Alexandre Galvão

Alexandre Galvão

2º Secretário - Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior

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27 de nov, 17:18

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

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Mais 1 vez, agradecemos a possibilidade e o convite de estar presente nesta audiência e nesse momento que consideramos fundamental em defesa da democracia que estamos construindo, que vimos construindo, que vimos lutando por ela ao longo desses anos todos. Derrubar a ditadura militar burguesa que se instalou no Brasil em 1964, custou muitas vidas. Vidas de jovens, vida de trabalhadoras, vida de trabalhadores, vida de militantes, vida de gente que estava, que tinha os sonhos de país melhor. E nós conseguimos alcançar estado democrático, que de fato não é o os a democracia dos nossos sonhos, mas é a democracia que foi construída a partir da correlação de forças do país, que naquele momento se anunciava na década de 80. Passado esses anos todos, com avanços e retrocessos, nós vivemos agora a possibilidade ou de, de fato, consolidar o que tantos tentaram com as suas vidas construir, ou, ir para o fundo do poço, num dos maiores retrocessos que esse país nos viu na linha e na onda da extrema direita que vem assolando o nosso continente, a Europa e a América do Norte com a vitória daquele fascista negacionista que nós vimos nos Estados Unidos. Todos nós estamos sendo convocados para 1 grande tarefa, 1 tarefa que está para além do Brasil, porque a luta da classe trabalhadora é internacionalista. E como 1 luta internacionalista, porque é da classe, nós não podemos e não deveremos nos omitir. E é nessa linha que o antisinicato nacional, sindicato que tem 1 história de mais de 40 anos estará atento e vigilante para defender a democracia, o voto popular, e principalmente daqueles que nesse espaço têm se constituído em parlamentares que defendem os direitos da classe trabalhadora. Vamos juntos em defesa da democracia. Muito obrigado vivo antes Sindicato Nacional. Vivo antes.

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27 de nov, 16:16

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

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O legítimo e único sindicato que representa os docentes do nosso país. Bom, em primeiro lugar eu queria agradecer ao convite, é 1 honra para nós, do sindicato nacional estar presente a essa mesa, e também num tema que pra nós é muito caro, agradeço também aos deputados, a deputada Sâmia Bonfim, e também a todos os colegas que aqui se fazem presente representando as suas instituições. Nossa fala, nesse momento vai em 2 direções. Em primeiro lugar é importante aqui relembrar pouco da importância do anti sindicato nacional no momento de redemocratização e no momento da discussão da da nossa num processo obviamente da constituição federal. Esse processo, que pra nós foi processo rico ao final da ditadura, trouxe para o Brasil importantes discussões, mas também a possibilidade de formação do sindicato nacional. E a possibilidade de formação de sindicato que pudesse representar 1 categoria em âmbito nacional algo que não nós não tínhamos antes da constituição federal de 88, foi pra nós elemento fundamental para avançar no processo de organização da nossa categoria mas principalmente no processo de organização de vários setores da classe trabalhadora, que não tinham este direito antes da constituição federal de 88. O processo de redemocratização foi processo duro, processo difícil, e quem viveu ele, eu, que vivi, e vivi momentos muito intensos, como o grande e inesquecível comício das diretas já, realizado no Rio de Janeiro em 1984. E isso foi há 40 anos atrás. E este comício mostrou a este país o quanto era necessário, fundamental e importante que pudéssemos de fato ter naquele momento eleições diretas para o presidente da república, quando a ditadura já agonizava, mas mostrava ainda a força porque de fato não assentava a possibilidade de eleições diretas nesse país. E todos, todos os setores que defendiam a democracia e que estavam lutando contra a ditadura se uniram naquele momento, e nós fizemos 1 grande campanha inesquecível campanha pelas diretas já nesse país. Quem viveu aquele momento sabe da importância e o quanto o legado daquela campanha e daquele momento precisa ser defendido por todos nós. E o papel do Andes foi fundamental. Respeitar o voto popular, mas não só respeitar, mas ter lutado pelo voto popular naquele momento representa representava e representa 1 importante e fundamental mediação na sociedade burguesa, porque nos permite fazer as disputas no espaço em que obviamente nós podemos ter aqui todas as forças que de fato estão presentes na democracia, na perspectiva de obviamente avançar nesse processo democrático. E obviamente que o nosso, a nossa defesa é pelo avanço da dos espaços democráticos para que a classe trabalhadora possa de fato alcançar seus direitos e suas conquistas. Mas, nós vivemos momento muito difícil. No momento em que temos avançado em diversas questões fundamentais para a classe trabalhadora, temos assistido nesse país também o avanço do neofascismo, e o avanço conjugado de setores da sociedade também organizados que estão, né, avançando numa perspectiva de golpismo. E a perspectiva do neofascismo, muito bem articulado com o golpismo, coloca em cheque, coloca em perigo, todas essas lutas mais recentes que nós vivenciamos no Brasil. Eu falo lutas recentes porque o Brasil viveu em sua história outras lutas também importantes em relação a processos de democracia ou de redemocratização. E o que é importante? Em primeiro lugar é fundamental que os setores organizados da sociedade possam de fato rememorar a nossa história. E rememorar a nossa história significa discutir, relembrar, repassar, passar a limpo o que significou lutar por esse espaço aqui. E o anti sindicato nacional não se furta desse papel, e a semana passada, realizou seminário dos 60 anos do golpe. Do golpe que, naquele momento, estava atacando de 1 forma muito dura a democracia no Brasil. E neste seminário, nós ressaltamos a importância da luta por memória, verdade, justiça e reparação. E seminários como esse, e espaços como esse, em que, a luta por memória, verdade, justiça e reparação são absolutamente cruciais pra que a gente possa continuar tendo nesse país 1 democracia representativa. Não é ideal, nós temos clareza representativa. Não é ideal nós termos clareza sobre disso, mas com certeza é aqui na correlação de forças colocada pela classe trabalhadora, pelos setores que defendem a democracia representativa, é por ela que nós temos que lutar. Nesse sentido o sindicato nacional ressalta, e reafirma aqui, que a luta contra o neofascismo, e a luta contra o galpismo, também deve estar articulada a questão de que não deve haver anistia aos golpistas. Não deve haver anistia por todos os setores que aqui nós estamos neste espaço construindo, tanto o legislativo como o executivo e quando o judiciário. A anistia àqueles que muito recentemente, inconformados com o resultado de 1 eleição legítima e tentaram cada vez com provas mais cabais que a população brasileira assiste de forma estupefada, vem se mostrando como protagonistas de processo articulado, planejado, de golpe nesse país, não pode ser aqui levado em consideração num processo de anistia. Anistia não deve ser dado, todos aqueles devem responder na justiça pelos seus atos, e, principalmente, ter todos os direitos de resposta, mas não atacando e destruindo ou colocando bomba aqui do lado do congresso para que nós que estamos aqui construindo o processo democrático, nos sintamos obviamente cada vez mais acuados na defesa, não vão nos acuar, não vão nos tirar dos espaço, e principalmente saberão e devem saber que estaremos nas ruas construindo com toda a classe trabalhadora, com todos aqueles que defende a democracia que eles não passarão, não ao fascismo, não ao coprismo, antes sindicato nacional. Grande abraço.

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