
Agradecer o espaço e a parceria, que a gente considera assim é privilégio poder contar 1 1 parceira com essa potência né, Juliana, e dizer que assim. A gente tem o objetivo desenvolvimento sustentável, redução da mortalidade materna até 2030, para 30 pra cada 100000 nascidos vivos, e eu tenho a impressão de que se nada mudasse a gente continuar fazendo a mesma coisa que a gente vem fazendo, isso não vai acontecer. Então nós precisamos efetivamente de 1 reforma, melhorar a qualidade da assistência, melhorar a qualidade do ensino, eu tenho 2 chapéus eu tenho o chapéu de professora da universidade de Brasília, e o meu orientando a minha avaliou os hospitais de ensino, e eles têm muitas deficiências, muitos não aderem às políticas públicas às recomendações da organização mundial de saúde, aos protocolos do ministério da saúde, então se a gente continua ensinando pessoas de 1 maneira distorcida, nós nunca vamos, então eu acho que tem 2 níveis, você tem o nível da assistência e o nível do ensino que a gente precisa fazer a intervenção, eu não tenho clareza como isso pode ser feito a partir do legislativo, mas fica como problema, desafio coletivo nosso da sociedade, mudarmos a forma como os profissionais são ensinados, porque o Bráulio deixou muito claro, as pessoas não aprenderam isso, as pessoas não aprenderam aquilo, as pessoas não aprenderam mais aquela coisa, então, fica como desafio coletivo nosso social mexer nas políticas na assistência e no ensino também
A todas, todos, eu estou muito contente de estar aqui mais 1 vez trocando ideias. Eu acho que a Reúna foi pioneira em muitas coisas e eu acho que com essas propostas nós mantemos a tradição de ser pioneiros, né? Na verdade a gente apontou muitos caminhos, foram os filiados, quem constituiu a Reúna foi grupo que mostrou que esse projeto que era questionado dizendo não isso é coisa pra Europa, pra países desenvolvido, não pra nós, os reunidos que fundaram a Reúna mostraram que isto era absolutamente possível no país, inclusive em áreas periféricas. Possível no país inclusive em áreas periféricas. Ah então assim eu não vou trabalhar porque eu acho que o Bráulio e a Valéria já trabalharam muito bem a questão de onde precisamos sair. E eu gostaria de apontar caminhos de para onde nós queremos chegar. E 1 das coisas que eu queria trazer é o seguinte, recentemente tivemos contrato com o UNICEF, e o UNICEF ele fez edital, a Reúna ganhou, eles têm programa que chama unidade amiga da primeira infância, e que eles ofereceram pra 8 prefeitos de capitais nos locais onde o UNICEF tem representação oficial a possibilidade de aderir ao programa Unidade Amiga da Primeira Infância. 7 prefeitos aceitaram, e aí as unidades de saúde da tensão primária, elas se elas se interessarem elas se candidatam a receber o título unidade amiga da primeira infância. Pra receber esse título elas têm que melhorar os indicadores delas, e aí o UNICEF providencia capacitações em vários temas, pra que a unidade melhore seus indicadores e, com indicadores muito bons, possa receber o título de amiga da primeira infância. Então antes da nossa capacitação, essas capitais receberam por exemplo, 1 capacitação sobre obesidade infantil. E a Reúna foi contratada para falar sobre são sempre unidades de atenção primária à saúde, não são hospitalares, e a gente foi contratado para falar sobre qualificação do prénatal, do puerpério e do cuidado do bebê que é o que acontece na tensão primária. E a gente fez essa capacitação começou no final de agosto terminou no início de novembro, nessas 7 capitais foi processo riquíssimo, eu não vou entrar em detalhes sobre a capacitação, mas eu gostaria de comentar que assim, a última capacitação foi no Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro, todas as 239 unidade de atenção primária à saúde, unidades básicas de saúde, se candidataram ao ciclo. E aí nós tivemos que ficar 4 dias capacitando 1 pessoa de cada unidade, pra que, e assim a nossa capacitação tem está sendo muito bem acolhida em geral, e aí aconteceu assim algo muito interessante porque antes de capacitar eles, pessoal da gestão pediu que a gente se informasse sobre o protocolo que ele já tem de prénatal, e é pouco disso que eu vou falar mas antes disso eu quero falar o seguinte, pessoas que fizeram parte da reúna nos seus primórdios nos anos 90, conseguiram chegar à gestão da secretaria municipal de saúde, e eu estou falando de pessoas como Cristina Boareto, Kátia Rato, Marcos Dias, Diana Valadares, Eles propuseram a perspectiva de humanização, eles montaram 1 maternidade que seria modelo a maternidade Leila Diniz, depois a Leila Diniz meio que fechou ela era em Jacarepaguá, abriram outra Leila Diniz e hoje em dia tem a maternidade Maria Amélia mas tem outras maternidades também e a casa de parto de Realengo então a humanização do parto já é 1 cultura na secretaria municipal. O Rio de Janeiro, antes ainda da lei do acompanhante de Santa Catarina e depois do Senado, teve 1 resolução em 1998 garantindo acompanhante de escolha da mulher em todos os hospitais municipais, então era 1 perspectiva 1 leitura de humanização. E aí quando nós fomos verificar como era a assistência prénatal no manual do Rio de Janeiro, ela é 1 assistência prénatal em que a concepção de cidadania e direitos perpassa o manual inteirinho, então eu vou comentar algumas coisas que a gente detectou lá, Por exemplo, gestantes com pressão alta e pertences, quando são diagnosticadas elas recebem esfirmomanômetro pra elas levarem pra casa delas, e elas controlarem a pressão e se descompensarem elas próprias vão pro serviço de saúde. Elas têm que devolver o esfirmomômetro 60 dias depois do parto. Então é 1 maneira de empoderar a mulher pra o autocuidado e ela poder ser controlada porque infelizmente no nosso país a primeira causa de morte materna é síndromes hipertensivas o que é 1 vergonha, porque é muito fácil diagnosticar pressão alta, é muito fácil tratar e a gente percebe que os profissionais do mesmo jeito que não estão treinados pra versão cefálica externa ou pro parto pélvico não estão treinados pra diagnosticar e tratar apropriadamente as síndromes hipertensivas. E muitas dessas mortes evitáveis, então assim no mundo inteiro primeira causa de morte materna é hemorragia no Brasil é síndrome hipertensiva. Então esta é 1 das. Segunda das coisas distante com diabetes ou prédiabética recebe glicosímetro pra ela monitorar a glicose na casa dela, e poder caso esteja muito alterado procurar assistência. As unidades são estimuladas a notificar a violência obstétrica, elas notificam pouco porque as pessoas quando a gente comentou isso disseram, a gente não vê acontecer nada com relação a isso, mas a gente respondeu precisa notificar pro dado aparecer, pra prefeitura poder tomar alguma providência, se ela fica sabendo que isso ocorreu num hospital público municipal, é direto eles vão pra cima. Desde 2009 teve episódio que caiu na mídia e sujou pouco a barra do Rio de Janeiro, e eles implantaram a cegonha carioca e agora você assim a mulher do início do prénatal ela sabe onde vai parir e se ela chegar num hospital e não tiver vaga ela não é devolvida pra rua, o hospital garante a vaga dela em outro hospital, e ela não precisa peregrinar. Eles têm condutas muito bem estabelecidas pra diversidade, por exemplo pra homens trans, já está no protocolo. Pra mulheres que têm vulnerabilidade social elas na gravidez recebem o Rio Card e elas podem utilizar até 8 conduções por dia, ela e o acompanhante, pra ir fazer especialista. Então durante a gestação e e até o puerpério, até o final do puerpério. Eles têm também o programa vaga 0, que atende todas as situações de urgência e emergência, e eles têm a orientação, se a mulher chega na unidade de saúde, ela é estabilizada antes de ser transferida pro hospital, então ela é, garantese que ela não viaje numa situação de precariedade de saúde. Eles ainda têm o as reuniões do fórum perinatal, e. Então recomendações, eles têm a 1 das coisas que eles fazem, se a mulher não puder vir pra consulta de prénatal, onde tem estratégia cobertura de estratégia de saúde da família eles fazem a consulta de prénatal em casa. Então assim a preocupação com o bemestar da mulher né? Se a mulher vai na unidade de saúde pra fazer o prénatal, e ela não se sente à vontade, não deu liga com o profissional, ela quer ir pra outra unidade fazer prénatal? Ou isso aconteceu em outras cidades também aquele é território de 1 milícia de 1 facção e ela é da família de outra e aí é complicada e ela tem que então ela pode escolher qual a unidade de saúde onde ela quer ter o prénatal. Eu já falei do transporte fique tranquilo. Não existe alta do prénatal, e a mulher é acompanhada até 45 dias após o quarto. O a questão do racismo institucional também é muito clara, e eles buscam com que os profissionais percebam isso e deem 1 assistência mais, vamos dizer, que respeite a diversidade racial, né? Outra coisa, no Rio, todas as maternidades atendem aborto legal, e as unidades da tensão primária são orientadas a encaminhar as mulheres que têm esse direito pra o aborto legal. Eu não vou entrar muitos detalhes mas, gestantes de 14 anos por exemplo é presumido estupro, claro isto é oferecido, também é oferecido pra mulher o direito de adoção da criança se ela preferir. Tem assim 1 atenção especial para a questões de gênero, tem o prénatal da o prénatal da parceria, então não é parceiro parceira, é parceria quem for. Existe 1 abordagem integral e cuidados específicos para mulheres e num especialista está tudo muito bem estruturado. Este foi o primeiro protocolo que eu encontrei, e que tem 1 preocupação com a saúde mental, eu tenho a grata satisfação de comunicar pra vocês que agora, segundafeira saiu publicado 1 lei do Distrito Federal que implanta atenção à saúde mental, às gestantes e puérperas mas é 1 lei e o serviço ainda não está estruturado, então a gente já está avançando no distrito federal também, mas a primeira vez que eu me encontrei estruturado foi neste protocolo do Rio de Janeiro, eles dão muita atenção e orientam a gestantes sobre seus direitos trabalhistas, licençamaternidade, direito dos pais, eles têm 1 sensibilidade muito grande para situações de violência, e pra questões de violência obstétrica. Eles têm 1 ouvidoria pra violência obstétrica na Secretaria Municipal de Saúde, e mais algumas coisas que a gente identificou então o que eu queria comentar gente, o Rio de Janeiro é 1 metrópole, é enorme. Se eles conseguem com essa complexidade com aquela violência com as milícias facções blábláblá garantir esses direitos às mulheres, por que que os outros municípios brasileiros não poderiam? Então a gente acha que quando a gente for trabalhar o estatuto da gestante, a reforma obstétrica, a gente tem que preconizar direitos que possam ser atendidos pela política pública pra garantir a sobrevivência, porque isso que a Valéria traz, mortes evitáveis de mulheres, é estado de coisas inconstitucional. Excesso de intervenções que aumentam o risco e não trazem benefício, é estado de coisas inconstitucional. Ter Conselho Federal de Medicina que chancela esse estado de coisas inconstitucional e não se propõe a ele defende só autonomia, autonomia da mulher, autonomia do profissional, não menciona nesse processo de lei a beneficência e a não maleficência. São 4 os princípios éticos beneficência, não maleficência, justiça, equidade né, e autonomia. Então a gente precisa mudar, e aí eu agradeço muito a gente contar com o Bráulio, com a Valéria, e com a parceria do legislativo, principalmente do resultado da Juliana Cardoso que tem 1 trajetória em São Paulo também como vereadora de apoiar as propostas que avançam nos direitos das mulheres e a gente espera que a gente consiga em alguns anos melhorar essa situação, e temos estado de coisas constitucional. Muito obrigada.
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