
Eu acho que tem 2 visões aí. Primeiro é educar e educar a quem? Nós temos que educar e e pôr valor naquele profissional que insere os dados no no sistema de saúde. Ele tem que entender o valor da inserção e da qualidade daquele dado. Eu me lembro de ter dado curso em Maceió pra pra esse público e foi muito interessante porque eles conseguiram entender como aquele dado se transformava em informação, e essa informação poderia redesenhar o sistema de saúde. Então nós temos que ter sim, curso curso voltado pro usuário de base, é o que a pirâmide e o mapa de competências que nós apresentamos da Sociedade Brasileira de de Informa em Saúde, apresentamos pra doutora Ana Stella, no ano passado. Esse mapa de competências, ele reuniu competências de todos os países que já estão fazendo, nós não vamos inventar foda, a gente vai só tropicalizar, né? E outra coisa, a senhora disse, como fazer se fazemos o aplicativo mais fácil? Quem vai saber fazer o aplicativo mais fácil, né, é quem sabe usabilidade. E quem sabe usabilidade é o profissional de informática em saúde. Então ele tem que nós temos que pensar também num curso de de de especialização. O o Felipe pode dar testemunha, eu acho que o curso de especialização que nós demos, que tinha programa muito fechado, era curso de ano, 4 eram 600 horas, mas era curso bem fechado, com os principais eles tiveram aulas até com professores internacionais que a gente conseguiu levar pra Brasília, pra mostrar o que que estava acontecendo fora do mundo. A a professora Beatriz comentou ao hospital italiano, eles vieram pra pra dar aula nesse curso. Então eu acho que as 2 frentes primeiro pra atacar é assim, o profissional que está usando o sistema ele precisa entender porque que ele coloca aquele dado e aí ele vai colocar o dado de qualidade, e nós precisamos de sistemas de especialização. Com certeza a gente voltou pra era quando eu fiz o meu doutorado. É 1 tristeza dizer mas é verdade. Eu fiz, se vocês olharem no meu currículo, o meu doutorado foi em biofísica, que era o programa Nota 7 da UNIFESP. E eu por ser Nota 7 na CAPES, ele dava 3 4 vagas pro Doutor Daniel, pro Departamento de Informática em Saúde, pra colocar os alunos de Informática em Saúde. Mas no final o meu doutorado não não foi em foi com foco em informática em saúde. Mas quando eu fui fazer meu pósdoutorado na Harvard, o o departamento que eu fiquei se chamava departamento de informática clínica. A Harvard em 1994 já tinha o departamento de informática clínica. Então nós temos que ter foco de doutoramento, e olha, não é doutoramento acadêmico, é doutoramento profissional. Porque nós precisamos de problemas que resolvam as nossas necessidades de vida e de prática do Sistema Único de Saúde. Eu espero ter respondido a tua pergunta. Muito obrigada.
Em primeiro lugar agradecer a, a as deputadas Flávia Moraes, a Adriana Ventura, doutora Nistela, Kleinaldo, por, por essa iniciativa. Ainda estão me ouvindo? Estamos chovendo e vendo muito bem. É porque, está bom é porque eu saí de e como eu estou lutando, e bom ver o Klein out nos encontramos de tempos em tempos por aí né? E de muito exato. Obrigada. Eu gostaria, acho que a Beatriz já comentou algumas coisas e tem alguns fatos importantes nessa história que todos nós precisamos nos recordar, quer dizer. Eu publiquei editorial não faz muito tempo porque houve congresso esse ano na Grécia, que dizia a informática em saúde juntando com a saúde digital. Esse era o tema do congresso. E junto com o doutor Ari Rasmann que é dos dos fundadores da área de informática em saúde está lá no alto dos seus quase 90 anos, e o professor John Mantas nós escrevemos editorial que está publicado e aberto, que diz exatamente isso, o que é saúde digital que é informática em saúde. Quer dizer, a saúde digital ela é maior que a informática em saúde, mas ela não existe sem a saúde digital. Porque a saúde digital é o que coloca todos os que vocês falaram aí na frente desde o Renato Gomes, né, do planejamento estratégico, da estratégia nacional que une a infraestrutura, o profissional e usuário da do dos recursos, depois o tablet dizendo que começou no século passado 1999, eu nem te encontro que século que eu comecei então. Tá? Porque em 99 eu estava já terminando o meu pósdoutorado na Harvard Medical School. Eu já tinha sido feito mestrado doutorado na área de informática em saúde que existe desde 1974. AAA foi chamada também a atenção a questão de de pouca integração dos registros de saúde, né? E a Luciana que pontua quer dizer dos meus chapéus é coordenar e eu coordeno desde 2012 a pesquisa TIC Saúde no Brasil. Meu último chapéu é ser presidente da Academia Mundial de Informática Médica. Assumi agora esse ano. É bando de Berlim, mas estou lendo lá junto. E e as tecnologias acho que foi o Felipe também começou lá e e mais pra o próprio Taleb ainda falando das falando das tecnologias imersivas, da pouca integração do registro de saúde. A gente tem, se olhar pra trás, a Beatriz chamou a atenção, quer dizer, nós temos o ÂMIA que começou em 2000 projeto chamado Tendy Can, era era o meu tutor na Harvard que iniciou isso junto à Câmara do dos Deputados dos Estados Unidos numa apresentação, que eles uniram as universidades porque sabiam que sozinhos não iam dar conta, então eles uniram as universidades para que, do ano 2000 até 2010, houvesse Universidades continuaram foram começaram a formar as Universidades americanas sustentadas pela National Librar of Medicine, que nós temos no Brasil, pelo Donald, pelo Lindemberg e que financiava esse programa, mais financiamento alguém falou muito aí em financiamento, financiamento não é tudo se você não tem recursos humanos. O TIC Saúde do ano passado, mostrou isso a a falta de recursos humanos do de médicos e enfermeiros, de 1 forma gritante. A Luciana não não abordou, mas assim, é muito crítico o que a Beatriz trouxe é muito crítico. E informática e enfermagem eu coloco AAA maior dificuldade de saúde digital no ecossistema, porque assim informática e e saúde, desculpa é é que eu sou enfermeira. Ela ela é o é é é é é é o amassa barro, a saúde digital precisa dela. Por quê? Dentro da informática em saúde está a enfermagem, a clínica, a telessaúde, a telemedicina, o meu o meu orientador na Harvard chamava de telestofe, pra caber tudo, né? A medicina, a saúde coletiva, isso tudo é dentro de informática em saúde porque é informática em saúde que sabe de arquitetura. Então assim eu coordenei por muitos anos o programa da UNIFESP de informática em saúde, mestrado e doutorado, especialização, e eu tive do do NAH com a doutora Lucilla Wono Machado que é da Yale University na época ela era da Harvard, por 15 anos nós fizemos treinamentos aqui no Brasil e na África, sobre cursos em cursos de verão. Hoje aí na plateia eu tenho aluno, Felipe Ferrévo é nosso aluno. Então, esse shampoo de barro, esses conceitos iniciais, nós precisamos compartilhar, nós precisamos ter profissionais. A a Beatriz chamou atenção pra liderança. As nossas lideranças estão indo embora, estão ficando cansadas, a gente viu nesse último Kibis tem muita gente nova, que acha que está descobrindo o mundo com a inteligência artificial. A minha tese de doutorado foi inteligência 4. Então o que me preocupa mas eu não vi ninguém falar em segurança de dados, em qualidade de dados, né eu não ouvi 2 apresentações, então se eu estou cometendo alguma gafe me perdoem, mas assim, você não faz inteligência artificial se não tem qualidade de dados. Outro chapéu que eu tenho, e se você não tem ética computacional? É o que o professor Demi Guetcio sempre fala, o martelo não bate sozinho, ele tem alguém que faz com que o martelo bata no prego, está certo? Então é a ética que nós precisamos ensinar e isto desde a graduação naquela pirâmide que a doutora Beatriz mostrou. O os cursos que nós temos depois que eu saí da UNIFESP fechou o curso de doutorado, só tenho de mestrado e tenho especialização. Então assim nós temos o, se não tem doutor não tem mestre, se não tem mestre não tem não tem especialista. Então, nós precisamos resolver isso, ter profissionais a Luciana falou em ter profissionais seguros e se fazer saúde digital, envolvendo o que o FDA aprova como o BOBY ou o Orable falaram aí, mas qual é o grande desafio? A Tereza colocou interoperabilidade, quanto dos nossos dados de telefone, de celular, estão sendo integrados no prontuário de saúde do cidadão? Quase nenhum. Quem é o o quem é que faz interoperabilidade nesse país? É o cidadão. É ele que conta de médico pra outro o que que está acontecendo. É ele que sabe o problema de saúde então ele vai pro pro especialista ele conta problema ele vai pra outro especialista ele conta outro problema. Então quem melhor faz interoperabilidade nesse país é o cidadão. E a saúde digital mexe com o cidadão. Por isso que eu disse que ela que ela é maior que saúde que informática em saúde, mas ela não elimina informática em saúde. Por quê? Nós precisamos da informática em saúde. Tem artigo que eu abri ontem outro chapéu que eu tenho é ser a editora chefe da International Jurnal of Medical Informics. Esse jornal recebe cerca de euro no número 85 artigos por semana, a grande maioria é da China, tá? E a grande maioria trabalha com inteligência artificial mas presta atenção, eles só estão fazendo por enquanto, avaliação de modelos, eles não estão fazendo avaliação de impacto clínico da inteligência artificial, porque eles não fazem avaliação e não têm avaliação já ética computacional, da segurança de dados na na inteligência artificial, e na ação cognitiva do profissional em adotar. A medicina precisa reconhecer a especialidade, a enfermagem já reconheceu. A medicina precisa reconhecer. Nós precisamos também como foi colocado pela Tereza e pela Beatriz entender que o programa de saúde nacional é público e privado. E o que que e como é que nós estamos avaliando a a inteligência artificial generativa. Antes de usar no cuidado clínico, nós precisamos demonstrar o quanto essa inteligência artificial está agregando de valor, o quanto ela é confiável, o quanto ela assegura o paciente de danos, porque a gente sabe dos problemas éticos e bioéticos da inteligência artificial. E hoje eu abri artigo se vocês olharem é 1 experiência muito interessante eu estou finalizando. Existe questionário chamado Heheels, acho que eu e a Beatriz trabalhamos durante 10 anos 12 anos aí formando num projeto ProADE, alunos num curso de especialização que a minha vida era ficar em Brasília de terça à sexta. Esse esse artigo que eu abri, ele avalia em saúde digital, questionário ele faz adaptação do dum dum de questionário já consolidado que avalia a literacia e como o cidadão utiliza a tecnologia. Isso é muito importante. É a avaliação da literacia do cidadão, como é que ele usa, porque se a gente não souber como é que ele usa, a gente também não vai conseguir traduzir isso pra profissional de informática em saúde que pode ser engenheiro, médico, enfermeiro, advogado, dentista, quer dizer, informática em saúde é grande guardachuva profissional. E nós precisamos entender isto para poder prosseguir num avanço da transformação digital. Então tem que saber o que o nosso cidadão sabe, tem que fazer programa de educação nacional urgente que os nossos doutores estão se aposentando e se cansando. E quem vem aí pra formar os futuros doutores da área? Então eu acho que eu trouxe, pelo que eu ouvi, eu tentei resumir, mas eu acho que eu trouxe mais problema aqui, que solução de 30 e poucos anos aí vividos nesta área de conhecimento. Muito obrigada, outra vez pelo convite e olha é 1 honra compartilhar esse momento com vocês. Muito
No celular tá tá. Não fique tranquila que eu sei que as condições são adversas. Está tudo certo a gente sabe então, pode.
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