
Obrigado? Bom, bom dia a todos. Deputado Daniel Almeida. Cumprimento em nome do presidente do presidente Ricardo Albano, presidente da CNI. Agradecemos o convite de estar presente nessa audiência pública, em seu nome cumprimento a todas as demais autoridades e entidades aqui presentes e os nossos ouvintes também. Podem colocar a nossa apresentação por favor. Isto. Bom deputado eu estou nessa área desde agosto de 1993. Eu tenho 30 e anos de experiência na área de resíduos. E reparação energética é algo que o Brasil ainda não conseguiu desenvolver. É algo que nós precisamos trabalhar e essa casa ela é diretora nesse sentido porque nós precisamos de segurança jurídica falando em que nome do setor privado, do setor industrial. E achamos muito importante estar presente aqui justamente pra trazer pouco da nossa visão a respeito do tema. Por favor pode passar. Eu antes de mais nada, a gente queria deixar alguns recados que a gente considera importante. Primeiro, a repercussão energética ela é suplemento à reciclagem, quer dizer ela não compete com a reciclagem. Ela aumenta a parcela de materiais recuperáveis e obviamente trabalha também pela preservação de recursos naturais estou falando aqui em não utilizar energia fóssil petróleo gás e outras formas de energia né. Ela caminha junto com a reciclagem porque ela está integrada dentro do sistema de economia circular, onde existe 1 hierarquia de gerenciamento de recursos, lá a gente não fala resíduo, a gente fala recurso, porque resíduo na verdade é recurso, algo que tem valor, algo que pode ser aproveitado, né, em algum sentido. E ela é importante porque, 1 vez que eu não tenho tecnologias pra reuso, reutilização, reprocessamento, eu precisaria e em qualquer a reciclagem, eu preciso ter 1 alternativa que não seja o aterramento. E a alternativa da recuperação energética é amplamente utilizada no mundo, não é só não, não é o Brasil infelizmente não a utiliza, e ela responde algumas questões que nós não temos resposta hoje. Por exemplo né, tivemos aí o evento catastrófico no Rio Grande do Sul, 1 geração gigantesca de resíduos, não tem solução pra aqui. Não tem, tá? 60, 80 aterros necessários pra aterrar resíduos que não são recicláveis, e e assim eu não consigo dar tratamento pra essa questão. Cidade de São Paulo, cidade de São Paulo ela não para, ela não deixa de gerar resíduo, a quantidade é gigantesca, quem já visitou Caieiras por exemplo sabe o tamanho que aquilo, é assustador, e os ateus estão com dias contados, e não tem novas áreas para colocar então, nós precisamos achar soluções, né, e o sentido nosso é exatamente esse. Por favor pode passar. Não cabe a mim aqui né até porque tem especialistas o Hugo está aqui, o Iuri está aqui e a Renata estão aqui e são especialistas na área né na área técnica e nas suas associações vão falar melhor tecnicamente dos processos mas são grande 4 grandes processos pra aproveitamento de energia né a gente coloca o coprocessamento dando destaque a ele a combustão, encenação né piróves e gaseificação e digestão aeróbica. Pode passar por favor. E eu estou falando aqui né, que a recuperação energética ela vai tratar o quê? Tudo aquilo que eu não consigo aproveitar, tá? Então é algo importante deixar claro, a mensagem é a recuperação energética vem para cumprir 1 função na gestão de adesivos daquilo que eu não consigo fazer qualquer forma de aproveitamento do material conforme foi criado, por favor, pode seguir. Aqui, o que cabe aqui? Insineração tá, são várias tecnologias existentes, são em muitos casos projetos grande porte, mas temos aqui projetos de menor porte também, e que cabe nesse caso aqui a encenação, que é a distribuição dos resíduos por métodos, físicoquímicos de destruição térmica, a geração de energia. Ninguém pensa que implantar ensinrador que não gere energia, quanto mais nos dias de hoje. A equação econômica é muito importante e nesse aspecto qual a preocupação da CNI? Que qualquer solução dessa adotada ela tenha que ter 1 visibilidade técnica que permita que essa energia possa ser utilizada seja para uso público ou uso privado. Então o Brasil ele tem a façanha de ter custo de energia dos mais baratos do mundo e o preço de quem adquire nos mais altos do mundo. Né então esse é 1 dificuldade, nós temos 1 preocupação que se consiga 1 equação que permita que eu possa destruir resíduos produzir energia e essa energia chegar a preços adequados ao mercado. Então a gente não quer onerar ainda mais né a tarifa de energia no Brasil. Próximo por favor. Gasefificação pivô são tecnologias que não são adotadas no Brasil mas elas têm 1 questão importante, eu posso produzir gás de síntese, Esse gás de síntese ele pode ser utilizado por exemplo na química verde, sínteses de qualquer produto baseado em fontes renováveis. O Brasil não utiliza tá, não é muito viável pra gente, mas é 1 tecnologia que é consolidada que o Brasil poderá utilizar. Próximo por favor. A digestão é nervosa do biogás, não vou aqui falar né a biogás está aqui, mas é 1 das tecnologias que nós vislumbramos como da a mais adequada pra tratar resíduos orgânicos em larga escala, ela ela é múltiplos fatores positivos que ela traz e deles né, além da questão energética, está ligado à à fonte ser totalmente renovável, e o poder de diversas fontes produzir esse esse esse insumo pra indústria. Eu estou pensando aqui na indústria, né, a indústria quer insumos renováveis de origem sustentável, e com preços bons, preços competitivos. Por favor pode passar. E aqui eu quero dar destaque ao CDR, o combustível derivado de resíduo, que é justamente aquela fração que você separa na triagem do resíduo, que você sabe que tem potencial energético, que pode ser queimado mas não tem potencial pra ser reciclado, isso nós temos norma técnica no Brasil, isso é largamente utilizado no mundo, isso pode ser fonte de energia térmica principalmente pra indústria, substituindo além dos combustíveis fósseis, madeira de origem nativa, então vários setores industriais podem se beneficiar disso e ela tem 1 característica diferente, ela é de geração difusa, eu posso ter aproveitamento de energia para uso industrial ou pra uso doméstico em qualquer lugar do país, principalmente em lugares que eu tenho produção de energia isolada, então é 1 questão importante que a gente precisa desenvolver no país, e outra, além da além disso, ela pode trazer ganhos à cadeia da reciclagem aqueles que hoje fazem a separação, então isso material pode ser vendido, ele tem valor, né? Como falei de recurso é algo que é importante você colocado aqui, próximo favor. Pode passar. Aqui é apenas 1 questão de aspectos econômicos né, que eu também não vou ainda entrar em detalhes né, a gente sabe que os investimentos para as plantas, eles são crescentes pelo tamanho da planta, e eles e o custo de operação são decrescentes, isto é, a escala faz todo o sentido e faz toda a importância se eu quero viabilizar tecnologias no país. Pode passar por favor. Aqui 1 questão apenas de custo, isso foi levantamento internacional feito por 1 consultoria que nós contratamos, já tem algum tempo mas não deve ter mudado tanto mostrando que eu tenho diferentes classes né, de custos de de investimento e custos operacionais e aí mostra por exemplo a questão do BO gás é de longe é mais viável né, Pra tratar resíduos orgânicos no no país, pode seguir por favor. O que que eu posso falar de prós e contras à tecnologia, né? Em termos de benefício, né, de cara, a recuperação energética reduz disposição em solo, seja em aterro né, ou nem vou falar o lixão, né, ela é 1 tecnologia não emissora, então ela reduz emissões de CO2, ela por incrível que pareça aumenta a reciclagem porque eu preciso fazer a separação daquilo que não é combustível, né, daquilo que eu não tenho interesse de queimar, porque ninguém quer queimar dinheiro, e dessa maneira acaba separando materiais recicláveis que são direcionados à recuperação, tá, pela reciclagem, então ela tem esse efeito positivo, reduz o uso de combustíveis fósseis, além de gerar energia e também é 1 nova cadeia que nós não temos desenvolvido no Brasil, estou falando em gerar empregos, em gerar renda e gerar impostos pro estado, de materiais que hoje são julgado em aterros ou em pior nos lixões. Podemos aqui? Por favor. Que que eu posso falar de conta? Existe 1 preconceito em relação à regulação energética, tá? Achando que ela compete e ela canibaliza a reciclagem, não é verdade. Na legislação no Brasil há previsão de obedecer a hierarquia, artigo nono, é é é é é é é é é é primeiro da da PNRS, né? E eu posso exigir grandes investimentos, que eu eu falei aqui das plantas, tem valores elevados para grandes capacidades de processamento, mas né, se eu conseguir equalizar a questão da produção de energia e o custo de fornecer o seu mercado, eu acho que eu posso incentivar essa questão, e eu comentei sobre ela competir com a reciclagem, então na verdade seguindo a lei não, ela não compete. Pode passar por favor. Por favor. Fatores de influência né, assim, o que que influencia muito? Composição de resíduo, né? Preciso de governança, eu preciso de expertise técnica, a gente não vai fazer isso sem ter 1 legislação deste lado como é que isso vai acontecer, né? E por onde a gente pode começar? Aí é 1 questão da visão da ACINI, obviamente haverá divergência, a gente acha que CDR é caminho muito importante, né, assim como o biogás é muito importante, a digestão aneróbia, a gente pode adotar no Brasil tecnologia e secagem para viabilizar materiais que hoje não podem ser aproveitados porque o balanço energético é ruim, país continental, país tropical, alta incidência solar, e a gente poderia estar desenvolvendo tecnologia nessa parte. Pode passar por favor. Tá? Barreiras né, a gente tem aqui concorrência, tá? Como é que você concorre com destinação adequada? Impossível, né? Tarifas, tá? Em relação a CDR eu posso falar da da unidade elevada, tributação também no Brasil é problema e a gente não conseguiu né? Na ter 1 1 operação específica pra isso na reforma tributária, tá? Custo de crédito no Brasil sempre foi levado, é impeditivo, né, e a gente tem o plano da falta de de segurança jurídica, por isso que é importante nós termos a legislação a respeito, por favor. É pra isso gente obrigado e desculpa pelo passado o tempo. Obrigado Vanderlei.
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