoraciais atrelada ao desenvolvimento de habilidades e competências em diferentes componentes curriculares, não só em geografia e em matemática, ou só em física e em química e biologia, mas em todo o componente, em todos os componentes curriculares. Eu vou ficando por aqui e agradecendo muito a oportunidade de estabelecer essas trocas com vocês, e agradecendo muito a oportunidade de estar aqui com você deputada Dandara, aqui também de Minas Gerais né, a minha terra, de onde estou falando agora, parceira nessa luta desde então, né, desde a sua chegada neste lugar, mas mais do que isso, muito aqui lombada pra que a gente possa fazer transformações estruturantes no nosso país diante dessa política. Muito obrigada.

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27 de nov, 17:39

CÂMARA DOS DEPUTADOS - OUTROS EVENTOS

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Eu vou pedir pra atingir a minha apresentação, mas eu quero começar sendo 1 mulher negra iniciada e agradecer, principalmente a minha parceira em missão educacional e terras associadas, deputada Tereza não sei falar ainda que se encontra por aí, mas agraciário cumprimentála pelo trabalho que tivemos juntas de forma quilombada aqui nos Estados Unidos Minas Gerais, na gestão da professora Macaé a época enquanto antes ministra e as secretária de educação. E quero também cumprimentar de forma muito quilombada aclombada, deputada Dancara, somos Mineiras, eu também sou mineira, também sou educadora e quero cumprimentálas em nome de vocês cumprimentar a todos que estão presentes e a todos que estão nos ouvindo. Hoje eu no meu lugar de fala aqui eu quero muito interseccionada, né, entre pesquisadora, entre militante, educadora e também gerente do ensino médio integral do Instituto Natura. Tenho aqui compromisso, em primeiro lugar, ele ocupar o lugar em que estou por ser a mulher negra de estou mas também por ser educadora de estou. O compromisso do instituto natura é de fato com a educação pública, e se concentra desde a alfabetização até o ensino médio integral. E é de forma muito prazerosa, viu? Secretária Zara e secretário de andar a E você nos

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