
Agradecer a oportunidade de estar aqui, na os deputados pra falar desse assunto importante. Eu vou completar 1 questão que eu não falei e que são ameaças que existem à área da geriatria porque não dava tempo, que eu acabei falando muito da questão do SUS né da da da atenção secundária, e também da da oportunidade dos médicos geriados estarem atuando né no matriciamento da pessoa idosa e em em pele saúde pra poder a a gente alcançar né todo o país e o idoso que esteja lá em ribeirinho que esteja lá na Amazônia, nos nos estados da Amazônia, legal poder por exemplo ter a a mesma assistência, qualidade de assistência no que mora em São Paulo. Mas existe é bem interessante a geriatria está em crescimento como você tem 130 por 100 de aumento de profissionais em 10 anos de 2012 a 2022 mas por exemplo se a gente avalia alguns países do mundo igual os Estados Unidos, a geriatria vive 1 crise horrorosa, diminuição até de número de profissionais. E aí, existe algumas ameaças mercadológicas, que eu não citei aqui, que é importante falar e e está muito ligado ao mercado privado. Exemplo é a questão da avaliação geriátrica. O o geriátrica demora mais pra atender o idoso, frágil, com incapacidade, com multicomplexidades, não é porque ele fica batendo papo, não é porque ele faz monte de crente e consertar nada, é porque ele faz 1 avaliação geriátrica amplo. E ela ela é com, e essa avaliação é feita porque são idosos complexos, a gente precisa definir prioridades. Definir adequadamente estado de saúde, definir metas de tratamento, e não tem jeito de tratar tudo dessas pessoas, a gente tem que definir priorizar o que é mais importante que vai fazer mais diferença pra vida dessa pessoa. E muitas vezes a gente lida também com a comunicação de más notícias, a gente está falando que tem demência, nós estamos falando que tem perspectiva sobre a vida baixa, então isso tudo demora mais. E aí, quando a gente fala de valorização disso, né, a avaliação geriátrica ampla no contexto do SUS não tem 1 remuneração específica. Avaliação geriátrica ampla apesar de estar no rol da ns são poucos planos de saúde que pagam e na prática o por exemplo nada contra dermatologia mas se a dermatologista conseguir atender de 15 em 15 minutos e fazer e atender 4 pacientes em 1 hora o geriatra vai ter atendido e o valor recebido é o mesmo. Esse mesmo problema acontece com o âmbito hospitalar. Você tem geriatra dentro do hospital qual o paciente mais difícil que vai ser atendido? É o idoso com frágil com capacidades e multicampleculos. Esse é o mais difícil, esse vai pra esse médico geriado. Mas o que ele vai receber e o que o colega dele que está atendendo o paciente muito mais fácil de todos os sentidos de tratar, de comunicar e etcétera, é o mesmo valor. Então a gente tem várias questões mercadológicas que são ameaças à área, e aí nós estamos falando em expansão, se a gente não tomar cuidado daqui uns anos a gente pode estar falando que nós vamos estar enfrentando no Brasil 1 crise na área na mesma magnitude que está acontecendo nos Estados Unidos. Então são várias questões que precisam ser pensadas com muito carinho quando a gente fala na área da geriatria, eu agradeço muito a oportunidade de falar de tudo aqui e colocar aqui a SBGG, e também estou representando a NB, Associação Médica Brasileira, estamos à disposição, está debatendo tudo isso, coloco à disposição à sociedade pra debater a questão duma, o que que seria as competências mínimas pra estar nos grupos cursos da graduação da área da saúde, porque não entendo que todos profissionais da área da saúde têm que ter 1 formação mínima de atendimento ao idoso, são 32000000, vão ser 35, vão ser 40, vão ser 50000000. Então tem que ter 1 formação mínima pra atender adequadamente a pessoa idosa, então nós estamos à disposição disso também e de todos os assuntos que foram levantados aqui eu coloco nos colocamos à disposição pra estar construindo grupos de estudo de debate e está trabalhando juntos pra poder encontrar soluções muito obrigado pela oportunidade. Muito obrigado.
Obrigado pela oportunidade de estar aqui presente falando de assunto tão importante e dizer que estou aqui em nome da da SBGG Sociedade Brasileira de Geriatria e Genontologia igual sou presidente também representando a associação médica brasileira e sou médico geriata e professor adjunto da UFMG. Se puder me passa virar pouco ótimo. Então assim, comentar pouco que a geriatria é 1 especialidade recente no mundo inteiro quando nós falamos de geriatria nós estamos falando de 1 construção que começou em 1935, no Reino Unido, de 1 especialidade, que foi reconhecida, nos Estados Unidos e no Reino Unido nos anos 60. Quando nós falamos da sociedade brasileira de geriatria e genotologia a qual sou presidente, é 1 sociedade que foi criada em 1960 e Então nós estamos aí falando de 63 anos. Então portanto, tu não há 1 construção recente. E a geriatria foi, reconhecida como especialidade médica nesse país nos anos 80 em 1980, então nós estamos falando de 44 anos, é 1 e é 1 área que vem crescendo quando eu falo de geriatria também na gerontologia é 1 área que vem crescendo considerando várias questões até mesmo o envelhecimento populacional quando a gente fala que envelhecimento populacional da na sociedade brasileira nós não falamos do futuro nós estamos falando do presente nós temos 32000000 de idosos é o estado que eu estou moro né Minas Gerais nós estamos quase igualando o número de idosos com o número de crianças né e o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul já tem mais idosos do que crianças Como que é a formação do do médico geriado para todos cumprindo? A geriatria ela exige 1 prérequisito que é a clínica médica. Então quando a pessoa faz residência em geriatria não é entrada direta ela fez pessoa fez 2 anos de clínica médica e fez 2 anos de geriatria por que que ocorre isso pela questão da complexidade da assistência da pessoa idosa nós como nós falamos dum especialista cuidando de idoso nós estamos falando de idoso de idoso que geralmente é frágil que tem capacidades nós estamos falando de idosos dependentes e nós estamos falando de multi complexidade ou seja são idosos dependentes e com muitas doenças associadas com polifarmácia com hospitalizações frequentes nós estamos falando de perfil de idoso complexo e que muitas vezes a atenção primária vai precisar da atenção secundária em conjunto atuar em conjunto porque é idoso mais difícil de cuidar e que se não for bem cuidado ele custa caro para o país e custa caro para sociedade e com causa sofrimento dessa pessoa e família porque elas vão viver hospitalizadas elas vão vão estar em mau estado de assistência em mau estado de qualidade de vida então todo essa situação é extremamente complexo e precisa ser afirmado aqui tá agora existe a outra possibilidade a pessoa se tornar geriada que é o título da associação médica brasileira E aí nesse quesito, a pessoa tem que ter, ela pra fazer a prova geriatria, que é 1 convênio entre a MB e a SBGG, ela tem que comprovar a clínica médica antes, ou por meio de residência, ou pelo próprio título da MB de clínica médica, ou ela tem que comprovar que fez curso de especialização com carga horária semelhante a residência ou ainda comprovar 4 anos de atuação de clínica médica como prérequisito e como geriatria ela tem que ter comprovar que fez a residência para titular juntos se ela quiser ter os 2 MEC residência e a MB ou comprovar que fez 1 especialização com o cargo era a área semelhante a residência médica ou ainda ter 4 anos de atuação como geriatra então ela tem que comprovar tanto clínica médico como geriateira também para fazer a prova via MB. Os dados que nós mais recentes do do Conselho Federal de Medicina aliás de ontem eram 3150 e médicos geriatras no país, esse é o número que nós temos pra 32000000 de doses, mas nós sinceramente 32000000 de doses precisam de geriatras, preciso dizer que, nós estamos falando de percentual frágil com incapacidades, com multicomicidade não são todos esses 32000000 desses 3150 aproximadamente em 1850 são especialistas pela pela SPG ou seja não quer dizer que eles não tenham residência médica mas eles têm essa titulação feita por meio da sbg gmb e são feitas provas anuais para testar a qualificação essa prova consiste em 1 avaliação curricular que pontua a pessoa tem que fazer 1 prova escrita que é online e faz 1 prova prática que são 4 estações em que ela é avaliada em habilidades para saber se ela tem habilidade para atender a pessoa idosa tá né? Atualmente o número está pequeno só virá aqui, aqui fala da demografia médica, só colocando número que há aumento do número de aliados dos países, então se a gente pegar de 2012 a 2022 que é o dados que nós temos mais correto, certeza nós estamos falando de 130 por 100 de aumento de médico geriados. Então isso número vem aumentando. O que acontece, deixa eu ver que eu posso, isso. E esse aqui é de residências, que é ao redor de 300 vagas assim dizer né que a pessoa tem mas aqui e a maior parte São Paulo e falando em São Paulo o que nós temos é 1 concentração o que que eu queria dizer isso a maior parte dos centros formadores de geriatria se encontram no sudeste e dentro do sudeste boa parte em São Paulo quando eu falo de poder esses 3150 geriatas 1 parte considerável está em São Paulo Inclusive a sociedade qual sou presidente sbgg que tem 4000 e quase 4000 sem Associados quase terço estão em São Paulo então há 1 concentração nesse sentido é existe também cursos de lato senso de geometria Qual que é a dificuldade que nós temos? Porque pra ser reconhecido pelo MEC são 360 horas. Quando a gente fala 360 horas, isso não é a carga horária da residência, que se a pessoa faz 60 horas semanais. Então nós temos muitos cursos lá na casa dos 50 cursos no país, né, eu já acho que eu vou estourar meu tempo, é na casa de mais de 50 cursos formadores no país, só que esses cursos lá pro senso tem a carga horária geralmente muito baixa, frequentemente não apresentam 1 questão de prática Então são cursos muito teóricos de final de semana frequentemente e associada a isso não errar 1 parte considerável dos mentores tutores e preceptores desses cursos não terem informação adequada na área então nós estamos dizendo que apesar de a gente ter muitos cursos e nem sabe quantos anúncios estão formando então eles estão formando 1 grande quantidade de países afora e a maior parte deles do setor privado é 1 carga horária e 1 formação insuficiente para que eles recebam a titulação de geriatria E aí como eu falei quando a gente fala de atenção secundária nós falamos de idosos frágeis dependentes muito complexidade não é possível 1 pessoa que tem 360 horas de formação vai lá que vai atender idoso Nesse contexto tá é e aí que eu já tinha falado da concentração 58 por 100 dos médicos geriados estão no sudeste 1 parte considerável São Paulo então nós temos só não é só problema de número nós temos na questão de concentração no estado específico do país e quando a gente avalia a região norte nós temos aí 2 por 100. Quando a gente fala do Acre nós temos do Amapá nós temos 3 médicos geriados, tá? Então eu coloquei algumas conclusões algumas coisas que nós temos que pensar e que são extremamente relevantes. Primeiro, quando nós falamos que nós queremos que tenha mais geriatras, as pessoas que estão nas graduações, então a pessoa está fazendo medicina, ela tem que ter contato com a área. Como nós queremos que alguém tenha amor, paixão pra 1 área, se ela durante os 6 anos da graduação ela não fez nenhuma disciplina de geriatria, ou se ela fez dos 6 anos 1 disciplina de 15, 30, 40 horas. Então assim, vai ser muito provável. E sem contar, eu coloco assim em em em em em em outro pensamento, que país é esse que tem médicos que tem 30 40 horas de carga horária de geriatria, e que vai ter esses médicos vão ter que cuidar de 32000000 de doses esse número então. Então há contexto de 1 lógica que está errada, incorreta, perversa, que precisa ser modificado na formação dos profissionais. Ninguém vai querer fazer geriatriz, ele não teve contato nessas nas no seu curso com isso. E fora que é boa parte das ligas de geriatria e gerontologia do país afora tem profissionais que não têm formação na área como coordenadores, ou seja, não sei também o que está sendo discutido e a qualidade que está sendo discutido ali e que esses alunos estão vendo pra querer querer fazer geriatria, sendo que nem quem está coordenando tem formação específica, tá? E as boa parte das faculdades que apresentam disciplina de saúde do idoso, geriatria, outro nome que são dados, muitas vezes são ortopedista, cardiologistas, outros profissionais, nada contra essas áreas, mas não é profissional formado em geriatria, ministra e disciplina. Então vai ser muito difícil a pessoa querer essa área se ela na graduação ela não tem contato adequado. E mais que isso, se na graduação a pessoa não sai formada, capacitada, com atenção primária, pra atender, começar atendimento adequado à pessoa, idoso frágil. Pra até mesmo pra fazer a identificação daquele idoso que precisa da atenção secundária. Então isso tudo a gente precisa levar em relação. Há 1 necessidade de aumentar a residência já foi colocada aqui nos no no centrooeste, no norte, no nordeste. Nós vamos ter que pensar como sociedade 1 solução porque quem seria os preceptores boa parte está no sudeste. E isso nós senão tem 1 dificuldade disso também de quem vai ser os tutores coordenadores os professores dessas pessoas, mas nós precisamos ampliar. E, mais que isso, a gente tem que tomar muito cuidado para não cair na esparrela, que quantidade e qualidade. Não adianta a gente pegar e tentar submeter regras, tentar imundar o mercado de médicos geriatras e falar que a assistência à pessoa idosa vai ser de excelência, isso não vai acontecer, porque quando nós falamos de atenção secundária, nós estamos falando de idoso grave, idoso que é difícil ser manejado exclusivamente pela atenção primária que ela está pedindo auxílio para cuidar junto desse idoso com atenção secundária. Então nós temos, nós podemos cair nessa esfarela que nós vamos facilitar, nós vamos abrir mão de regras e nós vamos formar sair formando geriatras a a rodo pelo país e nós vamos olhar assistência, não vamos cair, não devemos cair nessa armadilha. Não, nós não devemos abrir mão da qualidade, né para resolver os problemas da pessoa idosa nós temos sim que ampliar vagas de residência e atrás da formação de qualidade para que tem que esteja cuidando desse idoso tenha qualificações qualificação adequada para prestar 1 assistência adequada ao idoso e aí nós não temos número suficiente para todo mundo talvez nunca a gente tenha E aí sim nós vamos estudar todas as estratégias nós colocamos aqui de matriciamento de tele saúde seja outras questões porque nós estamos falando de país de condição, de país continental, mas não abrindo mão da qualidade. Não adianta achar que nós vamos cuidar de idoso dependente, frágil e com múltiplas comorbidades, múltiplas doenças, com 1 profissional mal formada isso vai dar errado isso vai custar caro país isso vai trazer não vai trazer benefício à saúde dessas pessoas vai piorar a qualidade de vida delas e nós vamos continuar na mesmo com a mesma situação atual hoje vamos resolver esse problema juntos mas sem abrir mão da qualidade muito obrigado pela oportunidade obrigado
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