
Adriana, cumprimentar a senhora, cumprimentar a deputada Flávia, agradecer esse convite em nome da ABIMED. Antes de mais nada, eu gostaria de conceituar, né, o que é ABIMED e qual é esse segmento que nós apresentamos? A ABIMED, Associação Brasileira da Indústria de Tecnologia para Saúde, ela representa empresas do segmento de equipamentos e dispositivos médicos, são cerca de 200 empresas associadas, 29 plantas fabris aqui no no país e o nosso mote associativo é a tecnologia e inovação. Logo, naturalmente, as grandes empresas globais são associadas à ABIMED, mas não fazemos distinção de porte, de origem e capital, de modo que também temos empresas brasileiras, pequenas, médios, grandes. E dito isto, né, que o a tecnologia e inovação é o nosso mother associativo, o termo saúde digital é muito caro pra nós. O segmento de equipamentos positivos médicos vai desde aquele abaixador de língua usado pelo pediatra lá no consultório até robô que faz 1 cirurgia nos maiores centros de saúde, né, com tecnologias diversas ao ao redor do mundo, perpassando pelo diagnóstico laboratorial, pelo diagnóstico por imagem e toda parafernália utilizado em hospitais. Se pensarmos no hospital retirar ali de dentro que é medicamento pessoal e a infraestrutura, o que sobra é dispositivo médio. Então dentro dentro desse mundo, né, muita coisa hoje está vinculada à saúde digital. Quando a gente vai falar de regulação, e aqui deixando claro meu lugar de fala representa a indústria né, quando a gente vai falar de regulação no âmbito legal, principalmente quando tratase de tecnologias e tecnologias que avançam numa velocidade muito rápida hoje, o círculo de vida de produtos no nosso segmento é cerca de 18 meses, ano e meio, né, nós temos inovação. Tratada a regulação no âmbito legal, nós entendemos que ela deve ser principiológica, deve trazer as linhas gerais, isso posto porque nós temos agentes reguladoras no nosso país, nós temos a Anvisa que hoje é regulamento inclusive softwares como dispositivos médicos, nós temos a ANPD e outras instâncias que podem tratar dessas filigranas, das especificidades e atuar de forma muito mais célere fazendo a regulação, porque o avanço tecnológico ele não aguarda nos debates aqui nas casas legislativas, ele acontece. E muitas vezes a população pode ficar alijada de ter acesso a 1 tecnologia muito benéfica por conta disso. Hoje nós temos né, debate muito forte e acerca da questão da LGPD, como tratar os dados falar em saúde digital é falar em dados em gestão de dados. Nós temos a discussão que perpassa, né, a inteligência artificial, inclusive hoje, né, saiu o novo relatório do senador Eduardo Gomes, nós esperávamos que, que tivéssemos o acatamento da emenda 146 da senadora Mara Gabriele que trazia arrazoado pro texto, foi acatado em parte então acredito que, a depender da tramitação no senado, mas quando chegar aqui nessa casa vocês vão ter que se debruçar assim sobre esse terço, são muitas críticas né, diversos setores, mas pra saúde especificamente por conta das nossas nuances, questões bioéticas, enfim é necessário olhar mais apurado. E abordando pouquinho da questão da telemedicina, da telem saúde, o que vem por aí, né, nós temos como já já dito, os empregados no segmento, no monitoramento de pacientes, nós já temos experiências com medicina diagnóstica, tanto diagnóstico por imagem, mas também diagnóstico laboratorial, fazendo uso da telessaúde. Nós temos a robótica hoje avançando muito, né, pra procedimentos remotos seja cirurgia em exames, e temos também ponto que é muito caro ao nosso segmento são os estudos em sílica, que a gente vem abrindo debates junto à Anvisa já fizemos seminário inclusive aqui na comissão de saúde e esses estudos em sílica você tem modelos digitais pra você testar medicamentos testar dispositivos médicos inclusive né no no último Nobel foi agraciado por conta de estudos, nesse sentido o último Nobel da saúde. E pra nós do setor de dispositivos médicos, é 1 expectativa grande que essa regulação aconteça desses estudos porque nós temos alguns impeditivos éticos metodológicos para realizar estudos clínicos, porque não conseguimos cegar, não conseguimos ter placebo, enfim, então esse é outro avanço que a gente busca dentro da da regulação, além da questão da IA né que já já abordei aqui. Ponto que eu queria tratar, né resgatando aqui as falas anteriores que é a questão da do desenvolvimento tecnológico. De fato, o complexo econômico industrial da saúde como braço da política industrial, ele prevê o fortalecimento da produção nacional, mas é o tópico pensar que nós vamos ser autossuficientes em tudo. E se pensarmos dessa forma, nós não vamos permitir que as tecnologias cheguem até nós. Por que eu estou falando nisso? Porque quando a gente fala na questão da gestão dos dados, muito do que se usa pra desenvolvimento de equipamentos médicos, é feito em escala global, né? Então como não compartilhar esses dados pra permitir os avanços tecnológicos. Por isso que dados em saúde pode ser usados desde né da levantamento epidemiológico, no zoológico, planejamento do serviço do sistema de saúde, mas também no desenvolvimento de equipamentos, de tecnologias. 1 ressonância magnética por exemplo, ali tem muito dado de paciente muitas imagens, milhares de imagens que cruzando cruzando, eles criam 1 inteligência para poder fazer 1 predição e auxiliar o profissional nesse diagnóstico. Então nos preocupa quando falamos em regulação desse, dessa dessa tecnologia, não criarmos jabuticabas. Pra que a gente pense somente aqui, e não olharmos pra esse horizonte né, que hoje a transformação digital ela rompeu fronteiras e a gente precisa ter isso em mente. Como foi colocado, chamar a iniciativa privada, esse debate é fundamental, que é quem desenvolve tecnologia. O Brasil hoje ele avançou muito na questão dos softwares, mas em relação à hardware, ainda somos dependentes, seja produtos acabados ou mesmo seus insumos. Então, o que eu queria deixar aqui, deputada Adriana e deputada Flávia, é essa ideia de que a regulamentação ela deve olhar para além das nossas fronteiras para o que está acontecendo em relação aos avanços tecnológicos não falamos somente softwares também precisamos dos rádios para avançar e dentro desse âmbito do segmento de equipamentos positivos médicos há muita coisa já encaminhada e muito avanço tecnológico por vir para o nosso país visto que a gente tem gap tecnológico de cerca de 8 anos do que já está disponível lá no mercado exterior. Era isso, creio que fiquei dentro do meu tempo agradeço o convite novamente e muito obrigado.
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