Teresa Sacchetta

Teresa Sacchetta

MD, MBA, PhD in Health Informatics, Healthcare executive and Board member

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28 de nov, 16:34

COMISSÃO DE SAÚDE

Transcrição automática

Todo meu deputada, vou compartilhar aqui a tela com 1, 1 apresentação só minutinho. Estão vendo a tela? Estamos vendo sim. A apresentação foi feita em conjunto, pela por mim e pra pela Eliane eu vou começar, e em seguida eu passo a palavra pra Eliana. E eu começo agradecendo, a você deputada Diana Ventura, a deputada Flávia Moraes, a comissão de saúde pelo convite e pela oportunidade de estar aqui, na câmara dos deputados 1 instituição de grandíssima relevância pra construção de políticas públicas do nosso país. É 1 honra participar desse seminário, pra discutir tema tão crucial, quanto à governança dentro do contexto de interoperabilidade de dados de saúde, que são áreas fundamentais pra promover 1 assistência mais eficiente, de fato integrada e equitativa pra todos os brasileiros e brasileiros. Agradeço também aos colegas, espero contribuir pra esse debate tão necessário. Bom, a interoperabilidade e aqui eu estou colocando o foco principal entre o setor público e o privado, ela como até já foi mencionado aqui anteriormente, ela não é apenas desafio técnico, é país gigante, são todas as dificuldades que a gente entende, mas mais do que isso é 1 oportunidade pra gerar benefícios concretos, pra todos os envolvidos no sistema de saúde. Eu não preciso falar do momento difícil enfrentado pelo setor de saúde no mundo, né, envelhecimento da população, aumento de doenças crônicas, custos, escassez relativa de profissionais, entre tantas outras coisas, em que a transformação digital é 1 forte aliada. Ainda que com os desafios de integração de dados e da integração de cuidados. O SUS é exemplar, é dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, tem programas de referência e acesso universal que salvam milhões de vidas, mas a fragmentação do cuidado e de dados, ela agrava, pela falta, ela é agravada ainda pela falta de integração com saúde suplementar, e compromete a eficiência e a qualidade do atendimento. E isso exige soluções que vão promover essa coordenação, essa interoperabilidade e essa governança integrada. Hoje são milhões de dados disponíveis mas que permanecem fragmentados e isso limita o nosso potencial de oferecer cuidados de saúde mais eficientes e de alta qualidade. Quando essa troca de dados existe, ela é feita de 1 forma muito pouco eficiente, sem utilizar padrão, e com baixíssimo nível de governança. A interoperabilidade é o caminho pra mudar esse cenário, que hoje é inseguro, é ineficiente e prescinde dessa visão sistêmica do setor saúde e da participação dos diferentes envolvidos no setor. Definiuse a RNDS como a plataforma para troca de informações, de maneira padronizada, segura, integrada, oferecendo 1 visão mais completa e contínua do cuidado, né? Com o histórico de saúde, Promovendo melhorias também na coordenação do cuidado. Esse processo ele avança rapidamente no SUS, sob a direção da secretária Anistola Haddad, está à frente da Ceidigi, eu sou 1 orgulhosa usuário do aplicativo meu SUS digital no celular. Entretanto a gente só vai conseguir maximizar valor da interautabilidade pra todos os brasileiros brasileiras com a integração conjunta dos dados de saúde complementar. Incor de cerca de 4 da população brasileira. Como apresentado pela doutora Luciana Portilho, pela pesquisa NIC BR e o setor público troca mais dados do que o privado, esse é grande desafio que a gente ainda tem. Dá 1 ventania aqui. É, cai 1 tempestade mas espero terminar antes que ela comece. Bom, movimentos semelhantes ocorrem ao redor do mundo, com as mais variadas das formas de financiamento, né? É 1 grande riqueza de de formas de financiar. Eu trouxe 3 casos aqui só pra ilustrar, pouco do que está acontecendo no mundo, o caso da da Dinamarca é bem interessante, ele permite a troca de mensagens de saúde entre instituições públicas e privadas, desde encaminhamento de pacientes, que aqui no Brasil a gente existe isso, existe encaminhamento e utilização cruzada entre SUS e saúde suplementar. E também troca de resultados de exames e tantos outros dados que são trocados lá na Dinamarca. Austrália é outro exemplo, também troca de dados entre serviço público e privado e tem promessas de grande retorno financeiro. Em eficiência, mas também aumento de qualidade e segurança. Reino Unido, que é, o NHS é do sistema que inspirou né, a criação do SUS, do atual SUS, ele investe também na construção de 1 infraestrutura digital, pra compartilhamento de dados entre diferentes prestadores, pra aumentar a eficiência operacional, melhorar os textos clínicos, com o objetivo de garantir que todos os profissionais de saúde desenvolvidos no cuidado e também os pacientes, tenham acesso contínua e confiável aos registros médicos eletrônicos do histórico de saúde do indivíduo, isso é muito valioso. Eu teria muitos outros exemplos para apresentar nos Estados Unidos, isso avança a passos largos e outros países da Europa, inclusive com iniciativas para integrar dados entre os diferentes países da Europa, entre Estados Unidos e Europa tem muita coisa em discussão, mas em decorrência do limite de tempo eu vou focar agora na questão da governança que é pilar estratégico, para que os melhores resultados possíveis sejam alcançados. Garantindo como já foi falado aqui, confiança, segurança e sustentabilidade da iniciativa. Muito na linha também do que o Ferré falou, a gente tem que começar pela criação de política de diretrizes, né pra regular que dados serão trocados, entre quem esses dados serão trocados, com quais objetivos esses dados serão trocados e é necessário que haja o consentimento do do paciente, qualidade mínima de dados precisa ser definida, toda essa questão de segurança, ela precisa ser discutida precisam também ser, discutidos quais são esses princípios de segurança a seguir, como garantir a privacidade dos dados de acordo com a IGPD, que padrões serão adotados para essa troca de dados, 1 clara definição de responsabilidades e também acutability, incluindo punições. Também precisam ser definidas questões relacionadas à auditoria, monitoramento. Isso se torna ainda mais relevante no contexto de coordenação entre SUSi e Salto Experimentar, que possuem diferentes dinâmicas, diferentes incentivos. É absolutamente fundamental a discussão da governança, como pilar estratégico. Bom e pra finalizar, apesar dos desafios e do muito que ainda precisa ser feito, eu gostaria de reforçar o valor da interoperabilidade. Ela gera eficiência, ela gera transparência, ela aumenta a produtividade dos profissionais, reduz desperdícios, inibe fraudes, melhora a qualidade do cuidado por meio do histórico de saúde unificado, favorece o apoio à tomada de decisão com aplicação de de inteligência artificial em cima desses dados, aumenta a segurança proporcionando redução de erros, aponta efeitos adversos, promove melhor experiência a profissionais e pacientes com dados disponíveis, coloca o paciente, mais no controle da sua própria saúde. E permite que as decisões possam ser tomadas com base em dados de todo o histórico clínico e não apenas com dado que tem disponível naquele momento, para o profissional que está na frente do paciente. Isso sem falar no uso secundário para pesquisas e criação de políticas públicas como já foi comentado também no presente seminário. Tudo isso de forma conjunta, com visão sistêmica e trabalhando em colaboração. Só assim a gente vai conseguir de fato colocar o paciente no centro e podemos caminhar rumo à tão desejada equidade no acesso à saúde. Vou passar agora a palavra pra Iriana Herzog por favor Iriana. Muito obrigada, doutora Tereza Saqueire, aqui muito feliz com essa.

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