Juhlia Santos

Juhlia Santos

Vereadora de Belo Horizonte

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29 de nov, 10:49

PLENÁRIO

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Quero saudar a mesa na pessoa da deputada federal Dandara, minha conterrânea lá das Minas Gerais, das Águas Gerais. E é com muita felicidade que que eu hoje estou aqui assim emocionado diversas vezes, vendo esses corpos diversas compondo esse espaço, vendo a juventude que é legado. E como a deputada mesmo disse né a sua primeira quilombola eleita na cidade de Belo Horizonte. E ser da primeira a primeira vereadora eleita na cidade de Belo Horizonte, diz também de 1 ausência, diz de tempo que foi vago, de tempo que nós não estivemos, de tempo que nós não temos memória construída a partir das nossas trajetórias. Sou lá do Quilombo Manzo, também como a deputada disse, Quilombo esse que foi responsável por barrar parte da mineração na Serra do Curral, que está lá na cidade de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, estado esse também que eu quero aproveitar a oportunidade e trazer como 1 forma de denúncia mesmo, estado esse que está entregue à mineração, que está entregue pelas mãos do governo à especulação imobiliária, e dizer também e também não posso deixar de me furtar, por ser essa copa dissidente, por ser 1 copa travesti, dizer que o racismo sim é a primeira violência que nós enfrentamos, mas que ele também vem coberto de várias camadas. Camadas essa que também cada vez mais nos nos mantém fora dos espaços e por ser 1 copa travesti, a violência ela sobre cai e ela chega no meu corpo de 1 forma diferente com 1 camada muito maior. E dizer que nós enquanto o movimento negro, nós precisamos levar em consideração as dissidências de gênero, nós precisamos levar em consideração o recorte de raça, classe e principalmente, é que a gente precisa cada vez mais afinar os discursos. E também quanto 1 quilombola eu não posso deixar de me furtar em dizer que por exemplo em 2023, apenas 149 quilombos foram titulados, sendo desses 19 pelo INCRA, Instituto Nacional da colonização da Reforma Agrária. E a gente precisa mudar pelo menos o sentido desse lugar da colonização da contra colonização como já dizia nego bispo. E dizer que se se a gente seguir nesse registro das titulações, só a gente vai conseguir alcançar pelo menos os quilombos já no processo em por volta de mais 2188 anos. Não dá pra gente esperar isso tudo pra ter os nossos territórios garantidos. E a garantia do nosso território é a garantia do bem viver, é a garantia de adiar projeto do final do mundo, porque nós sabemos que nós enquanto quilombolas, enquanto povos e. Para adiar, mas também pra toda a população do Brasil. E é e mais 1 vez agradecer pelo esse espaço e dizer que eu venho lá das Minas Gerais, mas principalmente eu venho das águas gerais, das matas gerais, das florestas gerais e nós não vamos aceitar seguir nesse registro de estado da mineração. Grata. Obrigada.

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